Os tempos, vastidões continentais, momentos que ocorrem sem parar, enquanto aqui, seres e objetos. Em tudo o silêncio debaixo das luas. Horas a fio circulando pelas paragens imensas, lugares e distâncias, numa suavidade a toda prova. Assim a verdade impera. Mistérios inigualáveis preenchem a realidade, numa aparência tão só de surpresas e sonho. Enquanto isto, esse movimento de causar espécie, ditas histórias, civilizações inteiras a transportar pelos o turno constante dessa aparente contradição de sentido. E esses tais seres, circunspectos, às vezes imprudentes, inesperados, habitantes da dúvida e senhor da esperança.
Nisto, o toque das noites cheias de visões, de aventuras
pela estrada desses depois que nunca deixam de ser. Um furor de respostas,
porém pouco ou nada lidas, contudo. Comboios inteiros de individualidades
silentes destarte inscrevem nas circunstâncias tudo aquilo transportado no
lombo das criaturas. São intermináveis os rastros postos na poeira desses
caminhos disformes. Trânsito sem par, acontecimentos fortuitos, certezas
eternas, fervilhar de compreensões e pessoas num único penhor de respostas e
perguntas jamais esquecidas.
Meras palavras, talvez, todavia vivos agentes do Sol a
conversar consigo e com as outras estrelas nesse panteão de quantas variáveis à
mercê das mesmas criaturas que fazem e respondem em consequência. Uma vastidão
sem fim, pois. Olhos fixos nas profundezas deste mar de luzes, aquilo conduzem
o barco da realização, autores que o somos do que houve e haverá sempre. Instrumentos
da Eternidade às nossas mãos, realizamos o sentido pleno desde longe a seguir
conosco sem final.
Outras respostas decerto veem a todo passo, ao sabor do
relevo e das cores, nessas condições das oportunidades, habitantes do Infinito
e testemunha valiosa da Criação. Eles, nós, um só Ser, razão das existências e
do Tempo. Palavras que tais inundam de coerência o vale de consciências e da
Paz que buscamos a cada dia.