O mar das circunstâncias que a tudo envolve. Poder infinito das horas em movimento e num único lugar ao que seja o permanecer dos acontecimentos vidas e vidas sem conta. Conquanto aqui, isto será sempre. Por demais cientes do quanto exista, seguem as caravanas no deserto das próprias condições. Bem isto, o retrato de uma realidade apenas daqui e em queda livre ao abismo da inexistência. Senhores, portanto, de dúvidas e percalços, sempiternas ciências no ato das ações sem final, ser-se-á prenúncio de tantas cores, novos sabores, sons inolvidáveis, ao furor do Tempo.
Ao celebrar, pois, gesto único do quanto existir, há nisto
viagem ao centro de si mesmo, enquanto caem as folhas das árvores e elas se
refazem no íntimo dos céus. Estabelecido face a face diante do mistério, caudal
imenso de verdades e justiça circunscreve o gesto da permanência. Bem sob o
critério do firmamento, são perenes os blocos de pedras transpostos através de
todo momento. Pausa inexiste. Silêncio. Roteiro nunca imaginado. Palavras acesas
no mar das consciências, e os penhascos do Sol lá dentro da sorte de todos.
Então, ver-se nítida a força de uma determinação jamais identificada,
que, porém, transmite essa chama de persistir e lançar novas oportunidades
adiante. De onde impera, contudo, a condição de tanta soberania? Indagação por
demais, trazida aos ombros do interminável, que aqui, outrossim, perfaz a
lâmina do Poder. Turbilhões sucessivos de indagações. Sinais nos dias repetem o
itinerário das certezas e alimentam quantas infinitudes. E saber que nada deixa
de ser e virá nas asas dos pássaros, nas ondas dos oceanos, lufadas de vento, tons
avermelhados no poente. Qual o quê, sob o teto da Eternidade tocam em frente os
carrilhões da perene intenção ainda em fase de deslumbramento.
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