Adiante, pois, já às bordas de depois, bem dali nasceram as primeiras fores. Talvez alguém, certo dia, vivendo de sonhos, quem sabe? Um poeta, um menestrel, resolvesse antecipar algo, reunindo num só bloco de mistérios o artesanato dos sentimentos. Crê-se, desse jeito inesperado de viram as primeiras flores.
Decerto dalgum modo por certo preenchido de roteiros
detalhados, astros formados nas alturas e refletidos nas superfícies dos lagos
dessa eternidade viva até agora, quisessem contar suas próprias lendas. Deixar
cores e formas ganharem perfume e belezas. Transitar entre os deuses quais
sendo um deles. Surpreender os pássaros, as raízes, tudo isto em manhã
primaveril dotada dos mesmos amores de antigamente, de quando alguém lembrasse
antes das guerras, antes das dores, cientes de haver à frente todos os valores
esperados.
Espécie de conteúdos elaborados, portanto, transcritos
viagens internas das consciências, hora dessas far-se-á de desejos brilhantes
as estradas de chegar ao mais íntimos. Nesse rastro narram os místicos histórias
sem limite. Panteões, monumentos, reinados esquecidos, infâncias noutras dimensões,
jamais deixando fora o segredo dando vamos, decerto.
As ansiadas presenças, secundadas de certezas e falas
transitam nas expectativas, desde então. Reunidas vezes, o princípio perfaz
jornadas intermináveis através dos viventes. Simbolizam longas jornadas pelas existências individuais e persistem a dizer daquilo
que as aguarda face ao desconhecido. Matéria prima das ficções, heróis circulam
entre os demais seres, tais meros protagonistas de livros, filmes, canções,
riscando os céus de nuvens e sóis. De um a outro instante, porém, nem letras,
nem bordões, nem imagens satisfazem aqueles autores originais.
Nessa ocasião, descrevem percursos imaginários e chegam na
visão dos séculos. Dessa expectativa vivem os humanos, técnica aprendida,
quiçá, da sonoridade das estrelas em noites pálidas. E se aproximam dolentes daqueles
audazes só agora cientes das novas interpretações.