Aqui nalgum lugar, cercado de silêncio... Através das tantas dimensões, essa necessidade perene de continuar. Vagas lembranças das horas boas, luta incessante de persistir enquanto seres, nuvens a encobrir o céu da consciência. Nisto, as marcas deixadas pelas vidas de interpretar, porém só parcialmente, o transe de haver já presenciado tantas vezes as tantas interrogações acumuladas no íntimo. Seres, afinal. No espaço das vivências, os demais e suas histórias ali depositadas, carentes, vezes sórdidas.
Quais dotados de filamentos que os ligam o Infinito,
transitam sintomas e métodos no meio de si, constantes buscadores de desejos e visões,
astutos, no entanto cientes dos próprios limites. Espécie de alienígenas do
Universo, contemplam a vastidão numa vontade inevitável de querer sustentar-se
nas faces dos destinos em volta. Parceiros, pois desta solidão contagiante,
apenas reveem apontamentos daquilo esquecido nas viagens mais distantes, na
mesma sanha de lá certo momento desvendar as linhas do Cosmos.
Nesse meio tempo, lhes alimentam igual fome de permanecer,
contudo cientes de nem outra chance haverá de inexistir. Minúsculos exemplares
do que restou de tudo nas encostas da alma, fixam os corredores da grande
mansão e, vez em quando, some nas suas dependências, regressando logo em
seguida noutras histórias daqui mesmo. Destarte, silenciosos, procuram a luz a
qualquer dia.
Noutras chances, dividem objetos abandonados descobertos de
antigas civilizações. Partilham conhecimentos técnicos a suprir urgências dos
instantes, por isso algo cresce de dentro deles em forma de oportunidade,
aprimoramento, a ponto de haverem aceito viver em grupos, ora cidades, tribos;
viajam nas profundidas do firmamento à cata de novas estrelas. Nem de longe que
o fosse, sabem aonde chegar quando isto acontecer. Querem paz, virtudes mil,
amabilidades... Isto trazido desde sempre, voz que há de preencher de novas
luzes este clarão visto nos céus.
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