segunda-feira, 25 de maio de 2026

O preço de ser livre


A fé é a mais elevada paixão de todos os homens.
Kierkegaard

Todo esse tempo e que passou hoje se resume imaginar que nunca houve, talvez as vivências contidas em si. E nisto, chegar até então, olhos postos em lugar algum. Uma gama a bem dizer quase infinita de histórias que nos atravessaram ao momento em que preenchiam o sol da consciência e nestante pulsa tanto só ao sabor de haver sido, contudo noutros universos também abstratos. Ali, porém, vivem pessoas nas lembranças fortes das emoções, dos sentimentos encantados em lugares inarredáveis, porquanto saguem junto ao que ora somos. Valores dessas épocas de outros sonhos, estruturas em movimento no mesmo lastro de agora. Há qual o que naquilo eco solto de inexistência, pedaços de um todo indivisível, estranhos abismos cá dentro da alma, a contar das suas angústias, seus temores, numa intensidade jamais consideradas ao instante do que aconteciam. Longas essas tais vastidões descritas em iguais roteiros naqueles filmes a percorrer entranhas do desconhecido transportado anos a fio. Transes, shows, diálogos persistentes ao silêncio das antigas recordações assim habitam ricamente os pensamentos acesos de verdades eterna, onde estivemos, nas dobras do Tempo por demais enigmático, fortuito, amoroso, de persistentes madrugadas, fiapos do que se seja neste para sempre.

Consistentes criaturas vagam destarte pelos rincões das permanências e observam cautelosas essa correnteza de mil cenas a lhes envolver os sentimentos. Trazem na essência o motivo de estar aqui, de reconhecer pouco a pouco as realidades que os compõem. Talvez até possam traduzir em novos sonhos aqueles antes escondidos que persistam continuar um dia qualquer. Nesse traço de eternidades que se move e nos move resta, quiçá, mínima a distância do panteão dos deuses, donde vieram e carecem regressar de quando em vez, aventureiros do destino e das luas, escrituras abertas ao querer mais absoluto existindo na alma da gente.  

Viagem ao centro de si


A mais que se buscasse, desde longe, o seguimento indicaria tão só o senso da procura, porquanto restava um tanto a cada criatura de afirmar a sua real compreensão nessa jornada ainda sem final visível. Que há o que encontrar, isso ninguém, a qualquer tempo, questiona, diante de tamanha exatidão no tudo em voga. Daí, vieram as religiões antigas, tradições, filosofias, psicologias, ficções, num afã do imaginário jamais desconsiderado. No entanto, eis-nos aqui, face a face com o Destino, dunas imensas de indagações pela frente a perquirir melhores deslumbramentos, sequer adotando qual um comportamento definitivo. Em contrapartida, os resultados vêm à tona pelas versões pessoais e de grupos, espécie de fanatismo impetuoso a preencher o vazio dos corações, marcas trazidas de outras civilizações arrevesadas, de traços esquizoides e sarcásticos. Desse panorama, até agora um mundo impera pelos patamares dos milênios.

Nisso, bem que a cultura humana persistirá e algo vem à tona gradualmente, isto é, a busca da própria consciência de todo indivíduo, numa resposta consistente do quanto já aqui acontece nas artes, realizações justas; no aprimoramento das instituições sob os novos valores aos poucos revelados. Vê-se com relativa transparência a necessidade inadiável de rever alternativas praticadas e repensar o crivo das aventuras tingidas de verdade, porém deixando margem apenas relativas de possíveis meios de uma resposta pertinente.

Neste ponto a perspectiva correspondente ao grau da perfeição que impera no âmbito do Universo. Substância que corresponda ao sentido de respostas aprimoradas, no mínimo próximas daquilo onde ora significa a Criação. Escolas afirma com veemência tais virtudes infinitas, pensamentos e palavras coerentes ao que desde sempre trouxeram as esperanças nos dias benfazejos. Nestante, ao quadro das horas e dos seres, pela natureza que os alimenta, abrem de par em par as portas da certeza de que tempos outros veem-se no íntimo das criaturas de si conscientes.


 [PS1]

domingo, 24 de maio de 2026

Sons da imaginação


Num mergulhar sem limite, precipícios adentro, a meio de rascunhos esquecidos e lembranças guardadas, renascem as vivências mais antigas. As vezes quando ali viajava-se pelos estrados de passadas estruturas, a encontrar novamente épocas inteiras, desde a infância, adolescência, até épocas recentes. Mundos espaços de dentro das criaturas. De tudo um pouco. Das situações por vezes agradáveis, felizes, preenchidas dos variados aspectos dos que aqui existem.

E nisso de reconsiderar o quanto houve certa feita eis o resumo das vidas. Distintos aspectos daquilo que antes foi, o que nem sempre as palavras obtêm êxito em considerar. Mas que insistem permanecer nas golas das roupas, nas barras das calças, no frio das noites enluaradas, mitos de heróis que viverem insistentemente no céu de tempos outros e habitam lá dentro feitos seus reais proprietários. Circunstâncias. Transes inesperados. Ruas solitárias. Céus cobertos de estrelas. Vozes, as vozes de outros momentos que ainda permanecem nas músicas, nas fotografias, nos livros; personagens originários de instantes doloridos de saudade, ausências, um diapasão poderoso a dizer do que jamais irá sumir. Espécie de fagulhas inapagáveis, fazem das pessoas mares de um movimento constante, quais pulsação do Infinito através do coração. Histórias sempre vivas, alimentam as almas de sonhos, vontades outras superpostas nos mesmos grilhões de antigamente. Nisto, os lugares têm poder absoluto sobre as tais recordações. Os lugares e os dias. As noites. Viagens. Falas. Paisagens intactas daquelas vezes do que houve de ser.

Haverá, não resta dúvida, o senso do inevitável a percorrer as entranhas dos acontecimentos inapagáveis. Suportam sede, fome, distâncias, longe, outrossim, das alternativas do desaparecimento. Vêm e vão, sucessivamente, porquanto aos ombros dos amigos, das horas e dos rios de aventuras. Raios de sol desse caudal que compõe as existências, formam ao léu o querer da perfeição de se ser instrumento de lembrar e sonhos reconstituídos na sequência natural de existir, então.

sábado, 23 de maio de 2026

As sombras da consciência

 

Algo assim que só o decorrer das idades há de reverter, desvendar as razões e permitir o encontro de verdades até então guardadas nos armários do Infinito. Esses tais significados perduram aos moldes de tantas aventuras humanas, e daí o correr dos séculos através dos habitantes do Cosmos. De certeza, serão eles os autores do que virá no intervalo de compreender. Tantos aos moldes de tudo. Nem de longe haverá de sumir, porquanto habitam a perfeição original, motivo justo de pisar e correr ao sabor de muitas histórias largadas aos céus. Sob esse teto, horas a fio desvendam de cada ser o princípio, causa primeira de todas as motivações.

Nesse desvendar eterno, a claridade chega brusca ou suave ao espetáculo do Chão. Transita pelos corredores das existências no ritmo das disposições pessoais. Levemente tocam o favo da visão, depois da audiência, e sucessivas outras situações, desde longe a cumprir o devir dos milênios. Instantes existem quando imaginar o fervor dos indivíduos, depois das coletividades e, por fim, do renascimento e dos sonhos.

De quando em vez tal acontece, de notar os padrões desse espaço fruto da essência. Qual lona imensa do circo do Universo, ali debaixo convivem eles consigo próprio, minúsculos portais do definitivo. Vale de profundida sem limite, circulam em volta carroções de prazeres, desejos avantajados e ânsias irreverentes. Transcritas, contudo, as periferias daquele arco incalculável de épocas, menos esperar, no entanto, advém ente doutras virtudes. Impessoais figurações de trajes surreais, dotadas de práticas acima da imaginação, lotam o pátio de toda expectativa benfazeja. Livres, almas abertas ao Paraíso, agora sorriam emoções inigualáveis. Fôssemos, todavia, distinguir da realidade a ficção, paisagens de beleza rara inundariam o sentido da inteligência. Hoje e sempre, uma única e crucial justificativa nos traz ao viver, pois.

O eterno presente à luz do inevitável


O mar das circunstâncias que a tudo envolve. Poder infinito das horas em movimento e num único lugar ao que seja o permanecer dos acontecimentos vidas e vidas sem conta. Conquanto aqui, isto será sempre. Por demais cientes do quanto exista, seguem as caravanas no deserto das próprias condições. Bem isto, o retrato de uma realidade apenas daqui e em queda livre ao abismo da inexistência. Senhores, portanto, de dúvidas e percalços, sempiternas ciências no ato das ações sem final, ser-se-á prenúncio de tantas cores, novos sabores, sons inolvidáveis, ao furor do Tempo.

Ao celebrar, pois, gesto único do quanto existir, há nisto viagem ao centro de si mesmo, enquanto caem as folhas das árvores e elas se refazem no íntimo dos céus. Estabelecido face a face diante do mistério, caudal imenso de verdades e justiça circunscreve o gesto da permanência. Bem sob o critério do firmamento, são perenes os blocos de pedras transpostos através de todo momento. Pausa inexiste. Silêncio. Roteiro nunca imaginado. Palavras acesas no mar das consciências, e os penhascos do Sol lá dentro da sorte de todos.

Então, ver-se nítida a força de uma determinação jamais identificada, que, porém, transmite essa chama de persistir e lançar novas oportunidades adiante. De onde impera, contudo, a condição de tanta soberania? Indagação por demais, trazida aos ombros do interminável, que aqui, outrossim, perfaz a lâmina do Poder. Turbilhões sucessivos de indagações. Sinais nos dias repetem o itinerário das certezas e alimentam quantas infinitudes. E saber que nada deixa de ser e virá nas asas dos pássaros, nas ondas dos oceanos, lufadas de vento, tons avermelhados no poente. Qual o quê, sob o teto da Eternidade tocam em frente os carrilhões da perene intenção ainda em fase de deslumbramento.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Formações da Natureza

 

Aparentemente mundos a parte. Setores os mais diversos e um tudo acontecendo sem parar. Largos panoramas em sequências por vezes inesperadas, no entanto. E se saber que logo ali haverá longos repasses e novas conjecturas. Enquanto isto, nós e o Tempo a contemplar espetáculo inevitável do quanto existe, numa cena ininterrupta dos céus em movimento. Luzes, cores, formas, vidas, criaturas quiçá pensantes, em elaboração no rastro disso tudo.

Quais uns a observar os demais, no afã de lá um dia interpretar o seja necessário, viajam no mistério esses seres, submersos em sombras imensas pelos pares e existências. Indagações desde sempre determinadas, subscrevem das lembranças o que quer que seja, à luz de cada compreensão. Disso, o desenrolar das conquistas humanas em formas de paradigmas talvez acessíveis às outras gerações.

Nisto, imaginar o infinito de tantos detalhes à procura da sorte. Cientes, quem sabe?, do quanto restará pela frente, auxiliam nos afazeres dos momentos e dalgum modo crescem à luz do um Ser criador. Nessa busca incessante de conhecer e conhecer-se, fazem da História o perfil do Chão onde vivem, imperam. De seres, chegar-se-ão às interpretações do que sejam. Abertos ao que há de vir, preenchem o esteio dos dias por meio de pensamentos, sentimentos, atitudes, imprevisões.

Rápida descrição das estruturas assim denota convergir às máximas deles mesmos criadas e trazidas ao léu, a meio dos tantos fenômenos em volta. Do gosto de contar, procurar, querer desenvolver, possibilitam transcursos enormes de lugares lá dentro da consciência, pouco a pouco, descobertos pelos seus intérpretes, numa velocidade de causar espanto, a ponto de jamais imaginarem o que virá no clarão dos novos dias. Durante essa jornada, despontam vagões inteiros de certezas guardadas debaixo dos escombros das aventuras, agente efetivos de igual natureza viva ao seu lado.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Quando há festa no Paraíso


Mediante tudo de bom quanto aconteça, lá, então, advêm os novos dias sempre aguardados com tanta intensidade. São fatores diversos que assim compõem o quadro pleno da totalidade e dos seres. Às vezes, feito de detalhes inesperados; doutras, circunstancial, envolvido nos símbolos que ali estão, espalhados pelas paredes, vitrais e antares. Um sem limite de possibilidades compõe, portando, a escrita desses universos. Lugares feitos da imensidão nas criaturas. Pomos alimentado desde quando, através de uma disposição de produzir o tanto de imaginação trazidos desde sempre no portão das criações.

Disto, pelas fretas das menores chances, circulam personagens misteriosos de filmes e sons de canções inesquecíveis lançadas ao vento. Enquanto a vastidão dos desertos de existir, dotadas agora de novas luzes e melhores conclusões. Dali, através do furor e das determinações originais, laços eternos sem fundo em volta das criaturas refeitas de lembranças, soma algébrica dos lances mais distantes, guardados na sorte grande dos amores. Sopesar o tanto do que ora seja, algo de certeza compõe o painel das verdades eternas. Por isso, e quantas haja, o firmamento se alegrar o vigor da sequência natural das consciências.

A isto aqui eis a real finalidade dos sonhos. Minúsculas partículas de um tempo místico justificam a razão do quanto existe. O que, inclusive, já vem contado nas explicações de quem antes estive deixando nos livros, nas palavras soltas, o prisma que lhes revelava o suficiente de alimentar o momento atual, desde longe, conhecido. Tais sintomas principiam os traços definitivos, as alvoradas, cunhos plenos de novas perspectivas a uma humanidade em crescimento. Ultrapassar, pois, os dramas, limites, inesperados, de agora, enquanto o vetor definitivo percorrerá o itinerário das muitas lendas, prenúncios variados em outras civilizações. Cientes de tradições irreversíveis, eis o sentido universal da realidade.