segunda-feira, 4 de maio de 2026

Mundo das palavras


Há disso um poder soberano de preencher as visões e adormecer sobre os arredores das quantas experiências. Os humanos, mais que outros seres, conhecem disso, dessas possibilidades indizíveis de anotar no Tempo o fluir das gerações. Vive-se qual o que isto, pequeninos gestos de sons trazidos cá fora e depois refeitos doutras imagens, ilustração constante dos gestos e das histórias. Dúzias imensas de tais possibilidades inscrevem nos céus das consciências quais valores, refeitos das participações pessoais, das lembranças e de outros motivos trazidos cá fora, distantes só adiante daqueles que os deixam às portas doutras compreensões.

São elas, palavras sem conta, fatores multiformes do quanto existe desde sempre nos braços da História. Imagens excepcionais daqueles viventes que aqui transitaram. Caravanas incontáveis de peregrinos das estrelas, passam, observam até não poder e somem nas curvas de estrada infinita, impondo as condições de haver estado e ponderado o que viveram no crivo das palavras, talvez as mesmas, nunca, porém, iguais, porquanto trazem dois lados e pedem determinação de quem as usar. Nem de longe, por certo, haverá de tudo significação absoluta desses acontecimentos gravado na crosta desses enigmas.

Dado isto, inúmeros calendários vagam nesse vazio a sumir de vista, contudo cientes das certezas que guardam consigo no íntimo coração. Em razão, logo adiante vêm seus protagonistas, espécie de causa primeira dos universos em torno. Um a um, criaturas individuais, intangíveis, misteriosas e superpostas nas dobras do Infinito. Em vista do inesperado de ocorrências, a cada momento novas contrições, oportunidades e determinações de onde, aonde, quiçá, vales de sombras, réstias de luzes numa civilização ainda incógnita de si. Prudentes, vezes outras, uns buscam desvendar esse vão das sortes e construir mundos suficientes à Paz, nítido retrato dos dias agora espalhados aos ventos da Esperança.

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