Lá dentro das existências, em meio a um aparente caos de ausências, seres percorrem as entranhas de si próprios na procura dos detalhes daquilo desde antes esquecido no desvão do tempo em volta. Pequeninos seres. Silenciosos se olham e olham as encostas desse universo, talvez cientes do quanto ali espera de verdades deixadas à algum interno de sonhos. Sabem dos segredos, os analisa desde quando, nem disto lembram mais. No entanto adotam postura de sercientes durante todo o roteiro que houve de percorrer, cercados que foram daquelas visões do Paraíso. Veem de consigo a possibilidade imaginária de habitarem o mesmo corpo, isto passadas que foram tantas gerações. Sustentam, nisso, a certeza de estar onde assim vejam em volta, dotados de iguais percepções uns dos outros.
Vagueiam desde sempre nalgumas daquelas imensidões
desvendadas no âmago e nem que tal padecem de saudades e distâncias. Só mínimos
contatos fazem que sintam o poder onde imperam, construção transcendente do
mistério. Olhos postos, pois, nalgum objeto, nalgum movimento, acrescentam às
recordações vislumbrem transportados sabidas heranças que as alimentam a todo
custo. Nisto, seres, visões, presenças, o abismo, as cores, formas mil,
transes, músicas inesquecíveis, filmes vivos na alma, senhores absolutos do que
possam ser, creem vivamente na sorte do inesperado, vez haver plantado sementes
cálidas de amor através de quantos turnos.
Qual painel de muitos sóis acumulados no íntimo, percorrem
no vento a certeza da existência, aqueles minúsculos seres espalhados num
abismo valioso. Ao longe, no acumulado das distâncias sem limite, apenas sinais
enigmáticos do que lhes trouxe até então, espécie de componentes necessário do
que virá face aos dias, sem dúvida. Sustentam, pois, as razões de todas as
notícias boas logo adiante que chegará nas malhas do futuro. Uma missão
inevitável que está a caminho com pouco.
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