As memórias são quem melhor fala a propósito disso, dessa intuição natural de encontrar os limites da espiritualidade naquilo donde se vem. Esteios imenso de um mundo novo que nasce de dentro das mesmas criaturas que já vivem neles, nos sonhos. Daí a constante necessidade do reencontro dos princípios originais, das histórias desenvolvidas nos acontecimentos de passados os mais distantes, e de tudo quanto houve até aqui. Quais determinados a serem felizes, transcorrem as bordas do Tempo numa procura sem igual da outra margem vista lá longe entre as florestas e os sonhos. Indícios, pois, de verdades poderosas que em tudo predominam, refazem nos sonhos as arcaicas possibilidades do Ser, isto nas dobras de todos.
Espécie de susto consigo próprio, um a um tão só observa a
circulação dos acontecidos em volta, por vezes resistentes aos princípios da
autoderminação; doutras, meros joguetes dos destinos. Contudo, grãos de
certezas a lhes percorrer aos mistérios, senhores que seja, apenas, de pequenos
sinais do que há de vir logo depois das curvas dessa longa estrada. Padecem,
por isso, das indagações que ora trazem, munidos que foram de inteligência e
matriz de uma nova consciência. Sempre, no entanto, valorosos autores dessa
transformação em andamento.
Tem sido tal e qual durante as infinitas qualidades que
cercam o movimento dos astros. Personagens exemplares de suas aventuras
siderais, avaliam pouco a pouco o que transportam na essência e chegam perto de
aceitar o inevitável a pretexto de iniciativas pessoas. As paisagens que
traduzem do que vivem indicam a vastidão do sentido das instruções recebidas
nesse langor das existências, pois. Raízes de contrições inumeráveis, fitam os
céus a nutrir de sobrevivência o trilho da razão absoluta. E se sabem parceiros
de todos, misto de esperanças e alegria superior, fruto das luzes que iluminam
o Eterno.
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