sábado, 6 de junho de 2026

Um resumo de si


Bem isto de contemplar a natureza em volta. Caminhar através dos corredores do labirinto de aonde chegar e ver constantemente os moldes e as cores de novos cenários. Ali tantos credos, quantos pensamentos guardados e as paisagens do que antes foi. Situar o trilho dos próprios pés nesse chão de indagações, de respostas vagas. Vez por outra, identificações com novas palavras, seguimentos variados a percorrer a pé. Distintas visões de possíveis encontros consigo e com os demais. Nisto, as histórias a lhes percorrer as entranhas. Tradições, narrativas e enredos, num jogo de substituição e de dúvidas a perder de vista. Às vezes cenas lá da infância mais distantes. Depois recentes traçados de acontecimentos ali deixados aos pés, no fustigar de lembranças talvez agradáveis.

Nesse percorrer das atitudes, quase tão só certezas vividas e em fase de processamento eletrônico na alma das criaturas. Filmes sem conta destarte invadem a memória e revelam lembranças inevitáveis, luzes a piscar nas consciências. Trâmites de céus imensos qual o quê transitam pelos séculos das criaturas num formato portanto benfazejos. Dali revivem trastes arcaicos derivados em tantas salas de aula, a solicitar interpretações. Vistos assaz tais instantes, é-se atores das lendas trazidas do espaço. E em consequência precisam decodificar aqueles sentimentos postos à prova. Com isso, tocam as barras das paredes e estudam o modo ideal de sair desse princípio aberto e tocar o firmamento.

Numa espécie de cápsula a vagar pelos hostes do Tempo, a uma só direção continua. Quer-se acreditar existir entre objetos e pessoas, no entanto a carecer de ciência do que sejam realmente. Agora, nesses mundos digitais, tudo revolve no íntimo de pessoas e lugares, no afã de conhecer donde vêm e a que mundo chegar. Notas soltas, pois, do Universo, insistem certa feita de achar o pomo da iluminação e veem com clareza outros ao lado no mesmo segmento.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Estradas do coração


Esse o mistério das palavras, de querer dizer aquilo lá longe que vive solto nas lembranças. São vozes incontidas a sussurrar junto do vento e resumir tudo desse passado que ora somos. Tal assim, sinais, pequenas ocasiões nascidas dos momentos. De certeza, formam as pessoas. Arrastam as multidões, caravanas da sorte pelos mares bravios. Busca incessante, abrem portas ao mistério de encontrar a si mesmo pelos corredores da alma. Estertores silenciosos, viajam no Tempo quais fragmentos de vontade. Nisto esse percorrer sem fim, detalhes das horas em formado de espetáculos eternos.

De comum, me vejo noutras histórias. Relembro situações maiores do que o desejo de apenas lembrar. Trazem consigo vestígios dessas variáveis soltas nos brejos da consciência. Uma infinidade na forma de revivescências a bem dizer esquecidas dalguns momentos, no entanto acesas, brasas ativas de mim a clarear noites e dias, festa inigualável de ser. Perduram. Dali insistem as sensações desses rebentos em formados até então desconhecidos, mas persistentes. Vorazes criaturas perenes, estabelecem definições presentes em tudo. Nalgumas oportunidades, peças teatrais, diálogos consigo e com os demais, filmes, contos, romances, canções, lugares recônditos de inúmeras tradições das outras pessoas. Viventes, contudo, do ente que ora somos, lampejos de tempos outros preservados nalguma prática lá interna a mexer dentro da gente. Bem isto, a natureza humana e sua faina incessante de tocar adiante o barco dos sentimentos. Fossem advir a quantos seguimos nesse painel contínuo, ver-nos-íamos face a face com a real sobrevivência da própria espécie.

Conquanto, pois sustentar as bases e os segmentos, há percurso inevitável de conter na essência o crivo do quanto existe nos conceitos e nas luas. Nessa hora, resta conter na gente o dever de aceitar e escolher a emoção que sempre haverá de haver. Isto, luzes da individualidade no sentido de todas elas.

(Ilustração: Centro de Artesanato Mestre Noza, Juazeiro do Norte CE).

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Código secreto


Circunscrito, pois, a detalhes a bem dizer impossíveis, dali nasce o emaranhado disso tudo aqui em volta. Talvez tão ínfimo a parecer, lá de longe, miragem, deslumbramento. Porém há de se rever os conceitos e trazer de volta aquilo de tantos a falar de espiritualidade. Isso quando em volta persistem as ideias doutra dimensão além desta. De imediato, o que virá depois do veio antes neste plano. Muitos do místico dizem de céus a trazer felicidade, dalgo modo a qualquer tempo e a todos, no entanto. O favo das religiões e seus segredos, quando, à medida de sortes transcendentais revelam mistérios profundos da alma. Nas tantas civilizações ai está, livros reveladores, conteúdos exóticos referenciados nos outros momentos, à sequência de sucessivas transformações que haverá de acontecer.

Nessas horas, ao peso das visões e dos povos, chegar-se-á nisso, ao furor das necessidades humanas. Porquanto estar neste chão tão jsó em contemplar os infinitos deixar margem a profundas interrogações, dentre elas a vida que vem depois desta. Agora já muito se falou dessas planícies ilimitadas da mente, num acordar constante de verdades imperecíveis. Transpostas as inúmeras necessidades, desponta inigualável o princípio da Reencarnação, a sobrevivência depois daqui, isto de novos dias, quais mares profundos de uma outra vida.

Prudentes, sagazes, inteligentes, seguem as caravanas rumo a esse sequenciar de intenções. Transpostas as aventuras terrestres, abrem-se percepções incontáveis, ao sabor das consciências em evolução. E mesmo daqui, diante da cultura, da arte, da mística... Transeuntes dos destinos, seres distinguem condições de achar o véu doutras lembranças e alimentar a perspectiva de reais compreensões a esse nível. Sem exceção, um a um definem seus próprios sentimentos a propósito e identificam meios de sobreviver a uma fatalidade inexistente. Haja tempo e lista incontável de visões espiritualistas perfaz o senso do absoluto que carregam em si desde então.

O ritmo das falas


O espírito da busca é o que nos liberta.
Kabir

Até chegar aqui milênios escoaram pelos céus. De tudo quanto possível fosse, viagem sem conta desfizeram expectativas. A mais que pudessem, resultou nisso com que se deparam. Castelos de reino encantados, vales profundos de sombra, esperas feitas de mergulhos por vezes insanos. Bem isto, lembrança e relembranças. Espécie de sina dadivosa, Códigos nasceram e permanecem ocultos das grandes multidões. Há, qual o quê, longas noites de mistério a cercar vivências, estas formadoras doutras histórias. Cadentes setores da consciência coletiva nisto permanecem tal e qual nas origens de quando, na distância dos infinitos.

Nesse percorrer através dos silêncios vêm os nomes. Logo adiante, resquícios daquilo que se foi atônito de inesperados. Bem ali o Tempo e sua cadência. Na sequência, chegam as músicas, detalhes de tantos o sabor dos sentimentos. Transes a fio enquanto isto. São seres os que descrevem os argumentos, transitam nos córregos da inexistência e aceitam de bom grado que assim seja. Aos olhos disso, as folhas, as flores, o vento; surpresas ocasionam esse lenitivo das verdades e preenchem o solo dos dias.

Dalguns detalhes, chegam as narrativas. As recordações de quantas cenas revistas, desmanchadas em sinais gráficos, sonos, virtuais. E nisto o conhecimento. Horas aquelas deixaram, pois, aspectos de outras épocas a que o espírito ascendeu e só então presencia o valor do que existe pelos rincões e movimentos. Trazer em si aquelas relíquias retidas no âmago a querer falar a todo custo. Destarte pedem palavras e silêncios, adiante também inscritos na distância.

Perante a estrada dos firmamentos, estirão de todas as verdades e suor de intensas jornadas rios a fora. Saber deste tudo e permanecer fiel ao fluir das chamas. Ao que consta, sustentar perene o sol das criaturas.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Várias versões de si espalhadas pelo mundo


Muitas, por demais, nuvens e nuvens sucessivas no momento do quanto existe. Horas de inesperado, outras considerações revistas e ampliadas, ao supor da criação. Sapientes seres sobrevivem a quase tudo, porém desfeitos em fiapos de largas tendas. Doutras vezes, apenas meras definições das alturas em espasmos e dúvidas. Eles, os tais instrumentos dos destinos, padecem, contudo, dessa síndrome das alturas enquanto mergulham nos despenhadeiros e ainda sobrevivem demasiadamente. Houvesse meios e perpetuariam a espécie através dos próprios sonhos. Cavaleiros andantes de muitos contos dali distantes, então contornam os setores do anonimato em forma de visões.  

Nisto, ao menor empenho, reconhecem aspectos desencontrados daquilo que foram e nem face a tanto alimentam ganhos doutros gerações, doutros caminhos. Sabem ser, quiçá ao penhor das espécies em volta. Persistem sustentar o teto das certezas e suprem de luz as consciências em torno. Transitam, contudo, pelos setores das cidades cobertos de glórias parciais, séculos e padecimentos. Admitem imaginar em longas plantações de estio. Deixam relíquias daquilo em paisagens belíssimas. Refazem transes. Escutam das palavras seus préstimos em forma de brisa suave, ao tempo dos dias escondidos no íntimo, atores dos dramas e das comédias abandonadas nos quarteirões de cidades inteiras.

Nessas pelejas de acreditar no painel ora fixado nas montanhas do Infinito, são muitos, detalhes gravados no esteio da compreensão possibilitam tanger os rebanhos de cores e formas nas estradas da alma. Contêm sobremodo resquícios de pensamentos, lembranças firmadas durante o espetáculo de existir. Tramam descobrir modos outros de permanecem vagando na superfície do Planeta, todavia jamais despreza o desejo das viagens lá misteriosas, mágicas. Esses quais heróis da Eternidade pousam aqui próximo, decodificando tudo face aos sóis, durante o intervalo entre antes e depois. Retratos fieis da imensidão, habitam o paraíso do inevitável e subsistem aos vendavais da mesma sorte.

Sons do coração


Algo assim semelhante a ecos secos vindo lá de longe, das encostas dos destinos. Longos itinerários das distâncias a bem dizer infinitas. Minúsculos passos de aves em movimento nesse véu da imaginação. Foram, nisso, estradas mil, percorridas e preenchidas de histórias as mais acesas ainda agora, no crivo de palavras soltas. Sem serem meros artesões de outras sortes, desde antes fixadas no íntimos quais peças indispensáveis desse carreirão feitos, no início, de madrugadas infindas, ausência contida daquilo. Músicas de gerações sucessivas grudadas nas veias. Luzes. Painéis imensos talvez doutras civilizações. Frutos, pois, disso, das pedras e dos caminhos, seguem todos, olhos fixos através de vontade e leveza. Dispostos ao fervor das tantas luas, vultos incontidos seguem adiante, face a face com o inesperado.

De tudo, os instantes, formas feitas, às vezes, de objetos e sentimentos. Noutras, de lembranças várias trazidas no peito. Destarte, pessoas, calendários, instrumentos musicais. Em todos, o crivo de profundidade em forma de letras, frases, movimento. Devessem conter sempre a força das primeiras aventuras e só então trariam de volta jornadas inteiras. Eles, semelhantes nunca tempo constante, abissal. Olham-se e calam de quanta imaginação a lhes percorrer as entranhas. Vidas e vidas. Suspensos no ar dos mistérios, alimentam de sensações esses ninhos donde nascem os pássaros. Bem adiante, transcritas páginas e páginas das mesmas citações, narrativas inigualáveis de verdades eterna, de um a outro momento descrevem nos céus o traço inesquecível de tudo de bom e voraz.

Regressam, contudo, nas antigas lendas fruto nisto advinda no sono dos justos. Sintomas, raízes inevitáveis de transcendência contida até esses dias, invadem os pensamentos e desvendam segredos a bem dizer definitivos. Que restam dos seres e dos espaços dali estabelecidos, portas imensas de verdades que se sejam, decerto.

terça-feira, 2 de junho de 2026

O segredo das árvores


Lá em certo sonho, certa feita, encontrava no meio de uma floresta árvore diferente, de tronco aprofundado entre a casca, onde havia santuário de tempos outros. Entre ramagens e restos de caule a imagem é de que habitava aquele interior espécie preciosidade rara, semelhante a segredos e mistérios. Nunca esqueci. Algo assim deixado nas eras a permanecer ao infinito. Isso a meio de tantas outras árvores enquanto somente essa trazia sacralidade.

Hoje relembro daquela visão onírica, pois quis permanecer a meio das lembranças a fazer espécie do quanto persiste no decorrer das contingências, vidas e vidas. Isso das florestas do chão espalhadas nos momentos, de pessoas continuarem neste mar de existências, suas ideias, construções, histórias. Menos se espera e se nos deparam verdades eterna no seio das criaturas, impérios de silêncios a vagar pelos firmamentos. O sagrado em tudo. Busca incessante de respostas definitivas que ofereçam virtude, paciência, consciência, durante o largo transe da aparente realidade que se lhes desmancha todo tempo, aos próprios pés.

Seres, esses desejos sem conta de revelar os sonhos a si e aos demais, percorrem os vales das sombras, transitam pelos córregos do inesperado e sustentam as visões de que são feitos. Das dores vêm dias sucessivos nas ondas desse mar constante. Conhecem o tanto de encontrar lugares diferentes, outrossim dotados de ânsias intangíveis, seculares, segundo a segundo sujeito à fúria do esquecimento. Guardados que fosse nos cuidados da solidão e ainda assim vistos cercados de verdades ocultas.

No me deparar outra vez com a lembrança daquele sonho, algo diz das cores e das imagens ali presente em que pouco, que universo, sempre a oferecer luzes doutras ciências, outras certezas da memória. E aquela árvore falava disso, dalgum pouso oculto nas malhas da presença e de alguma inocência original de que seremos parte.