segunda-feira, 18 de maio de 2026

Instantes e pensamentos

 

Essa vontade de que são feitas as ideias em transformar sons em nuances, sementes em florestas, bem caracteriza o instinto das noites de habitar o colo das distâncias. Pergaminhos que signifiquem de descrever a imensidão dos valores por meio de acordes e melodias, sinos na escuridão, sacodem pelos astros a força viva do sonho. Alimentam de cores o final dos dias. Trazem subscritas das lembranças os melhores momentos, as tranças da felicidade e dolentes enlevos do quanto significa conhecer. Trouxessem respostas definitivas, dali nasceriam verdades na brisa, no canto dos pássaros e o claro intenso do luar. Quantos rios de certezas correm soltos ao sabor do vento. Horas vivas no lastro do Tempo e nisso regressam tantos amores, amizades sem conta, madrugadas e palavras cadentes do coração das criaturas.

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A gente é a matéria-prima de nós mesmos. Rastros de intuições, sinais de toda Eternidade. Sob o prisma desse tudo que ora somos germinam as infinitudes, os segredos presentes nas histórias trazidas ao lombo dos séculos, das antiguidades afeitas de filosofia e furor. As buscas incessantes dos quantos aqui estejam durante o que seja resistir às amarras e ao inesperado. Também assim cada fração deste todo que circunscreve matéria e espírito. O susto das incoerências, portanto, virá de encontro a seus autores. Nem de longe, contudo, cruzarão o rio da realidade antes do advento das próprias atitudes. Isso desde sempre tranquiliza o ritmo da Criação, valores por demais o poder dos sóis.

Passadas que se foram quantas epopeias, agora o alvorecer determina o presente e ilumina as possibilidades, enfim. Dos inícios, percepções inigualáveis regressam a revelar o princípio e fazem das existências o crivo dos dias melhores de que tanto esperavam, pois. Dentre, portanto, as cercas do absurdo, a harmonia infindável das espécies em uma só caligrafia.

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