domingo, 3 de maio de 2026

As ruas da Eternidade


Tais e tão semelhantes às daqui, no entanto com mais árvores e flores, pássaros e borboletas, num afã de causar espécie. Sobem e descem multidão de seres os mais semelhantes ao que significar viver para sempre diante do Infinito. Pequenos instrumentos musicais ali deixados pelos cantos, ao sabor de todo momento, identificam o quanto ao sabor da inspiração o mundo em volta vive coberto de imagens e cores diversas.

Nisto, algo insiste narrar os momentos em forma de fixação definitiva na alma dos quantos perduram aos olhos das luzes que acedem nos primeiros raios dos sonhos. Uma paz circula nos olhos daqueles mesmo autores de si próprios, trazidos de tudo quanto é canto, no sentido de somar o tanto que há de bom em todas as horas e calendários. Vez em quando se superpõem aos riscos do horizonte e trazem de volta sentimentos guardados de lembranças boas que jamais irão sumir.  O Noutras palavras, o coro do contentes num domínio absoluto da Perfeição.

As pessoas observam aos poucos o espaço donde, desde antes, haviam imaginado continuar pelos infinitos a fora. Traços, por isso, doutras vezes o vazio das mentes permite que sonhemos ao sol das consciências e ofereçamos espaço por demais suficiente nascido no poder da imaginação. Quais que sejam projeções da certeza plena do quanto existe, assim as paisagens, os habitantes desses lugares. Trazidos das nuvens do ouvi dizer, sustentam o barco da presença e oferecem os meios de impressões constantes.

Suaves sentimentos destarte desvendam a calma dessas tardes mornas, enquanto nisso as imagens das gentes revivem essas pequenas vilas dos interiores, aonde o mistério fez morada numa forma inigualável, iluminando de verdades o coração da gente.

terça-feira, 28 de abril de 2026

As cores da memória


Espalhadas nos vãos dos infinitos, desfazem mil sucessões ao sabor do vento. Sobrepostas nas praias de antes e de depois, preenchem de tons suaves as bordas dos oceanos. Cruzam tudo quanto houvesse de ser na mesmo disposição de pessoas e lugares. Nuvens que passam, no entanto esquecendo de si fragmentos inevitáveis, barras de formas jamais vistas, só agora reconhecida de tantos. Nisto, marcas permanecem deixadas pelas crostas das criaturas, sentimentos inolvidáveis dos sons de trovão lá vagando dentro das almas, primeiros sinais do que virá certa feita e jamais sumirá noutras horas.

Isto que aqui esteja de junto, frações mínimas de saudades que compõem as canções, os romances, no quadro imensos dos destinos. Daí ninguém foge de reunir na consciência esses extratos da verdade eterna de que somos instrumentos e personagens reis de uma definitiva estrutura que formará de vez a perfeição. Noutras palavras, pequenos gestos do que fomos e seremos pelas estradas do quanto existi, testemunhos dessas presenças determinantes que constroem todo o Universo.

Conquanto aparentes visões, na realidade sermos a própria realidade em movimento pelas superfícies dos penhores trazidos nem, ainda, se sabe de ondem, nem aonde chegar-se-á certo dia a qualquer momento. Traços, pois, das existências, se saber partes dos itinerários e das longas aventuras humanas sobre a Terra. Autores dos sóis e viventes amarfanhados das distâncias. Super-heróis das antigas. Nas tais versões que sejamos da Natureza, bem defronte, percorrem versões inteiras das luas de passados sem conta. Servem de parâmetros ao ordenamento dos nexos do mistério, quais razões sem fim daquilo em forma do que poderia sumir, mas que isso nunca irá acontecer, face as doutrinas, tradições, referências trazidas às costas do arcáicos valores que nos oferecem os meios de tudo, pois.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O silêncio dos sentimentos


Vastidões deste sem fim de multidões inteiras preenchem de novo o claro imenso das memórias. São elas, as criaturas desse vazio a ser transpostos nalgum momento, a notar do quanto existe e substituir os sentimentos pelas verdades contidas em sensos e coerências, feitas de pensamento e dúvidas. Superpostos às virtudes, seguem juntos todos, tais senhores dalguma razão, no entanto movimento dos astros pelas horas do Infinito. Sabem, talvez, de si o mesmo tanto do que nunca antes imaginaram, e desfazem nas nuvens montanhas monumentais de circunstâncias. Padecem, quiçá, dos dramas intermináveis da Criação à procura do encontro definitivo com a sorte.

Transitam em tudo, pequenos espaços entre dois intervalos, na ânsia de, lá um tempo, ressoar através das encostas e dos destinos. Reunidos assim em volta das antigas fogueiras de ausências, surpreendem quase sempre diante desse inevitável poder, e nisto padecem de conhecer o que jamais deixarão de persistir. Destarte, mistérios sublimes, conduzem os barcos através de mil caminhos, de olhares circunspectos à borda dos espaços em constante deslumbramento. Acreditam, compreendem, alimentam séculos a fio, sonhares contumazes deles próprios.

Vertentes, por isso, de tamanha imensidão, observam de longe as interrogações trazidas lá de dentro feitas minúsculas fórmulas de verdades eternas. Sorrateiros, sagazes, ultrapassam a incoerência de viver no íntimo o desejo da perfeição absoluta. Nisto, ao sabor dos livramentos, ressurgem nas vagas incontáveis de quantos gestos espalhados na folha do Tempo, seu autor e senhor. Então, vêm e vão sucessivos embates da gente com a gente mesma, abrindo espaço a meio das existências de revelar certa feita o motivo de tudo em volta. Palavras que surpreendem e depois esquecem de outros sonhos dali conduzidos pelas hordas silenciosas de entes que adormecem sobre os sóis e permanecem acesos nalgum lugar do Paraíso.

sábado, 18 de abril de 2026

Diante do inesperado


De tudo quanto já aconteceu ainda resta o Infinito. Espécie de solidão avançada no Tempo, seres invadem o teto das horas e, de novo, preenchem o inexistente de outros meios destinados a conter esse avanço incontido. Eles, esses atores, tocam as paredes dos momentos e rasgam meios de continuar vidas e vidas. Isto toca com força o senso de compreender e sustentar o inevitável, fazendo-o sequências de formas, cores, objetos e criaturas. Bem isto o fluir das consciências na medida em que aguardam lá adiante o princípio de uma compreensão absoluta.

Nesse meio tempo, as dúvidas, os descompassos, transes de lastros humanos se desfazem na própria História. A tais protagonistas de jornadas a bem dizer fantasiosas, resta agora nas memórias o estio daqueles dias guardados lá dentro, resquícios desse furor determinante que ocupam. Nós, contudo, quais meras testemunhas de nós mesmos, a vagar nos intervalos dos destinos, olhos fixos no depois. Sabe-se, sim, de quantos episódios narradas dessas criaturas audazes viram meros pedaços conscientes do grande todo de então.

Nisto, a frequência das vezes trazidas de volta no colo dos contentes, das artes, dos mistérios. Luzes acesas ao sol da realidade, transmitem pensamentos, longos trechos de antigas epopeias e sustentam o poder de tocar em frente a ânsia das palavras. Dalgo ninguém há de duvidar, do transcurso de fragmentos em choque nas madrugadas de estio. São muitos, são tantos tais os segredos em movimento ao sabor dos lugares, das histórias sem final, dos jogos e expectativas. A sonhar naquele instante dalgum paraíso, ali perdura o instinto de sobreviver e poder contar o desfecho que lhes aguarda.

No auge disso, das jornadas informes, transitam os séculos gerações a fio. Retrato sistemático doutras virtudes vindas consigo nas relíquias incontáveis das vezes em que resistiram e adormecem tranquilos pela essência do quanto houve ao chegar.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Limites humanos



Aceitar, pois, as contingências e tocar adiante, eis em que se resume o quanto existe. Por demais que seja assim, no entanto persistirão as expectativas de respostas talvez consentâneas aos valores originais, até então desconhecidos. Por demais...

Sabe-se, no entanto, da ânsia que insiste dizer, no uso de palavras e conceitos. Desde antes que insistem de conhecer o desconhecido. Até quando nos habitará essa vontade estrutural de responder ao silêncio, quem sabe? Nuances sem falta consistem nisso, de contar de onde e aonde foram, mesmo face ao inevitável em andamento. E nisto habita a presença dos seres que aqui pensam, juntam interpretações quiçá sistemáticas e dizem daquilo em que desejam explicar os nuances da sorte.

Isso, contudo, fronteiras desse anonimato, bem caracteriza os humanos desde longe. Mesmo porque as palavras pedem o façamos, pois. Daí mil interpretações jogadas ao vento. Lá nos patamares da servidão, porquanto uma vontade prevalece, às malhas do mais profundo silêncio. Rastros de passadas distantes do que seja contar daqui marcam profundamente os universos em volta. São multidões do que disseram, então, trazidas aos vagões de uma atualidade informe, só parcial. Os que desejariam deter dos princípios ali estão assustados consigo próprios, pequeninos instrumentos do maior desejo, qual seja dalguém, dalgum ente a lhes observar os caminhos e sustentar outros aspectos em voga que não apenas esses.

Bem isto resume o trâmite dos pensamentos, as buscas incessantes, forças a se dizer imaginárias dos valores daqui do Chão. Horas a fio suportam essa definição dos raciocínios e lhes anotam a realidade definitiva. Senhores de si, que o fossem, aceitam de bom grado o espaço entre agora e sempre quais meros senhores doutras vagas, doutros penhores, e dormem contentes sobre o crivo do inesperado.

Vemos, que tanto, sonhos serem trazidos de longe e inundarem as luas de todos feitos pequeninos entes a isso finalizar.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Universos


As tantas variações individuais, os caminhos de percorrer; as vontades, os gostos e quereres. Tempos seculares em movimento diante do desconhecido das horas já foram tantos e mais virão, diante da jornada. Símbolos. Fragmentos doutras eternidades, doutros sonhos. Enquanto isto, as façanhas dos protagonistas desses espaços em tudo. Daí o senso da procura, superfícies abertas do Infinito.

Doutras vezes, portas são abertas ao Sol em modo contínuo, nas lembranças, nos desejos incontidos, bem ao salvo desses autores anônimos de si mesmos; juízos sem conta espalhados pelo chão, surpresas de compreender até hoje o tanto que nos traz aqui. Superposições e gerações transitam nesse painel de resultados, a dizer das dúvidas, indagações repetitivas e propostas por vezes prenhes de histórias de palavras e pensamentos, atiradas ao palco do inevitável. Quantos símbolos a mover pessoas!

Dias a fio e os acervos repetem aventuras na face de manhãs feitas de valores, todavia meras suposições quais sejam até aqui; um fardo a mais sobre o lombo dos destinos. Querer que assim não fosse, nos existires, ficaria na casa do querer e do sem jeito. Os depois, no entanto, falam outra linguagem, descrevem e narram outros argumentos. Talvez feitos de pó, transitam nos oceanos e nas noites a meros objetos de paixão. Contudo há de haver poderes às mãos de muitos que insistem dizer o que nem de longe pudessem imaginar de verdade, pois.

Esse retrato inscrito nas estrelas pereniza as tradições do quanto perduram ao passar do Tempo. Teses vêm à tona de modificar a Natureza real através de vontades particulares, outrossim elaboradas a título de consolação. Estes proponentes até inventam atitudes, e as trazem à tona, resultados disso que ora prevalecer em volta. Acalmar o firmamento pessoal, vez por outra quer significar, portanto, deter o lume das intenções e fazê-las passo a passo junto à realidade definitiva.


sábado, 11 de abril de 2026

Sentido único das existências


Jamais haver-se-ia de contar das tantas e quantas luas fôssemos de antecipar a trilha do Infinito. Determinação inevitável ali impera ao longo do Ser. Sentido único, exclusivo. Então, daí toda a verdade do Tempo. As palavras sabem disso em andar a favor dessa lei que a tudo determina. No mínimo isso a favor do vento. Algo inquestionável, porém conclusivo.

Dali, toda ciência, as cores, o frêmito em torno. Nisto, prudentes seguem os seres. Esforço de prosseguir impõe sua função às vidas, às histórias. Rebanhos na imensidão, assim os astros, o vazio, as águas. No mais íntimo das criaturas, seus traços de aceitação por vezes feitos de revolta, indagações. Grosso modo, uma determinação plena dalgum fator universal indiscutível.

...

Se há solidez em algo, o Tempo, seu Senhor, portanto. Soalheiras sem final, riscos pelo céu se superpõem aos demais fatores. Aquietam, então; deixam fluir as razões, os momentos, as virtudes. Mínimos resquícios do que foi embora viram marcas esquecidas dalgum ente que aqui passou.

Vorazes, infindos pergaminhos de uma mesma epopeia. Essa tanta herança sobrevive, pois, às costas das criaturas e fala disso com absoluta sobriedade. Este penhor tão poderoso perfaz o quanto houver desde eternamente. Enquanto isso, fagulhas pensantes preenchem e anotam o que existe. Elas, objetos e figurantes da grande história, narram consigo as tantas vozes do código e das ausências. Saber de tanto, que diferença faz?!

Artesões de solidão, trazem no íntimo a certeza e esperam diante dos sóis. Sonhar fala, revela, satisfaz quantas vezes. Sobretudo nas sombras do mistério, onde revivem partituras inteiras de sabor inigualável. Passadas que fossem todas as existências, rastros profundos fincariam os instantes das suas longas jornadas em caravanas de heróis, a permanecer em todo coração.