Desde o movimento dos astros na forma do Tempo até o mudar das cores no fervor das manhãs. Transcorrem infinitos no decorrer das pessoas, durante o qual ali permanecem reunidas histórias jamais contadas, no entanto vividas no auge das intensidades. Surpresas aos carrilhões, verdades inevitáveis de viver, insistências de outros, bem de junto. Quantas palavras a descrever, contar, narrar epopeias, e o Sol no alto a testemunhar tudo. Vertentes de um absoluto estonteante, minúsculos seres preenchem de consciência as tantas versões das quantas individualidades. Vozes assim distantes encobrem o silêncio das madrugadas, dotando-as de imagens inesquecíveis aquilo de poder estar aqui, substituir o silêncio da alma de ruídos remotos, tais trens em movimento no correr de cada biografia.
Logo adiante, os pássaros no nascer do dia. Caprichos das
muitas façanhas desses acontecimentos antes feitos de pura solidão, agora
contém paragens iluminadas, imensidões inatingíveis e meros figurantes das
horas que sumiram, pois. Mais houvesse de ser, monumentos supremos enchem de
paz os corações. Pela vontade das falas escutadas nas noites, um a um regressam
ao império lá de dentro, numa faina constante dos viventes humanos. Nalgumas
chances, repassam de pronto o que trazem consigo, desejo imenso de continuar. Retratos
ovalados de espetáculos inolvidáveis, disto se ler o todo através de seus
habitantes.
Conquanto deixemos de traçar o prisma das alturas, cá nos subsolos
de quantos persiste o senso do eterno, toques mágicos das cenas vividas,
realimentas de sonhos e criação. Instante tal ora significa, porém, o enigma
das existências em crescimento. Saber de ouvir as falas dos séculos e poder
aceitar de bom grado o princípio de todas razões, do instinto dos desejos, das
cores da persistência. Credos mil, eis o segmento de todos os passos e pessoas,
lugares, infinitos. Olhares atônitos falam disso aos mesmos seres por meio dos
próprios sentimentos.
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