A liberdade do Ser lá um tempo carece disto, transformação. Após milênios das reencarnações, certa feita certo dia haverá de desvendar esse enigma (Decifra-me ou te devoro!) da lenda do Egito. Nisso, de olhos bem abertos, ponteia crescer noutra direção que não só aquele de existir e repetir a dose, até mergulhar no oceano do Destino, e distinguir dentro de si a consciência desde sempre aguardada diante da Eternidade. Qual quem notou apenas sombras nas paredes da Caverna (Platão), decidi reverter o quadro das horas e considerar que, não mais de sombras, ilusões e vaidades, persistirá no Tempo. Um achado sem conta, razão de tudo aqui, providencia o exercício da real liberdade e desfaz aquilo de antes, apenas de imagens fugidia. Transcorreram, conquanto eras sem fim da individualidade pelos pagos do mistério.
Sai dali na feliz satisfação de haver, finalmente, interpretar o código do que existe perante todas as razões de possuir o senso e transformar a paisagem de quantas vidas, ele, um a um, se superpõe à rotina. Transitará de todo o patamar das histórias individuais e coletivas, dotado de outros instrumentos de percepção, ao tempo do sentimento da excelência, do Amor, na simplicidade do gesto mais simples e verdadeiro.
Tal que eis o resumo a gama aparentemente ocasional dos sóis e das luas vividos ao sabor das contingências fortuitas. Face a tanto, afeito neste encargo do novo consistir, terá, no entanto, de custear o preço da tão sonhada vitória aos infinitos da alma e admitir, todavia, o valor de qual conquista. Resultantes, a solidão pessoal, o confronto daqueles outros que, até então, nem de longe supunha ser possível essa revelação transcendente, causa primeira e única justificativa das incontáveis vidas em transformação. Já agora, vivente de indizível imortalidade, enfim o fator primordial das ponderações universais deste Chão far-se-á, justa interpretação e exercício da Verdade absoluta.
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