sexta-feira, 12 de junho de 2026

O despudor da informação atual


Tempos assim são outros. De tudo quanto é notícia algo corresponde só às versões dos interessados nelas. Um tal de espalhar qual quem junto, num afã de chegar lá nem onde avaliam... E imaginar o quanto de valor teria a comunicação clara, limpa e verdadeira. Isso de hoje preenche estados de cogitações e depois cai feito inúteis face à impostura. Tempos estes, tempos humanos, no entanto, diante da liberdade aparente de visionar, desaparecer nos escombros de nada mais, enquanto mascam do Tempo as cascas e jogam foram a essência de ser. Antes de tudo, saber se interessa a quem seja. Novidades antigas, post-mortem do inútil, pois.

Nisto, um rápido comentário a saber das vidas dagora e seu trato pelas frestas de quase tudo, portais das vaidades, gozos pessoais, desfalecimento das ideias, a ponto de poder-se considerar o enquadramento nos algoritmos outras sortes, doutros períodos da mesma humanidade e dos mesmos artefatos do inevitável, até o sucateamento dos valores e dos credos lá de antigamente. Até chegar aqui restaram as folhas secas de aparentes civilizações agora cinzas.

...

Ao construir de ficções a realidade, sobram pelos paredões do labirinto as marcas de muitas fisionomias a viver transformadas nessa projeção das aparências. Conquanto ainda busque revelar as trilhas da Verdade, a Natureza acontece pouco a pouco através do pensamento. Daí, vêm as histórias. Traços por demais circunspectos, porejam os princípios da raça. Dentro, todavia, dos quantos a imaginação e a necessidade. Heróis mudam seus trajes. As paisagens viram prados de cores secas. Riscos de aventura inconsequente. As palavras parecem dizer, contudo lastreadas e refeitas ao sabor dos velhos códigos.

Então clareza supérflua reveste de caos o Paraíso e as criaturas de longe parecem a importância apenas relativa do outros à próprias mãos, sonhar noites seguidas consigo e transitar entre os dias feitas feras acuadas nas garras que as aperta o coração.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Um consigo próprio


Até você tornar o inconsciente consciente, ele irá dirigir sua vida e você chamará isso de destino.
Carl Jung

Enquanto o ego apresenta mil faces, o Eu Real traz apenas uma e única. Vez ser assim a composição entre a matéria e o Espírito, entre a razão e a Intuição, a ilusão oferece tudo quanto haverá, na intenção de permanecer aqui a todo custo. Nisto, o corpo de doutrina das existências, a considerar visão definitiva, abrangente do nada e do Ser perante o Cosmos, tal motivo de interpretar a razão de estar Aqui. As tantas faces se alternam em ação de continuar até quando possível seja.

Ao sequenciar dessa interpretação, caberá, certa feita, distinguir o sentido desse encontro consigo no mais íntimo ser. Tangenciar pelos céus à busca, certo tempo, decifrar o código da Razão em si mesmo. O palco desse roteiro significa o Inconsciente, até o tempo de trazê-lo ao ser ciente, hora da plena revelação daquilo em pauta no correr das gerações. Livre, pois, das realidades artificiais, se superpõe ao intermediário o padrão do Absoluto, causa primeira desde quando aqui.

Desta equação da existência, porém, algo revela a missão dos seres ditos inteligentes, conquanto interpretam o senso dos destinos neles mesmos. Vêm a lume integrar esses dois aspectos do quanto existe todo tempo. À medida dessas vivas, através das quantas histórias aqui presenciadas e praticadas, lá um dia desvendam o pomo disso através da real compreensão do significado e de sua utilização, desfazendo além da metéria o enigma a que vieram, então. Transcorrem essa fronteira entre razão e consciência, distinguindo em definitivo o caminho da Verdade absoluta.

Bem necessário, outrossim, prática condigna aos princípios morais, perlustrados nos credos e religiosidade, transe por demais eficaz naquilo a denominar autoconsciência. À medida dos séculos, por meio das percepções científicas e tecnológicas, os seres humanos agora veem com clareza a função inequívoca dos seus dois hemisférios cerebrais, um voltado ao raciocínio lógico, o outro aos pendores da Consciência interior.

(Ilistração: Yin Yang (Símbolo da Bipolaridade Hemisférica do Cérebro).

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Icones


Adiante, pois, já às bordas de depois, bem dali nasceram as primeiras fores. Talvez alguém, certo dia, vivendo de sonhos, quem sabe? Um poeta, um menestrel, resolvesse antecipar algo, reunindo num só bloco de mistérios o artesanato dos sentimentos. Crê-se, desse jeito inesperado de viram as primeiras flores.

Decerto dalgum modo por certo preenchido de roteiros detalhados, astros formados nas alturas e refletidos nas superfícies dos lagos dessa eternidade viva até agora, quisessem contar suas próprias lendas. Deixar cores e formas ganharem perfume e belezas. Transitar entre os deuses quais sendo um deles. Surpreender os pássaros, as raízes, tudo isto em manhã primaveril dotada dos mesmos amores de antigamente, de quando alguém lembrasse antes das guerras, antes das dores, cientes de haver à frente todos os valores esperados.

Espécie de conteúdos elaborados, portanto, transcritos viagens internas das consciências, hora dessas far-se-á de desejos brilhantes as estradas de chegar ao mais íntimos. Nesse rastro narram os místicos histórias sem limite. Panteões, monumentos, reinados esquecidos, infâncias noutras dimensões, jamais deixando fora o segredo dando vamos, decerto.

As ansiadas presenças, secundadas de certezas e falas transitam nas expectativas, desde então. Reunidas vezes, o princípio perfaz jornadas intermináveis através dos viventes. Simbolizam longas jornadas pelas existências individuais e persistem a dizer daquilo que as aguarda face ao desconhecido. Matéria-prima das ficções, heróis circulam entre os demais seres, tais meros protagonistas de livros, filmes, canções, riscando os céus de nuvens e sóis. De um a outro instante, porém, nem letras, nem bordões, nem imagens satisfazem aqueles autores originais.

Nessa ocasião, descrevem percursos imaginários e chegam na visão dos séculos. Dessa expectativa vivem os humanos, técnica aprendida, quiçá, da sonoridade das estrelas em noites pálidas. E se aproximam dolentes daqueles audazes só agora cientes das novas interpretações.

terça-feira, 9 de junho de 2026

O silêncio e as cores


São tais vozes a contar dos instantes. Numa comunicação ininterrupta, dali nascem tudo em volta qual cenário de preencher o mundo. Noites a fio, superfície imensa envolve de luzes a escuridão e descrevem as horas, espécie de artesão das ausências a construir sempre e pela primeira vez o quando há de existências. Isto em gama constante de preenchimento, a denotar vidas e vidas lançadas em todo átimo de segundo. Perfeição a demonstrar profundidade, ciência absoluta, confecciona, pois, todas as qualidades aqui trazidas, logo em seguida guardadas nesse lastro enorme das presenças em tanto das pedras, das distâncias e na alma dos personagens a observar o cenário transcendental dos infinitos.

Dali foram muitas as vezes de sobreviver aos séculos. Quantas virtudes distintas ao final dos dias, agora marcas indeléveis daquilo a ser contado anos a fora. Nunca há de não ser assim. Ainda que palavras e pensamentos insistam ver além do firmamento, lá, então, renascem as flores, as canções, as narrativas incontáveis feitas de consciências. Nisto, nas viagens mais distantes, chegam as formas, agora criaturas harmoniosas superpostas nas pedras e nos rios. Gosto antes jamais imaginado, transcrevem mensagens doutros sidéreos. Às vezes até falam, a desvendar pedaços do próprio ser, todavia à esperar dos primeiros artesões. Formam as lendas, os mitos, arquétipos, visões depositadas nas lembranças donde já sairão, contudo.

Heróis, nisso, das definições em observação, em torno de si transportam este cenário inigualável das virtudes eternas, rastros de verdades, exatidão e permanência. Muitos do agora a isto significam. Os humanos também sonharam nos iguais universos da paz, de sentimentos puros enquanto indício das certezas definitivas. E tocam em frente o valor dos significados, daquelas percepções pousadas no coração e sabem, tempo destes, abertas as portas da compreensão e sorrir com felicidade.

Carma e Destino


Estes dois temas vêm circulando nossos pensamentos, subindo na espiral das ideias, no meio de consoantes e vogais, quase a pedir para chegar ao papel, 
que terminamos por fazer-lhes a vontade, numa tarde de sábado, segunda quinzena de qualquer mês de abril.

Falar de Carma e Destino, sem lembrar os povos do Oriente, equivale a esquecer das ciganas quando se fala em ledores de sorte. Mas queremos ir além, aonde nascem as interrogações largas e os mais profundos conceitos, imensidão das cordilheiras, desertos sombrios, viagens misteriosas: à pátria do coração.

Por vezes, recolhidos para dormir, lembramos de quantos, naquela mesma hora, vivem situações adversas. Quão poucos, no meio de tantos nesta vida, dispõem de família feliz, de seres amigos ao seu lado? De um teto, do alimento, da saúde, da paz? E que nem sabem como e nem onde podem adquirir? Vagam no tempo quais fossem cisco de correnteza, frágeis borboletas no fio do horizonte. E os que desfrutam de melhores oportunidades até esquecem disso tantas vezes, numa das curvas da jornada pondo em risco a felicidade.

Existe um livro que bem pode ampliar tais considerações. Trata-se de Cândido, ou O Otimismo, de Voltaire, que conta a história de personagem aventureiro a se desgarrar pelo mundo, na procura do sonho. Atravessa as mais inesperadas e cruéis conjunturas sem, no entanto, perder o ânimo, insistindo no trilho do Eldorado, terra da bendita fartura. Cada encontro redundando em desencontro, que por sua vez produz novo encontro, numa sucessão intermitente. As peripécias irão levá-lo ao infalível êxito da boa luta.

Assim também na existência humana na Terra, quando cada um conta sua própria história, entre lágrimas e sorrisos.

Carma é o que nos cabe elaborar em cada passo, seja negativo ou positivo. Do mal ou do bem que façamos ou deixemos de fazer, com relação aos outros e a nós mesmo, na decorrência dos dias que seguem no ritmo infatigável do Destino.

Nisto se percebe que Destino é determinação superior; aquilo que não se pode derrogar. Lei acima das leis dos homens, promulgada em níveis inalcançáveis pelos poderes terrenos, instâncias tão elevadas que muitos preferem agir como não sendo assim.

Os poderosos daqui do Chão fazem seus planos quais soberanos senhores. E os jornais a divulgar tais atitudes de força, a falar no projeto do fim do mundo, com a mais singela naturalidade, para combater o antigo poder nuclear soviético, em caso de ataque.

Todavia avaliamos que, no confronto das superpotências com despropositadas armas, o abalo seria tão nefasto que de nada adiantariam quaisquer estratégias militares. Escombros é o que resultaria, de ambos os lados.

Em sendo desta forma, onde encaixar o assunto - Carma e Destino?

Seria carma coletivo de toda a Humanidade a conflagração generalizada. E destino a transmissão do Planeta a um outro estágio, por certo do conhecimento da lei acima das leis dos homens, onde cada ser, de per si, responderá por seu carma individual, face a face com o Poder Maior, submetido ao novo destino que lhe seja reservado por via de conseqüência. Noutras palavras, enquanto o materialismo impenitente se propõe, com seus feitos arrevesados, a desobedecer ao equilíbrio harmônico do Universo, avaliando que, no mínimo, vai gerar uma fogueira de vaidades, nada mais conseguirá do que servir à correspondência matemática dos valores eternos e seus projetos insofismáveis.

Concluímos, por dedução:

Este silêncio suspeito que se fez após o término da indigitada Guerra Fria prontifica-nos a servir de momento de reflexão para o que iremos aprontar agora, nas linhas claras do Tempo Infinito.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O anjo libertador


Clima de extrema repressão dominava a Palestina após o sacrifício de Jesus. O capítulo 12, de Atos dos Apóstolos, bem retrata, num episódio marcante da vida de São Pedro, essa época encarniçada, quando os primeiros cristãos padeceram sob as garras cruéis de Herodes, filho do outro rei de igual nome que perseguira o Mestre nos primeiros tempos de sua presença na Terra.

Após haver morto Tiago, irmão de João, Herodes se voltava contra Pedro, mantendo-o no cárcere para quando viesse a Páscoa então apresentá-lo ao povo, desse modo pretendendo conquistar-lhe a confiança.

Grupos de quatro soldados se revezava na guarda ao apóstolo mantido a ferros em cárcere de estrita vigilância. Enquanto isso, na igreja, sob o império do medo, os seguidores de Jesus se mantinham em prece, pedindo a Deus pelo preso.

Na noite de sua apresentação à turba, como previsto pelo monarca, acorrentado, no meio de dois dos soldados que lhe montavam guarda, dormia Pedro. À porta, as outras duas sentinelas reforçavam a prisão.

No meio de intensa luminosidade, adentrou o recinto escurecido da cela um anjo, emissário da glória divina, e, silencioso, aproximou-se de Pedro a tocar-lhe o corpo, e disse:

- Ergue-te! Vamos embora! Recompõe as vestes, que agora sairemos deste lugar.

Surpreso, livre das cadeias que caíram das suas mãos, o apóstolo aprestou-se com providências imediatas, o quanto antes, tratando de obedecer ao inesperado e sublime visitante.

A propósito o episódio, lido na Bíblia, registra: Pedro, saindo, o seguia, mesmo sem compreender que era real o que se fazia por intermédio de um anjo, julgando que era uma visão.

Juntos, passaram pelas duas sentinelas que guarneciam a porta da masmorra, aberta de sem esforço, qual em passe mágico, sem precisar de ninguém nela tocar.

Saíram para logo se verem a andar do lado de fora, na luz fosca das ruas desertas da cidade.

Ainda sob o impacto da ocorrência inusitada, Pedro apenas se deu conta de ver o anjo a deixá-lo e seguir noutra direção.

Assustando em face de tamanho prodígio, falando de si para consigo, constatou a providencial circunstância de sair ileso das malhas do perverso soberano, graças ao poder inigualável do Senhor, livre de propósitos inconfessáveis e destruidores.

Algum instante mais além, parou na sombra das casas e considerou os meios de que dispunha para fugir. Lembrou, então, da casa de Maria, onde os irmãos de fé tantas vezes congregavam nos primeiros tempos, ali guiando seus passos. Ao chegar e bater no portão do pátio, causou espanto inavaliável, pois.  

Conta o texto bíblico que, aos primeiros raios do amanhecer, pânico descomunal estabeleceu-se entre os soldados, tomados de pânico, temerosos das reações que o desaparecimento do prisioneiro ocasionaria. Interpelados e não justificando a ocorrência extraordinária, viram-se de imediato executados sem a mínima piedade.

Os adoradores do Sol


A que se estar aqui? E andar, e conhecer, a meio de tantos outros gestos? Longas jornadas bem que falam disso e deixam margem a outras e mais extensas planícies de consciência. As falas, conquanto inextinguível, preenchem instantes sucessivos, sendo o isto a razão continuar. Houvesse motivos e consequências, logo além vêm indagações posteriores, sons distantes das falas e dos objetos...

E mesmos diante de tais circunstâncias, uma vontade maior há de sempre prevalecer. Narrativas ainda sem grandes definições. Nisto as pessoas se batem à cata de tantos sonhos, abandonando passados insistentes, viagens transcendentais, tudo cercado das lonjuras de estar aqui, Palavras trazem surpresas, definições, arquivos guardados nas erar e, lá depois, pequeninos sinais daquilo de anter e jamais. A supor compreender, pois, novas dimensões vêm à tona, esquadrinhando as suposições posteriores.

Assim, neste fluir de pensamentos e sentimentos, escorregam ao leito do abismo, forcejando verdades eternas contidas. Eles, esses quais seres, alimentam de sonhos noites e dias, horas a fio. Querem ser ao seu modo, no entanto cercados das contrições advindas nos formatos mais diversos. Numa materialidade corrente, daí a beleza em volta, nas árvores, na luz, nos momentos, no som, nas histórias, sequência natural que seja, cada termo tem cor e forma. De certeza, são infinitos os limites da realidade em volta. Mares incontáveis a isto significam por meio das individualidades. Transcrevem quantos instantes em igual diapasão.

Bem a existência e as criaturas, fagulhas espalhadas ao vento nos trilhos da felicidade. Aqueles dias, aqueles sóis na jornada do Tempo de um a um. Submersos na superfície do Chão, avaliam o inesperado qual fator de sobrevivência, outrossim. Todos, tudo, tanto, a par dos acontecimentos. Refazem em si o senso da posteridade a adormecem de contentes.

sábado, 6 de junho de 2026

Um resumo de si


Bem isto de contemplar a natureza em volta. Caminhar através dos corredores do labirinto de aonde chegar e ver constantemente os moldes e as cores de novos cenários. Ali tantos credos, quantos pensamentos guardados e as paisagens do que antes foi. Situar o trilho dos próprios pés nesse chão de indagações, de respostas vagas. Vez por outra, identificações com novas palavras, seguimentos variados a percorrer a pé. Distintas visões de possíveis encontros consigo e com os demais. Nisto, as histórias a lhes percorrer as entranhas. Tradições, narrativas e enredos, num jogo de substituição e de dúvidas a perder de vista. Às vezes cenas lá da infância mais distantes. Depois recentes traçados de acontecimentos ali deixados aos pés, no fustigar de lembranças talvez agradáveis.

Nesse percorrer das atitudes, quase tão só certezas vividas e em fase de processamento eletrônico na alma das criaturas. Filmes sem conta destarte invadem a memória e revelam lembranças inevitáveis, luzes a piscar nas consciências. Trâmites de céus imensos qual o quê transitam pelos séculos das criaturas num formato portanto benfazejos. Dali revivem trastes arcaicos derivados em tantas salas de aula, a solicitar interpretações. Vistos assaz tais instantes, é-se atores das lendas trazidas do espaço. E em consequência precisam decodificar aqueles sentimentos postos à prova. Com isso, tocam as barras das paredes e estudam o modo ideal de sair desse princípio aberto e tocar o firmamento.

Numa espécie de cápsula a vagar pelos hostes do Tempo, a uma só direção continua. Quer-se acreditar existir entre objetos e pessoas, no entanto a carecer de ciência do que sejam realmente. Agora, nesses mundos digitais, tudo revolve no íntimo de pessoas e lugares, no afã de conhecer donde vêm e a que mundo chegar. Notas soltas, pois, do Universo, insistem certa feita de achar o pomo da iluminação e veem com clareza outros ao lado no mesmo segmento.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Estradas do coração


Esse o mistério das palavras, de querer dizer aquilo lá longe que vive solto nas lembranças. São vozes incontidas a sussurrar junto do vento e resumir tudo desse passado que ora somos. Tal assim, sinais, pequenas ocasiões nascidas dos momentos. De certeza, formam as pessoas. Arrastam as multidões, caravanas da sorte pelos mares bravios. Busca incessante, abrem portas ao mistério de encontrar a si mesmo pelos corredores da alma. Estertores silenciosos, viajam no Tempo quais fragmentos de vontade. Nisto esse percorrer sem fim, detalhes das horas em formado de espetáculos eternos.

De comum, me vejo noutras histórias. Relembro situações maiores do que o desejo de apenas lembrar. Trazem consigo vestígios dessas variáveis soltas nos brejos da consciência. Uma infinidade na forma de revivescências a bem dizer esquecidas dalguns momentos, no entanto acesas, brasas ativas de mim a clarear noites e dias, festa inigualável de ser. Perduram. Dali insistem as sensações desses rebentos em formados até então desconhecidos, mas persistentes. Vorazes criaturas perenes, estabelecem definições presentes em tudo. Nalgumas oportunidades, peças teatrais, diálogos consigo e com os demais, filmes, contos, romances, canções, lugares recônditos de inúmeras tradições das outras pessoas. Viventes, contudo, do ente que ora somos, lampejos de tempos outros preservados nalguma prática lá interna a mexer dentro da gente. Bem isto, a natureza humana e sua faina incessante de tocar adiante o barco dos sentimentos. Fossem advir a quantos seguimos nesse painel contínuo, ver-nos-íamos face a face com a real sobrevivência da própria espécie.

Conquanto, pois sustentar as bases e os segmentos, há percurso inevitável de conter na essência o crivo do quanto existe nos conceitos e nas luas. Nessa hora, resta conter na gente o dever de aceitar e escolher a emoção que sempre haverá de haver. Isto, luzes da individualidade no sentido de todas elas.

(Ilustração: Centro de Artesanato Mestre Noza, Juazeiro do Norte CE).

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Código secreto


Circunscrito, pois, a detalhes a bem dizer impossíveis, dali nasce o emaranhado disso tudo aqui em volta. Talvez tão ínfimo a parecer, lá de longe, miragem, deslumbramento. Porém há de se rever os conceitos e trazer de volta aquilo de tantos a falar de espiritualidade. Isso quando em volta persistem as ideias doutra dimensão além desta. De imediato, o que virá depois do veio antes neste plano. Muitos do místico dizem de céus a trazer felicidade, dalgo modo a qualquer tempo e a todos, no entanto. O favo das religiões e seus segredos, quando, à medida de sortes transcendentais revelam mistérios profundos da alma. Nas tantas civilizações ai está, livros reveladores, conteúdos exóticos referenciados nos outros momentos, à sequência de sucessivas transformações que haverá de acontecer.

Nessas horas, ao peso das visões e dos povos, chegar-se-á nisso, ao furor das necessidades humanas. Porquanto estar neste chão tão jsó em contemplar os infinitos deixar margem a profundas interrogações, dentre elas a vida que vem depois desta. Agora já muito se falou dessas planícies ilimitadas da mente, num acordar constante de verdades imperecíveis. Transpostas as inúmeras necessidades, desponta inigualável o princípio da Reencarnação, a sobrevivência depois daqui, isto de novos dias, quais mares profundos de uma outra vida.

Prudentes, sagazes, inteligentes, seguem as caravanas rumo a esse sequenciar de intenções. Transpostas as aventuras terrestres, abrem-se percepções incontáveis, ao sabor das consciências em evolução. E mesmo daqui, diante da cultura, da arte, da mística... Transeuntes dos destinos, seres distinguem condições de achar o véu doutras lembranças e alimentar a perspectiva de reais compreensões a esse nível. Sem exceção, um a um definem seus próprios sentimentos a propósito e identificam meios de sobreviver a uma fatalidade inexistente. Haja tempo e lista incontável de visões espiritualistas perfaz o senso do absoluto que carregam em si desde então.

O ritmo das falas


O espírito da busca é o que nos liberta.
Kabir

Até chegar aqui milênios escoaram pelos céus. De tudo quanto possível fosse, viagem sem conta desfizeram expectativas. A mais que pudessem, resultou nisso com que se deparam. Castelos de reino encantados, vales profundos de sombra, esperas feitas de mergulhos por vezes insanos. Bem isto, lembrança e relembranças. Espécie de sina dadivosa, Códigos nasceram e permanecem ocultos das grandes multidões. Há, qual o quê, longas noites de mistério a cercar vivências, estas formadoras doutras histórias. Cadentes setores da consciência coletiva nisto permanecem tal e qual nas origens de quando, na distância dos infinitos.

Nesse percorrer através dos silêncios vêm os nomes. Logo adiante, resquícios daquilo que se foi atônito de inesperados. Bem ali o Tempo e sua cadência. Na sequência, chegam as músicas, detalhes de tantos o sabor dos sentimentos. Transes a fio enquanto isto. São seres os que descrevem os argumentos, transitam nos córregos da inexistência e aceitam de bom grado que assim seja. Aos olhos disso, as folhas, as flores, o vento; surpresas ocasionam esse lenitivo das verdades e preenchem o solo dos dias.

Dalguns detalhes, chegam as narrativas. As recordações de quantas cenas revistas, desmanchadas em sinais gráficos, sonos, virtuais. E nisto o conhecimento. Horas aquelas deixaram, pois, aspectos de outras épocas a que o espírito ascendeu e só então presencia o valor do que existe pelos rincões e movimentos. Trazer em si aquelas relíquias retidas no âmago a querer falar a todo custo. Destarte pedem palavras e silêncios, adiante também inscritos na distância.

Perante a estrada dos firmamentos, estirão de todas as verdades e suor de intensas jornadas rios a fora. Saber deste tudo e permanecer fiel ao fluir das chamas. Ao que consta, sustentar perene o sol das criaturas.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Várias versões de si espalhadas pelo mundo


Muitas, por demais, nuvens e nuvens sucessivas no momento do quanto existe. Horas de inesperado, outras considerações revistas e ampliadas, ao supor da criação. Sapientes seres sobrevivem a quase tudo, porém desfeitos em fiapos de largas tendas. Doutras vezes, apenas meras definições das alturas em espasmos e dúvidas. Eles, os tais instrumentos dos destinos, padecem, contudo, dessa síndrome das alturas enquanto mergulham nos despenhadeiros e ainda sobrevivem demasiadamente. Houvesse meios e perpetuariam a espécie através dos próprios sonhos. Cavaleiros andantes de muitos contos dali distantes, então contornam os setores do anonimato em forma de visões.  

Nisto, ao menor empenho, reconhecem aspectos desencontrados daquilo que foram e nem face a tanto alimentam ganhos doutros gerações, doutros caminhos. Sabem ser, quiçá ao penhor das espécies em volta. Persistem sustentar o teto das certezas e suprem de luz as consciências em torno. Transitam, contudo, pelos setores das cidades cobertos de glórias parciais, séculos e padecimentos. Admitem imaginar em longas plantações de estio. Deixam relíquias daquilo em paisagens belíssimas. Refazem transes. Escutam das palavras seus préstimos em forma de brisa suave, ao tempo dos dias escondidos no íntimo, atores dos dramas e das comédias abandonadas nos quarteirões de cidades inteiras.

Nessas pelejas de acreditar no painel ora fixado nas montanhas do Infinito, são muitos, detalhes gravados no esteio da compreensão possibilitam tanger os rebanhos de cores e formas nas estradas da alma. Contêm sobremodo resquícios de pensamentos, lembranças firmadas durante o espetáculo de existir. Tramam descobrir modos outros de permanecem vagando na superfície do Planeta, todavia jamais despreza o desejo das viagens lá misteriosas, mágicas. Esses quais heróis da Eternidade pousam aqui próximo, decodificando tudo face aos sóis, durante o intervalo entre antes e depois. Retratos fieis da imensidão, habitam o paraíso do inevitável e subsistem aos vendavais da mesma sorte.

Sons do coração


Algo assim semelhante a ecos secos vindo lá de longe, das encostas dos destinos. Longos itinerários das distâncias a bem dizer infinitas. Minúsculos passos de aves em movimento nesse véu da imaginação. Foram, nisso, estradas mil, percorridas e preenchidas de histórias as mais acesas ainda agora, no crivo de palavras soltas. Sem serem meros artesões de outras sortes, desde antes fixadas no íntimos quais peças indispensáveis desse carreirão feitos, no início, de madrugadas infindas, ausência contida daquilo. Músicas de gerações sucessivas grudadas nas veias. Luzes. Painéis imensos talvez doutras civilizações. Frutos, pois, disso, das pedras e dos caminhos, seguem todos, olhos fixos através de vontade e leveza. Dispostos ao fervor das tantas luas, vultos incontidos seguem adiante, face a face com o inesperado.

De tudo, os instantes, formas feitas, às vezes, de objetos e sentimentos. Noutras, de lembranças várias trazidas no peito. Destarte, pessoas, calendários, instrumentos musicais. Em todos, o crivo de profundidade em forma de letras, frases, movimento. Devessem conter sempre a força das primeiras aventuras e só então trariam de volta jornadas inteiras. Eles, semelhantes nunca tempo constante, abissal. Olham-se e calam de quanta imaginação a lhes percorrer as entranhas. Vidas e vidas. Suspensos no ar dos mistérios, alimentam de sensações esses ninhos donde nascem os pássaros. Bem adiante, transcritas páginas e páginas das mesmas citações, narrativas inigualáveis de verdades eterna, de um a outro momento descrevem nos céus o traço inesquecível de tudo de bom e voraz.

Regressam, contudo, nas antigas lendas fruto nisto advinda no sono dos justos. Sintomas, raízes inevitáveis de transcendência contida até esses dias, invadem os pensamentos e desvendam segredos a bem dizer definitivos. Que restam dos seres e dos espaços dali estabelecidos, portas imensas de verdades que se sejam, decerto.

terça-feira, 2 de junho de 2026

O segredo das árvores


Lá em certo sonho, certa feita, encontrava no meio de uma floresta árvore diferente, de tronco aprofundado entre a casca, onde havia santuário de tempos outros. Entre ramagens e restos de caule a imagem é de que habitava aquele interior espécie preciosidade rara, semelhante a segredos e mistérios. Nunca esqueci. Algo assim deixado nas eras a permanecer ao infinito. Isso a meio de tantas outras árvores enquanto somente essa trazia sacralidade.

Hoje relembro daquela visão onírica, pois quis permanecer a meio das lembranças a fazer espécie do quanto persiste no decorrer das contingências, vidas e vidas. Isso das florestas do chão espalhadas nos momentos, de pessoas continuarem neste mar de existências, suas ideias, construções, histórias. Menos se espera e se nos deparam verdades eterna no seio das criaturas, impérios de silêncios a vagar pelos firmamentos. O sagrado em tudo. Busca incessante de respostas definitivas que ofereçam virtude, paciência, consciência, durante o largo transe da aparente realidade que se lhes desmancha todo tempo, aos próprios pés.

Seres, esses desejos sem conta de revelar os sonhos a si e aos demais, percorrem os vales das sombras, transitam pelos córregos do inesperado e sustentam as visões de que são feitos. Das dores vêm dias sucessivos nas ondas desse mar constante. Conhecem o tanto de encontrar lugares diferentes, outrossim dotados de ânsias intangíveis, seculares, segundo a segundo sujeito à fúria do esquecimento. Guardados que fosse nos cuidados da solidão e ainda assim vistos cercados de verdades ocultas.

No me deparar outra vez com a lembrança daquele sonho, algo diz das cores e das imagens ali presente em que pouco, que universo, sempre a oferecer luzes doutras ciências, outras certezas da memória. E aquela árvore falava disso, dalgum pouso oculto nas malhas da presença e de alguma inocência original de que seremos parte.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

A ficção científica


Isto ali pelos idos das décadas de 70/80 do século passado. Percorriam os cinemas filmes quais 2001, uma odisseia no espaço, Larja mecânica, 1984, Contatos imediatos do terceiro grau, Brazil, o filme, etc. Enquanto na literatura, os contos de Ray Bradbury dominavam as cenas. Dentre eles, o de maior sucesso seria As crônicas marcianas, secundado por valiosos outros autores. No mundo, ainda a Guerra do Vietnã, as primeiras movimentações libertárias na Europa Oriental e a Primavera de Paris, ao tempo dos festivais de rock, dos hippies e do surgimento de novos estilos musicais que arrebatavam com intensidade, sobretudo no Ocidente. Com aquilo tudo, houve sensação de transformações intensas no seio da Humanidade.

Depois, então, que é hoje, os tempos seguem soltos. Histórias mil sendo contadas a qualquer custo. As contradições, os lances de mercado, as hordas bárbaras em andamento. Aqueles primeiros sinais doutras transformações continuam. Algo assim de se chegar a época de vislumbres a outro nível, outro senso.

Dali vieram as evoluções da ciência e seus novos instrumentos de comunicação, de pesquisa. Aquelas principais cogitações daquelas películas, daqueles livros, delas restam, talvez, possíveis acertos, tanto do ponto de vista filosófico quanto psicológico. Espécies de profecias em reavaliação, permanece um meio termo lá entre pessimismos e otimismos. Algo, no entanto, quer-se admitir, nada está como antes foi. Uma superpopulação circunda o globo, as movimentações econômicas multiplicaram seus meios de ganhos, as cidades nem de longe parecem com as décadas mais recentes.

As lições significam resultados intermediários de atraso e progresso, inclusive quanto à diplomacia, ao trato dos seres humanos; as discriminações, a violência se acentuaram a níveis extremos. Tais resultados desde nunca parecem trazem de volta patamares de expectativas extremas de toda e qualquer ficção. Porquanto caminhos inarredáveis do que devesse ter ocorrido, há uma dominação jamais imaginada dos países, diante de povos inteiros à margem das reais oportunidades. Persiste ouvidos acesos ao que de melhor possam trazer os dias perante a importância de plenas realizações, já agora face à importância sem igual de existir à luz de uma nova consciência.

(Ilustração: Contatos imediatos do terceiro grau, de Steven Spielberg).

O vigor que as palavras têm


Enquanto, logo atrás, existem os protagonistas. São criaturas ainda em formação. Conhecem pouco de onde podem chegar. Carregam fardos enormes de palavras, pensamentos, sentimentos. Desmancham, ao menos esperar, pelas crateras das presenças, a meio de outros. Figuras assim talvez esquisitas até a eles mesmos. Conquanto espalhem lembranças através das palavras, nem de longe veem os frutos daquilo deixado. Mesmo que tanto, insistem continuar. Acreditam nalguns segmentos das próprias expectativas, porém olham quase sempre pelo outro lado. Tal trabalhem ilusões, dormem afeitos sobre elas. Refletem ao furor dos momentos e as delimitam nas teorias deles mesmos criadas. Com isso, tantos e quantos persistem guarda-las no mais íntimo. Denominam isso de lembranças, desejos escondidos e esperança. Nisso, semblantes indiferentes ao que possa ocorrer, na medida das sortes, sustentam edifícios enormes, de cores variadas, formatos, quem saber?, esquivos, sorrateiros. O resultados, grupos e grupos dos que pensam semelhante, alimentam iguais intenções. Motivos sobram de prosseguir nos caminhos dessa jornada. Isto a ponto de, certas vezes, virem à tona perguntas de quem sejam as palavras, se elas ou as pessoas que as utilizam e usufruem. Nos mergulhos vorazes por demais, dali renascem sonhos, amizades, encontros. Formas inesperadas preenchem de toques o semblante dos céus a transitar entre as mãos de todos. Frutos, pois, das infinitas legendas a penetrar as crostas deste chão das almas, dão vida às árvores e plantas, nutrem pássaros e canções. Viagem precursoras de tantos outros mundos, transportam nos ombros a razão de tudo, enfim. Dali, passados que foram os instantes originais, vieram os sóis noutras consciências, e aqui permanecem. Contos intermináveis de tudo, decerto, tocam o coração das gentes e dos bichos, modo sem igual de reunir para novas eternidades o gosto de formar gerações inteiras. Falam, riem, escrevem, publicam, multiplicam, crescendo definitivo dos víeis e das verdades inesquecíveis.

domingo, 31 de maio de 2026

Tudo em ti


Desde o movimento dos astros na forma do Tempo até o mudar das cores no fervor das manhãs. Transcorrem infinitos no decorrer das pessoas, durante o qual ali permanecem reunidas histórias jamais contadas, no entanto vividas no auge das intensidades. Surpresas aos carrilhões, verdades inevitáveis de viver, insistências de outros, bem de junto. Quantas palavras a descrever, contar, narrar epopeias, e o Sol no alto a testemunhar tudo. Vertentes de um absoluto estonteante, minúsculos seres preenchem de consciência as tantas versões das quantas individualidades. Vozes assim distantes encobrem o silêncio das madrugadas, dotando-as de imagens inesquecíveis aquilo de poder estar aqui, substituir o silêncio da alma de ruídos remotos, tais trens em movimento no correr de cada biografia.

Logo adiante, os pássaros no nascer do dia. Caprichos das muitas façanhas desses acontecimentos antes feitos de pura solidão, agora contém paragens iluminadas, imensidões inatingíveis e meros figurantes das horas que sumiram, pois. Mais houvesse de ser, monumentos supremos enchem de paz os corações. Pela vontade das falas escutadas nas noites, um a um regressam ao império lá de dentro, numa faina constante dos viventes humanos. Nalgumas chances, repassam de pronto o que trazem consigo, desejo imenso de continuar. Retratos ovalados de espetáculos inolvidáveis, disto se ler o todo através de seus habitantes.

Conquanto deixemos de traçar o prisma das alturas, cá nos subsolos de quantos persiste o senso do eterno, toques mágicos das cenas vividas, realimentas de sonhos e criação. Instante tal ora significa, porém, o enigma das existências em crescimento. Saber de ouvir as falas dos séculos e poder aceitar de bom grado o princípio de todas razões, do instinto dos desejos, das cores da persistência. Credos mil, eis o segmento de todos os passos e pessoas, lugares, infinitos. Olhares atônitos falam disso aos mesmos seres por meio dos próprios sentimentos.

sábado, 30 de maio de 2026

A noite e a imaginação


Nesses momentos quando a escuridão toma de conta do mundo em volta, dali nascem as histórias, os sonhos, viagens siderais nunca vistas, pedaços de compreensão em movimento. Quais que na busca de iluminar a consciência lá dentro dos corredores, vêm vagões imensos de acontecidos, sinais precisos das presenças de junto permanecem. Tocam de perto nas lembranças. Revivem aventuras desfeitas nas cinzas do passado, trâmites de verdades eternas tocam o sentimento e trazem de volta resquícios jamais desaparecidos, a permanecer guardados nas tantas camadas do Inconsciente.

Dali nascem os argumentos de livros e filmes, reunidos pelas malhas do pensamento, resquícios distantes, talvez, daquilo inextinguível dos instantes de sermos. Seleção rigorosas disso, das flores mais distintas e perfumadas de canções, companhias, saudades, tocam nos ramos das tantas árvores da floresta de criaturas distintas, vontade poderosa dos céus pelas visões.

No correr dos séculos, quantas chances de se reencontrar e traz ao presente os sucessos de antigamente. Tratos valiosos. Personagens. Roteiros fabulosos. Civilizações quiçá desaparecidas, então isto donde observar o Universo. Distintos autores colhem desse mesmo cosmos as inscrições das quantas verdades. Aonde olhar, minúsculas frações das existências retornam a preencher as extensões das criaturas e as fazem transitar nesse mar de todas luzes a meio das sombras de noites infindas.

Gradações irreparáveis nisto sustentam as emoções das muitas horas ali sobrevivendo no meio das ondas, vozes afeitas ao inesquecível e senhores das compreensões. Painel multicolorido assim reacendem vezes mil o império de nossas próprias vivências, agora unidas a um único ser que o somos passo a passo, sempre. Albergues das infinitas legendas nesse conteúdo domina a sanha do Tempo e trazem de tudo ao continente dos destinos. Já quietos em si, certezas plenas das buscas de centenas de noites, perpassam significados e deles recolhem o melhor, esteios das habitações dos seres.

(Ilustração: Pieter Brueguel, o Velho).

Objetos de poder


Instintos transformados em formas de dominação, mecanismos de controle do comportamento social, cara lavada dos tempos atuais. Aonde ir, ali permanecer, numa espécie de fome dos brejos que loteia horizontes inteiros, dentro e fora do conhecimento. Nisto, formas de atender desejos, impulsos de revelar aspectos ainda mantidos sob o silêncio das almas.

No entanto que assim não seja sempre, pois. Vez haver meios, raízes em formação, à raça urge desenvolver outras ciências quais signifiquem desvendar as razões de andar aqui. Superpor normas de puro animalismo através dos mesmos órgãos de sentido e pensamento que faça presença em práticas conscientes. Daí os limites arcaicos viram processo contínuo doutras alternativas.

Panoramas quase gravados lá dentro do inesquecível, lembro dalgum filme a trazer seres montados a pensar que depois se afeiçoam tanto aos humanos a ponto de adquirir, quiçá, algo assemelhado a sentimentos. Isso ocasiona causa de dor que os faz amargurar diante de separações inevitáveis. Noutra imagem de ficção, das vezes quando civilizações inteiras houveram de mudar de território e padecem das ausências, das distâncias, do passado deixado.

Ser-se-ia, a bem dizer, ficção noutra ficção. De sair de um planeta a outro, e deixar ao longe tudo aquilo que antes fora, criação fantasiosa da própria função do Tempo pelas dobras dos firmamentos. Aqueles tais valores aonde foram que agora somem tais nunca houvessem sido. Isso ao sabor dos ventos da sorte, velocidade dos acontecimentos, tradições, urgências. Conquanto o querer dos humanos, transes seguem acontecendo, força viva doutro querer, imposição de novos senhores, novos métodos.

Perante o furor das palavras e seus significados, nascem as proposições, as ideias, atitudes líquidas do deslizar das existências aos olhos de tantos de nós, quereres distribuídos em forma de técnicas, submetidos aos caprichos do Destino. Talvez qual a tanto, essa intenção de guardar no coração a vontade de ser perene, inesquecível, sobrevivente das histórias vividas, sonhadas, acesas nalgum lugar desse universo.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Confins do Unverso


Olhares em volta e o Tempo, mares abertos do que a verdade seja existir. Um panteão de sensações espalhado pelo vento das horas, a perlustrar anos a fio nesse quadrilátero dos céus, no aguardo de algo que virá certa feita, de onde ou quando. Tais paisagens vistas de dentro, eis o resumo dos infinitos aqui guardados no íntimo de tantos. Isso que querer saber, porém circunscrito a determinações outras vindas numa graduação estonteante de luzes, sombras, cores, formas, a circular em torno do mesmo sentido único e indivisível. Pequeninos vislumbres em movimento na superfície das existências, talvez em fuga, talvez à busca de objetivos desde sempre antepostos aos destinos.

Langores, litanias, pedidos vagos de ciência; enxames continuados de seres ao sabor dos firmamentos em constante transformação.

Assim, qual o quê, os caminhos se clareiam diante do inesperado. Largas possibilidades face a tanto, espaço transcendental dos pensamentos, nessa busca de trilênios, sopesam valores maiores, portais abertos do desconhecido às nossas mãos. Jamais houvesse quer intocável. Vastidões poderosos no âmbito das criaturas agora permitem rever a imaginação e sustentar em definitivo a verdade dos dias que corriam ao nosso lado. Eram tais sombras de nós próprios. Detalhes indefinidos, beleza sem par nos momentos da história individual depois transpostos no coração em provas incontestes de um Criador absoluto a gerir sua criação.

Apenas isto, detalhes de um grande todo aceito de bom grado na medida do crescimento pessoal, ao largo das consciências. Isto falavam as artes, retratos dessa grandeza propiciatória que já habitam o senso da Razão. Contudo houve de ser destarte, passos cadenciados do princípio universal que poreja os vivos na Era Cósmica na que falavam os místicos nos finais do século anterior. Ao ritmo dessas palavras que falam em si ao seu querer, toquemos adiante o perfil dos acontecimentos.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Esse ser que o somos


Aqui nalgum lugar, cercado de silêncio... Através das tantas dimensões, essa necessidade perene de continuar. Vagas lembranças das horas boas, luta incessante de persistir enquanto seres, nuvens a encobrir o céu da consciência. Nisto, as marcas deixadas pelas vidas de interpretar, porém só parcialmente, o transe de haver já presenciado tantas vezes as tantas interrogações acumuladas no íntimo. Seres, afinal. No espaço das vivências, os demais e suas histórias ali depositadas, carentes, vezes sórdidas.

Quais dotados de filamentos que os ligam o Infinito, transitam sintomas e métodos no meio de si, constantes buscadores de desejos e visões, astutos, no entanto cientes dos próprios limites. Espécie de alienígenas do Universo, contemplam a vastidão numa vontade inevitável de querer sustentar-se nas faces dos destinos em volta. Parceiros, pois desta solidão contagiante, apenas reveem apontamentos daquilo esquecido nas viagens mais distantes, na mesma sanha de lá certo momento desvendar as linhas do Cosmos.

Nesse meio tempo, lhes alimentam igual fome de permanecer, contudo cientes de nem outra chance haverá de inexistir. Minúsculos exemplares do que restou de tudo nas encostas da alma, fixam os corredores da grande mansão e, vez em quando, some nas suas dependências, regressando logo em seguida noutras histórias daqui mesmo. Destarte, silenciosos, procuram a luz a qualquer dia.

Noutras chances, dividem objetos abandonados descobertos de antigas civilizações. Partilham conhecimentos técnicos a suprir urgências dos instantes, por isso algo cresce de dentro deles em forma de oportunidade, aprimoramento, a ponto de haverem aceito viver em grupos, ora cidades, tribos; viajam nas profundidas do firmamento à cata de novas estrelas. Nem de longe que o fosse, sabem aonde chegar quando isto acontecer. Querem paz, virtudes mil, amabilidades... Isto trazido desde sempre, voz que há de preencher de novas luzes este clarão visto nos céus.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

E se tudo ficou lá atrás?


Há momento assim, vistos em filmes, lidos em livros, ouvido nas canções. Trâmite avassalador das distâncias, cores novas hão de surgir a todo instante de saudade, nos contos leves dos autores surreais. Narrativas por demais daquilo antes perdido pelas folhas do Tempo. Enquanto que longas filas se formavam ao relento de noites sucessivas, logo depois nasceram as lembranças boas, os credos e as luas envoltas de lindas cores. Buscar que seja no imo do coração. Outra vez aceitar os véus desse mistério, na certeza do Sol.

Ali ouvíamos leves sussurros de silêncio através do vento, a rever suavemente o quanto deixamos, cientes, pois, de encontrar em seguida antigos heróis, conquistar a paz e conhecer sempre verdades inegáveis. Aonde foram todos que nos esqueceram aqui?! Qual das estrelas hoje lhes servem de lenitivo, criaturas ensimesmadas e livres? Estantes cheias de preciosidades, revistas do século XX, jornais amarelecidos e botons doutros valores, nas asas da esperança. Na verdade, quase isto de não querer sumir através dos fossos e dos destinos. Olhares vagos em maio às luzes da madrugada. Debates, interrogações, fotografias, persistências, viagens a longas distâncias, signos dos que ficaram e imagens vagas daquilo largados no bolso das aventuras.

Gerações inteiras acantonadas nesse painel dos corações, gravados firmemente nas horas e dos dias. Os trajes, os haveres, relíquias postas na parede entre os santos da devoção. Conquanto patrimônio inarredável, circulam pelos túneis de quantas vidas vividas em todas e numa única, talvez. Um relicário de recordações imorredouras que hoje falam conosco nas dobras dos blusões já desbotados. Nisto, poder absoluto de persistir ilimitadamente nos sonhos, nas frestas da presença dagora e livres pelos penhores do ora somos. Contidos nesse universo entranhado no peito, os que aqui estiveram permanecem de raízes do indefinido, porém coberto das glórias da perene felicidade individual.

Pelas eternidades a fio


Num transe a bem dizer único e inevitável de ser assim, perduram os seres e objetos, a circular em volta e imperceptivelmente, pela crosta suave do que haveria de ser. Quer-se criar versões, estabelecer diálogos, a punção de consciência distantes. Olhares em volta a considerar o trilho das alturas e viver. Tomar a pulso crer na própria gana, sustentar o nível das percepções, e contornar o impossível, afã alimentado de pensamentos e palavras, seguidos de perto pelas lembranças e sentimentos. Bem isto de ser assim. Tamborilar destreza nunca notada. Vislumbrar o espetáculo das essências, e sobreviver a qualquer custo.

Quanta virtude, pois, rever as mudanças que ocorrem ao furor das consequências, e manter o estado da presença diante desse tudo arrebatador, consistente. Nisto, as culturas, civilizações esplendorosas ali submersas pelas areias do Tempo, justo motivo de continuar nessa viagem enigmática. Perdurar. Fazer-se fruto das existências, raciocinar, interpretar, criar, construir. Normas soberanas de liberdade relativa são mantidas ao custo de sentir e avistar dos novos momentos que virão. Espécie de prazer inarredável, tal tocar o barco das horas neste mar das quantas virtudes, habitar a vida antes de tudo.

O fascínio sorrateiramente preenche de verdades os horizontes. Traz nas entranhas clarezas arrebatadoras, belezas infindas, contrições jamais imaginadas. A desvendar quais mistérios, enquanto isto essa caravana imensa de tantos e quantos senhores dos pagos lá escondidos pelas conotações da História, guardam no íntimo pessoas e lugares. As estradas carregam, enfim, nas margens tudo desde o princípio, elas e as almas em movimento. Transbordam, a inundar de frestas luminosas os mesmos mares da continuação absoluta.

Das profundezas desse abismo vêm ecos por demais, marcas fixadas naquelas hastes da matéria-prima do que existirá sempre, logo em seguida transcritas nas luas hão de vir, que lhes puseram de retalhos foscos na finalidades dos sonhos.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Imagens do Inconsciente


Nessa missão estonteante de revelar a si o caminho, criaturas habitam o pórtico do invisível enquanto apenas observam de longe as primeiras jogadas. Isto o itinerário das existências a par da compreensão de todos. Busca de luzes, desejos de revelação e uma fome religiosa de notar o mínimo que seja de verdades, amor e paz no coração. Dali, o ritmo frenético dos dias. Quais que protagonistas de peças jamais vistas, distinguem monumentos nas praias, inscrições pelas encostas de montanhas distantes, dunas faiscantes dalgum deserto a lhes percorrer entranhas e sentimentos. A vontade bem que admite, lá um tempo, dar de cara consigo e reviver tudo aquilo espalhado nas lembranças. Eles, minúsculos habitantes desses reinados santos, perscrutam qual tal jamais os mesmos mistérios trazidos do Infinito.

Em considerar, portanto, a trilha deixada pelos ancestrais, decidiram construir sonhos sucessivos nas cidades e vilas, agora cruzadas pelos mais diversos transeuntes. Admitem, contudo, viver o senso eterno de visões avistadas de antes e reúnem, passo a passo, os traços de roteiro encantado. Juntam milhões de falas numa só, sabem, de tanto avistar, que persiste no alto o poder de tantas realizações até aqui palmilhadas a ferro e fogo. E no silêncio do íntimo transmitem, um a um, o conceito da felicidade. Lastro monumental de verdades e imaginação, superpõem legendas inigualáveis a todo instante.

Perante os demais seres também inesperados, transitam vidas e vidas nessa reunião de belas histórias incrustradas nos céus. Formam filas enormes dos viandantes ora cientes desta procura, isto feitos de fé, amáveis criaturas criadas na renovação e nos becos. Trabalham de sol a sol nas visões do encantamento que os compõe. Certa feita, todavia, portas se abrirão e verão chegar quem quantas horas conteve nesses delírios de felicidade em forma de lindas cores, tradições, sobrevivência crucial daquilo de que foram elaborados pelo Destino.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O preço de ser livre


A fé é a mais elevada paixão de todos os homens.
Kierkegaard

Todo esse tempo e que passou hoje se resume imaginar que nunca houve, talvez as vivências contidas em si. E nisto, chegar até então, olhos postos em lugar algum. Uma gama a bem dizer quase infinita de histórias que nos atravessaram ao momento em que preenchiam o sol da consciência e nestante pulsa tanto só ao sabor de haver sido, contudo noutros universos também abstratos. Ali, porém, vivem pessoas nas lembranças fortes das emoções, dos sentimentos encantados em lugares inarredáveis, porquanto saguem junto ao que ora somos. Valores dessas épocas de outros sonhos, estruturas em movimento no mesmo lastro de agora. Há qual o que naquilo eco solto de inexistência, pedaços de um todo indivisível, estranhos abismos cá dentro da alma, a contar das suas angústias, seus temores, numa intensidade jamais consideradas ao instante do que aconteciam. Longas essas tais vastidões descritas em iguais roteiros naqueles filmes a percorrer entranhas do desconhecido transportado anos a fio. Transes, shows, diálogos persistentes ao silêncio das antigas recordações assim habitam ricamente os pensamentos acesos de verdades eterna, onde estivemos, nas dobras do Tempo por demais enigmático, fortuito, amoroso, de persistentes madrugadas, fiapos do que se seja neste para sempre.

Consistentes criaturas vagam destarte pelos rincões das permanências e observam cautelosas essa correnteza de mil cenas a lhes envolver os sentimentos. Trazem na essência o motivo de estar aqui, de reconhecer pouco a pouco as realidades que os compõem. Talvez até possam traduzir em novos sonhos aqueles antes escondidos que persistam continuar um dia qualquer. Nesse traço de eternidades que se move e nos move resta, quiçá, mínima a distância do panteão dos deuses, donde vieram e carecem regressar de quando em vez, aventureiros do destino e das luas, escrituras abertas ao querer mais absoluto existindo na alma da gente.  

Viagem ao centro de si


A mais que se buscasse, desde longe, o seguimento indicaria tão só o senso da procura, porquanto restava um tanto a cada criatura de afirmar a sua real compreensão nessa jornada ainda sem final visível. Que há o que encontrar, isso ninguém, a qualquer tempo, questiona, diante de tamanha exatidão no tudo em voga. Daí, vieram as religiões antigas, tradições, filosofias, psicologias, ficções, num afã do imaginário jamais desconsiderado. No entanto, eis-nos aqui, face a face com o Destino, dunas imensas de indagações pela frente a perquirir melhores deslumbramentos, sequer adotando qual um comportamento definitivo. Em contrapartida, os resultados vêm à tona pelas versões pessoais e de grupos, espécie de fanatismo impetuoso a preencher o vazio dos corações, marcas trazidas de outras civilizações arrevesadas, de traços esquizoides e sarcásticos. Desse panorama, até agora um mundo impera pelos patamares dos milênios.

Nisso, bem que a cultura humana persistirá e algo vem à tona gradualmente, isto é, a busca da própria consciência de todo indivíduo, numa resposta consistente do quanto já aqui acontece nas artes, realizações justas; no aprimoramento das instituições sob os novos valores aos poucos revelados. Vê-se com relativa transparência a necessidade inadiável de rever alternativas praticadas e repensar o crivo das aventuras tingidas de verdade, porém deixando margem apenas relativas de possíveis meios de uma resposta pertinente.

Neste ponto a perspectiva correspondente ao grau da perfeição que impera no âmbito do Universo. Substância que corresponda ao sentido de respostas aprimoradas, no mínimo próximas daquilo onde ora significa a Criação. Escolas afirma com veemência tais virtudes infinitas, pensamentos e palavras coerentes ao que desde sempre trouxeram as esperanças nos dias benfazejos. Nestante, ao quadro das horas e dos seres, pela natureza que os alimenta, abrem de par em par as portas da certeza de que tempos outros veem-se no íntimo das criaturas de si conscientes.


 [PS1]

domingo, 24 de maio de 2026

Sons da imaginação


Num mergulhar sem limite, precipícios adentro, a meio de rascunhos esquecidos e lembranças guardadas, renascem as vivências mais antigas. As vezes quando ali viajava-se pelos estrados de passadas estruturas, a encontrar novamente épocas inteiras, desde a infância, adolescência, até épocas recentes. Mundos espaços de dentro das criaturas. De tudo um pouco. Das situações por vezes agradáveis, felizes, preenchidas dos variados aspectos dos que aqui existem.

E nisso de reconsiderar o quanto houve certa feita eis o resumo das vidas. Distintos aspectos daquilo que antes foi, o que nem sempre as palavras obtêm êxito em considerar. Mas que insistem permanecer nas golas das roupas, nas barras das calças, no frio das noites enluaradas, mitos de heróis que viverem insistentemente no céu de tempos outros e habitam lá dentro feitos seus reais proprietários. Circunstâncias. Transes inesperados. Ruas solitárias. Céus cobertos de estrelas. Vozes, as vozes de outros momentos que ainda permanecem nas músicas, nas fotografias, nos livros; personagens originários de instantes doloridos de saudade, ausências, um diapasão poderoso a dizer do que jamais irá sumir. Espécie de fagulhas inapagáveis, fazem das pessoas mares de um movimento constante, quais pulsação do Infinito através do coração. Histórias sempre vivas, alimentam as almas de sonhos, vontades outras superpostas nos mesmos grilhões de antigamente. Nisto, os lugares têm poder absoluto sobre as tais recordações. Os lugares e os dias. As noites. Viagens. Falas. Paisagens intactas daquelas vezes do que houve de ser.

Haverá, não resta dúvida, o senso do inevitável a percorrer as entranhas dos acontecimentos inapagáveis. Suportam sede, fome, distâncias, longe, outrossim, das alternativas do desaparecimento. Vêm e vão, sucessivamente, porquanto aos ombros dos amigos, das horas e dos rios de aventuras. Raios de sol desse caudal que compõe as existências, formam ao léu o querer da perfeição de se ser instrumento de lembrar e sonhos reconstituídos na sequência natural de existir, então.

sábado, 23 de maio de 2026

As sombras da consciência

 

Algo assim que só o decorrer das idades há de reverter, desvendar as razões e permitir o encontro de verdades até então guardadas nos armários do Infinito. Esses tais significados perduram aos moldes de tantas aventuras humanas, e daí o correr dos séculos através dos habitantes do Cosmos. De certeza, serão eles os autores do que virá no intervalo de compreender. Tantos aos moldes de tudo. Nem de longe haverá de sumir, porquanto habitam a perfeição original, motivo justo de pisar e correr ao sabor de muitas histórias largadas aos céus. Sob esse teto, horas a fio desvendam de cada ser o princípio, causa primeira de todas as motivações.

Nesse desvendar eterno, a claridade chega brusca ou suave ao espetáculo do Chão. Transita pelos corredores das existências no ritmo das disposições pessoais. Levemente tocam o favo da visão, depois da audiência, e sucessivas outras situações, desde longe a cumprir o devir dos milênios. Instantes existem quando imaginar o fervor dos indivíduos, depois das coletividades e, por fim, do renascimento e dos sonhos.

De quando em vez tal acontece, de notar os padrões desse espaço fruto da essência. Qual lona imensa do circo do Universo, ali debaixo convivem eles consigo próprio, minúsculos portais do definitivo. Vale de profundida sem limite, circulam em volta carroções de prazeres, desejos avantajados e ânsias irreverentes. Transcritas, contudo, as periferias daquele arco incalculável de épocas, menos esperar, no entanto, advém ente doutras virtudes. Impessoais figurações de trajes surreais, dotadas de práticas acima da imaginação, lotam o pátio de toda expectativa benfazeja. Livres, almas abertas ao Paraíso, agora sorriam emoções inigualáveis. Fôssemos, todavia, distinguir da realidade a ficção, paisagens de beleza rara inundariam o sentido da inteligência. Hoje e sempre, uma única e crucial justificativa nos traz ao viver, pois.

O eterno presente à luz do inevitável


O mar das circunstâncias que a tudo envolve. Poder infinito das horas em movimento e num único lugar ao que seja o permanecer dos acontecimentos vidas e vidas sem conta. Conquanto aqui, isto será sempre. Por demais cientes do quanto exista, seguem as caravanas no deserto das próprias condições. Bem isto, o retrato de uma realidade apenas daqui e em queda livre ao abismo da inexistência. Senhores, portanto, de dúvidas e percalços, sempiternas ciências no ato das ações sem final, ser-se-á prenúncio de tantas cores, novos sabores, sons inolvidáveis, ao furor do Tempo.

Ao celebrar, pois, gesto único do quanto existir, há nisto viagem ao centro de si mesmo, enquanto caem as folhas das árvores e elas se refazem no íntimo dos céus. Estabelecido face a face diante do mistério, caudal imenso de verdades e justiça circunscreve o gesto da permanência. Bem sob o critério do firmamento, são perenes os blocos de pedras transpostos através de todo momento. Pausa inexiste. Silêncio. Roteiro nunca imaginado. Palavras acesas no mar das consciências, e os penhascos do Sol lá dentro da sorte de todos.

Então, ver-se nítida a força de uma determinação jamais identificada, que, porém, transmite essa chama de persistir e lançar novas oportunidades adiante. De onde impera, contudo, a condição de tanta soberania? Indagação por demais, trazida aos ombros do interminável, que aqui, outrossim, perfaz a lâmina do Poder. Turbilhões sucessivos de indagações. Sinais nos dias repetem o itinerário das certezas e alimentam quantas infinitudes. E saber que nada deixa de ser e virá nas asas dos pássaros, nas ondas dos oceanos, lufadas de vento, tons avermelhados no poente. Qual o quê, sob o teto da Eternidade tocam em frente os carrilhões da perene intenção ainda em fase de deslumbramento.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Formações da Natureza

 

Aparentemente mundos a parte. Setores os mais diversos e um tudo acontecendo sem parar. Largos panoramas em sequências por vezes inesperadas, no entanto. E se saber que logo ali haverá longos repasses e novas conjecturas. Enquanto isto, nós e o Tempo a contemplar espetáculo inevitável do quanto existe, numa cena ininterrupta dos céus em movimento. Luzes, cores, formas, vidas, criaturas quiçá pensantes, em elaboração no rastro disso tudo.

Quais uns a observar os demais, no afã de lá um dia interpretar o seja necessário, viajam no mistério esses seres, submersos em sombras imensas pelos pares e existências. Indagações desde sempre determinadas, subscrevem das lembranças o que quer que seja, à luz de cada compreensão. Disso, o desenrolar das conquistas humanas em formas de paradigmas talvez acessíveis às outras gerações.

Nisto, imaginar o infinito de tantos detalhes à procura da sorte. Cientes, quem sabe?, do quanto restará pela frente, auxiliam nos afazeres dos momentos e dalgum modo crescem à luz do um Ser criador. Nessa busca incessante de conhecer e conhecer-se, fazem da História o perfil do Chão onde vivem, imperam. De seres, chegar-se-ão às interpretações do que sejam. Abertos ao que há de vir, preenchem o esteio dos dias por meio de pensamentos, sentimentos, atitudes, imprevisões.

Rápida descrição das estruturas assim denota convergir às máximas deles mesmos criadas e trazidas ao léu, a meio dos tantos fenômenos em volta. Do gosto de contar, procurar, querer desenvolver, possibilitam transcursos enormes de lugares lá dentro da consciência, pouco a pouco, descobertos pelos seus intérpretes, numa velocidade de causar espanto, a ponto de jamais imaginarem o que virá no clarão dos novos dias. Durante essa jornada, despontam vagões inteiros de certezas guardadas debaixo dos escombros das aventuras, agente efetivos de igual natureza viva ao seu lado.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Quando há festa no Paraíso


Mediante tudo de bom quanto aconteça, lá, então, advêm os novos dias sempre aguardados com tanta intensidade. São fatores diversos que assim compõem o quadro pleno da totalidade e dos seres. Às vezes, feito de detalhes inesperados; doutras, circunstancial, envolvido nos símbolos que ali estão, espalhados pelas paredes, vitrais e antares. Um sem limite de possibilidades compõe, portando, a escrita desses universos. Lugares feitos da imensidão nas criaturas. Pomos alimentado desde quando, através de uma disposição de produzir o tanto de imaginação trazidos desde sempre no portão das criações.

Disto, pelas fretas das menores chances, circulam personagens misteriosos de filmes e sons de canções inesquecíveis lançadas ao vento. Enquanto a vastidão dos desertos de existir, dotadas agora de novas luzes e melhores conclusões. Dali, através do furor e das determinações originais, laços eternos sem fundo em volta das criaturas refeitas de lembranças, soma algébrica dos lances mais distantes, guardados na sorte grande dos amores. Sopesar o tanto do que ora seja, algo de certeza compõe o painel das verdades eternas. Por isso, e quantas haja, o firmamento se alegrar o vigor da sequência natural das consciências.

A isto aqui eis a real finalidade dos sonhos. Minúsculas partículas de um tempo místico justificam a razão do quanto existe. O que, inclusive, já vem contado nas explicações de quem antes estive deixando nos livros, nas palavras soltas, o prisma que lhes revelava o suficiente de alimentar o momento atual, desde longe, conhecido. Tais sintomas principiam os traços definitivos, as alvoradas, cunhos plenos de novas perspectivas a uma humanidade em crescimento. Ultrapassar, pois, os dramas, limites, inesperados, de agora, enquanto o vetor definitivo percorrerá o itinerário das muitas lendas, prenúncios variados em outras civilizações. Cientes de tradições irreversíveis, eis o sentido universal da realidade.