sábado, 30 de maio de 2026

A noite e a imaginação


Nesses momentos quando a escuridão toma de conta do mundo em volta, dali nascem as histórias, os sonhos, viagens siderais nunca vistas, pedaços de compreensão em movimento. Quais que na busca de iluminar a consciência lá dentro dos corredores, vêm vagões imensos de acontecidos, sinais precisos das presenças de junto permanecem. Tocam de perto nas lembranças. Revivem aventuras desfeitas nas cinzas do passado, trâmites de verdades eternas tocam o sentimento e trazem de volta resquícios jamais desaparecidos, a permanecer guardados nas tantas camadas do Inconsciente.

Dali nascem os argumentos de livros e filmes, reunidos pelas malhas do pensamento, resquícios distantes, talvez, daquilo inextinguível dos instantes de sermos. Seleção rigorosas disso, das flores mais distintas e perfumadas de canções, companhias, saudades, tocam nos ramos das tantas árvores da floresta de criaturas distintas, vontade poderosa dos céus pelas visões.

No correr dos séculos, quantas chances de se reencontrar e traz ao presente os sucessos de antigamente. Tratos valiosos. Personagens. Roteiros fabulosos. Civilizações quiçá desaparecidas, então isto donde observar o Universo. Distintos autores colhem desse mesmo cosmos as inscrições das quantas verdades. Aonde olhar, minúsculas frações das existências retornam a preencher as extensões das criaturas e as fazem transitar nesse mar de todas luzes a meio das sombras de noites infindas.

Gradações irreparáveis nisto sustentam as emoções das muitas horas ali sobrevivendo no meio das ondas, vozes afeitas ao inesquecível e senhores das compreensões. Painel multicolorido assim reacendem vezes mil o império de nossas próprias vivências, agora unidas a um único ser que o somos passo a passo, sempre. Albergues das infinitas legendas nesse conteúdo domina a sanha do Tempo e trazem de tudo ao continente dos destinos. Já quietos em si, certezas plenas das buscas de centenas de noites, perpassam significados e deles recolhem o melhor, esteios das habitações dos seres.

(Ilustração: Pieter Brueguel, o Velho).

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