Dalgum momento nasce isto, de rever os sonhos e esquecê-los aos primeiros pensamentos. Quiséssemos, mesmo assim aconteceria – porquanto o lastro dos destinos determina, e só. Resultado, a sequência de tudo quanto existe face ao definitivo. Porções as mais variadas ali preenchem o prato das alturas e derivam a seu modo o andar das pequenas ocorrências, sintomas de existir do tanto em volta. Creio que se perlustra encontra novos instrumentos os quais pudessem desfazer as histórias. Porém, qual que seja, essa fluência do Cosmos preenche de verdades amplas o crivo das certezas.
Vezes sem conta, ver-se-á face a face consigo próprio a indagar virtudes, essências, definições, logo constante do catálogo do Tempo. Trabalha-se o instinto, superpõe criatura outras, satisfaz os desejos, outrossim aos olhos de busca incessante através do que passou e jamais regressa. Nisto, o barco da úsolidão perante as vagas do inexiste que bem ali repetirá a perder de vista. A meio tempo de tais superfícies, transitam, pois, esses pequeninos seres, fragmentos vorazes do mistério. Talvez, muitas horas, encapuzados sob a escuridão, tendem a regressar e trazer de junto aquelas nuances guardadas no âmbito da procura, numa lição permanente de sentido ainda não gravada na consciência.
E, pouco a pouco, letras e palavras desvendam as camadas internas dos sentimentos e iluminam o painel de frases venturosas, ricas de qualidades até então desconhecidas. Vórtices dessa intuição dão notícias do que virá. Eles, os vultos da imensidade, sobrevivem a qualquer aventura de pensamentos ou tradições. Oferecem o suficiente a contornar esse impulso de desaparecimento de entes e objetos, e redesenham a condição humana em moldes jamais vistos, fazendo disto o motivo das existências durante o que houve lá antes e haverá lá na distância mais íntima. Aos primeiros raios de sol de cada manhã, despontam para sempre o princípio da eterna felicidade..