Olhares em volta e o Tempo, mares abertos do que a verdade seja existir. Um panteão de sensações espalhado pelo vento das horas, a perlustrar anos a fio nesse quadrilátero dos céus, no aguardo de algo que virá certa feita, de onde ou quando. Tais paisagens vistas de dentro, eis o resumo dos infinitos aqui guardados no íntimo de tantos. Isso que querer saber, porém circunscrito a determinações outras vindas numa graduação estonteante de luzes, sombras, cores, formas, a circular em torno do mesmo sentido único e indivisível. Pequeninos vislumbres em movimento na superfície das existências, talvez em fuga, talvez à busca de objetivos desde sempre antepostos aos destinos.
Langores, litanias, pedidos vagos de ciência; enxames continuados de seres ao sabor dos firmamentos em constante transformação.
Assim, qual o quê, os caminhos se clareiam diante do inesperado. Largas possibilidades face a tanto, espaço transcendental dos pensamentos, nessa busca de trilênios, sopesam valores maiores, portais abertos do desconhecido às nossas mãos. Jamais houvesse quer intocável. Vastidões poderosos no âmbito das criaturas agora permitem rever a imaginação e sustentar em definitivo a verdade dos dias que corriam ao nosso lado. Eram tais sombras de nós próprios. Detalhes indefinidos, beleza sem par nos momentos da história individual depois transpostos no coração em provas incontestes de um Criador absoluto a gerir sua criação.
Apenas isto, detalhes de um grande todo aceito de bom grado na medida do crescimento pessoal, ao largo das consciências. Isto falavam as artes, retratos dessa grandeza propiciatória que já habitam o senso da Razão. Contudo houve de ser destarte, passos cadenciados do princípio universal que poreja os vivos na Era Cósmica na que falavam os místicos nos finais do século anterior. Ao ritmo dessas palavras que falam em si ao seu querer, toquemos adiante o perfil dos acontecimentos.
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