Nessa missão estonteante de revelar a si o caminho, criaturas habitam o pórtico do invisível enquanto apenas observam de longe as primeiras jogadas. Isto o itinerário das existências a par da compreensão de todos. Busca de luzes, desejos de revelação e uma fome religiosa de notar o mínimo que seja de verdades, amor e paz no coração. Dali, o ritmo frenético dos dias. Quais que protagonistas de peças jamais vistas, distinguem monumentos nas praias, inscrições pelas encostas de montanhas distantes, dunas faiscantes dalgum deserto a lhes percorrer entranhas e sentimentos. A vontade bem que admite, lá um tempo, dar de cara consigo e reviver tudo aquilo espalhado nas lembranças. Eles, minúsculos habitantes desses reinados santos, perscrutam qual tal jamais os mesmos mistérios trazidos do Infinito.
Em considerar, portanto, a trilha deixada pelos ancestrais,
decidiram construir sonhos sucessivos nas cidades e vilas, agora cruzadas pelos
mais diversos transeuntes. Admitem, contudo, viver o senso eterno de visões
avistadas de antes e reúnem, passo a passo, os traços de roteiro encantado. Juntam
milhões de falas numa só, sabem, de tanto avistar, que persiste no alto o poder
de tantas realizações até aqui palmilhadas a ferro e fogo. E no silêncio do
íntimo transmitem, um a um, o conceito da felicidade. Lastro monumental de
verdades e imaginação, superpõem legendas inigualáveis a todo instante.
Perante os demais seres também inesperados, transitam vidas
e vidas nessa reunião de belas histórias incrustradas nos céus. Formam filas
enormes dos viandantes ora cientes desta procura, isto feitos de fé, amáveis
criaturas criadas na renovação e nos becos. Trabalham de sol a sol nas visões
do encantamento que os compõe. Certa feita, todavia, portas se abrirão e verão
chegar quem quantas horas conteve nesses delírios de felicidade em forma de
lindas cores, tradições, sobrevivência crucial daquilo de que foram elaborados
pelo Destino.
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