Em tudo que é canto, dali heranças ilimitadas largadas pelo chão. Junto delas, as criaturas que as sustentam no decorrer do quanto buscaram compreender o Infinito. Marcas fixadas no transcorrer das estações. Seres mil e seus poderes ainda limitados, no entanto. Queres desfeitos em minúsculos sentimentos, cores e formas, perto das mesmas alimárias que os conduziram até aqui. Portas distantes do foram, contam desse quanto salpicado de estrelas ao furor dos vendavais. Os frutos são isso que circulam o Tempo e indaga do que possa vir a todo momento, de novo desfeito em novas partículas do mistério.
Nisto, em cada criatura o desejo de eternidade sem conta,
sombras de si em forma de produções constantes, largos monumentos, ruas,
parques, jardins, multidões em silêncio ou à espera de algo além das margens do
grande rio da História. Viessem desde longe no mesmo diapasão, decerto apenas
repetiriam cenas semelhantes ao léu dos tempos. Aonde ir, portanto, lá imperam
as tradições dignas de ser trazidas outras tantas vezes aos braços dos
destinos. Quais paisagens em profusão, os universos se veem preenchidos a cada
hora pelos alvores de quantas verdades, experiências, de pronto esquecidas ou transformadas
em sonhos.
Numa verdade inigualável, eis o retrato fiel das existências
espalhadas nos desvãos dos firmamentos, pequeninas partículas, pois, da condição
humana transformada em criações. Ao consignar esse instinto soberano das
individualidades comuns e constantes, a cultura dos tempos ora mantém acesa a
soberania da sorte e formam as construções de tanta beleza aos olhos dos que
vierem na sequência do ilimitado. Caudal de histórias quase sempre transcendentes,
no íntimo sentem os séculos as emoções de prosseguir. Nessa permuta de beleza
sobrevivem todos aos planos doutra margem, lá de onde nasceram e chegaram aqui.
Pergaminhos do ilimitado, oferecem das consciências o fervor dos sonhos
possíveis.
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