sexta-feira, 8 de maio de 2026

Palavras soltas


Painéis abertos ao longe numa vontade incontida de interpretar os mundos em volta. Ali perpassam histórias mil e pessoas sem conta. Todos no mesmo mergulho das cores e formas, movimento incessante de tempos e valores. Nisto, películas antigas, lembranças vagas espalhadas pelo chão, florestas e sonhos. Uma circunstância de verdades eternas invade o desejo das vezes anteriores de conhecer cada vez pouco mais daquilo antes visto sem a resposta suficiente. Anda-se pelos rincões de quantas viagens ao íntimo, restos deixados às portas do Infinito. E os personagens sobrevivem a tudo, portanto, sempre contidos em si e senhores doutras eternidades.

Corredores de individualidade assim preenchem das existências sua figuração e apenas divisam pequeninos indícios do que buscam, porém. Universos contidos. Guardados sob as sete capas do Destino. Grutas de sobrevivência destarte conduzem a História seja lá onde for. As estações que se superpõem acontecem na mesmo velocidade do quanto até então, e compõem o quadro efetivo das certezas trazidas no peito. Respostas vagas, pois, daquilo buscado nas entranhas do mistério só desse jeito define de tudo o penhor das gerações. Aos milhares, milhões, infinitos seres atravessam esse deserto das horas e fixam os olhos no espelho de uma aparente realidade.

Quais meros protagonistas da fama de estar aqui, pisam dalgum modo o sequenciar das estruturas e aceitam de bom grado que seja tal e qual. Sei que sorriem, nalgum momento. Recordam velhos ideais. Alimentam de visões as nuvens lá distantes, na virtude dos místicos, mágicos e autores, voragem jamais vista do Sol das criaturas. Constroem nesse nada em ação os motivos de continuar vidas a fio, cruzar as pontes das vastidões e adormecer ao sabor de suportar e ser feliz. Face a tanto, descem e sobem as veias da solidão e trazem consigo o véu da Verdade de que sejam artesões.

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