Enquanto, logo atrás, existem os protagonistas. São criaturas ainda em formação. Conhecem pouco de onde podem chegar. Carregam fardos enormes de palavras, pensamentos, sentimentos. Desmancham, ao menos esperar, pelas crateras das presenças, a meio de outros. Figuras assim talvez esquisitas até a eles mesmos. Conquanto espalhem lembranças através das palavras, nem de longe veem os frutos daquilo deixado. Mesmo que tanto, insistem continuar. Acreditam nalguns segmentos das próprias expectativas, porém olham quase sempre pelo outro lado. Tal trabalhem ilusões, dormem afeitos sobre elas. Refletem ao furor dos momentos e as delimitam nas teorias deles mesmos criadas. Com isso, tantos e quantos persistem guarda-las no mais íntimo. Denominam isso de lembranças, desejos escondidos e esperança. Nisso, semblantes indiferentes ao que possa ocorrer, na medida das sortes, sustentam edifícios enormes, de cores variadas, formatos, quem saber?, esquivos, sorrateiros. O resultados, grupos e grupos dos que pensam semelhante, alimentam iguais intenções. Motivos sobram de prosseguir nos caminhos dessa jornada. Isto a ponto de, certas vezes, virem à tona perguntas de quem sejam as palavras, se elas ou as pessoas que as utilizam e usufruem. Nos mergulhos vorazes por demais, dali renascem sonhos, amizades, encontros. Formas inesperadas preenchem de toques o semblante dos céus a transitar entre as mãos de todos. Frutos, pois, das infinitas legendas a penetrar as crostas deste chão das almas, dão vida às árvores e plantas, nutrem pássaros e canções. Viagem precursoras de tantos outros mundos, transportam nos ombros a razão de tudo, enfim. Dali, passados que foram os instantes originais, vieram os sóis noutras consciências, e aqui permanecem. Contos intermináveis de tudo, decerto, tocam o coração das gentes e dos bichos, modo sem igual de reunir para novas eternidades o gosto de formar gerações inteiras. Falam, riem, escrevem, publicam, multiplicam, crescendo definitivo dos víeis e das verdades inesquecíveis.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
O vigor que as palavras têm
Enquanto, logo atrás, existem os protagonistas. São criaturas ainda em formação. Conhecem pouco de onde podem chegar. Carregam fardos enormes de palavras, pensamentos, sentimentos. Desmancham, ao menos esperar, pelas crateras das presenças, a meio de outros. Figuras assim talvez esquisitas até a eles mesmos. Conquanto espalhem lembranças através das palavras, nem de longe veem os frutos daquilo deixado. Mesmo que tanto, insistem continuar. Acreditam nalguns segmentos das próprias expectativas, porém olham quase sempre pelo outro lado. Tal trabalhem ilusões, dormem afeitos sobre elas. Refletem ao furor dos momentos e as delimitam nas teorias deles mesmos criadas. Com isso, tantos e quantos persistem guarda-las no mais íntimo. Denominam isso de lembranças, desejos escondidos e esperança. Nisso, semblantes indiferentes ao que possa ocorrer, na medida das sortes, sustentam edifícios enormes, de cores variadas, formatos, quem saber?, esquivos, sorrateiros. O resultados, grupos e grupos dos que pensam semelhante, alimentam iguais intenções. Motivos sobram de prosseguir nos caminhos dessa jornada. Isto a ponto de, certas vezes, virem à tona perguntas de quem sejam as palavras, se elas ou as pessoas que as utilizam e usufruem. Nos mergulhos vorazes por demais, dali renascem sonhos, amizades, encontros. Formas inesperadas preenchem de toques o semblante dos céus a transitar entre as mãos de todos. Frutos, pois, das infinitas legendas a penetrar as crostas deste chão das almas, dão vida às árvores e plantas, nutrem pássaros e canções. Viagem precursoras de tantos outros mundos, transportam nos ombros a razão de tudo, enfim. Dali, passados que foram os instantes originais, vieram os sóis noutras consciências, e aqui permanecem. Contos intermináveis de tudo, decerto, tocam o coração das gentes e dos bichos, modo sem igual de reunir para novas eternidades o gosto de formar gerações inteiras. Falam, riem, escrevem, publicam, multiplicam, crescendo definitivo dos víeis e das verdades inesquecíveis.
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