domingo, 17 de maio de 2026

Noutras histórias


Pagos imensos desse infinito que ora somos, dali percorrem as montanhas multidões silenciosas à procura da sorte. Veem de certeza tradições sem conta. Observam devagar as possíveis portas daquilo logo em frente. Cercam de indagações o parâmetro das horas. Superpõem segredos trazidos lá de longe, no farnel das tantas vezes vividas através de mil histórias. Sabem, decerto, o que lhes aguarda num tempo inesperado, no entanto cientes da transcendência, dos novos mundos, novas consciências acesas nas fogueiras dos destinos. Eles, os mitos de si próprios. Almas abertas. Todas preenchidas de serões, lavouras, firmamentos, lembranças, céus sem fim. Sei que há padecimentos. Desconfortos das situações atravessadas. Porém palavras revivem, somam, alimentam essa voracidade em forma de grãos de sonhos, viagens interplanetárias, ficções. Suaves seres, esses tais daí persistem no sentido da verdade, rumo à essência já contida desde suas origens.

Conquanto presentes em forma de heróis do anonimato das criaturas humanas, são figurantes ao sol dos mistérios e aqui refazem o trilho da realidade, construtores do quanto existirá sempre. Autores, leitores, personagens inesquecíveis das lendas, escrevem no instante voraz a contrição dos séculos. Traçam perfis dos mais diversos papeis, todavia astutos buscadores doutros rincões distantes e próximos. Isto significa nada menos do que a pura realidade em forma de frações de passados inexistentes e futuros em aberto, nos quais dignificam a condição do quanto se foram.

Numa rápida descrição, compõem o quadro da tão esperada condição aonde chegarem, portanto. Amores em movimento no trançar das virtudes e dos desejos.

Assim, durante fases jamais idênticas, esses arvores impõem ordem na forma de presenças, sinais inequívocos de uma inteligência inolvidável, razão de estarem aqui. Perfeição. Alento. Esperança. Justiça. Paz. Motivos. Transitam, por isso, entre as farpas e os alvores, cientes em forma de destino aos braços dos momentos e da perenidade maior.

sábado, 16 de maio de 2026

A liberdade e os sonhos


As memórias são quem melhor fala a propósito disso, dessa intuição natural de encontrar os limites da espiritualidade naquilo donde se vem. Esteios imenso de um mundo novo que nasce de dentro das mesmas criaturas que já vivem neles, nos sonhos. Daí a constante necessidade do reencontro dos princípios originais, das histórias desenvolvidas nos acontecimentos de passados os mais distantes, e de tudo quanto houve até aqui. Quais determinados a serem felizes, transcorrem as bordas do Tempo numa procura sem igual da outra margem vista lá longe entre as florestas e os sonhos. Indícios, pois, de verdades poderosas que em tudo predominam, refazem nos sonhos as arcaicas possibilidades do Ser, isto nas dobras de todos.

Espécie de susto consigo próprio, um a um tão só observa a circulação dos acontecidos em volta, por vezes resistentes aos princípios da autoderminação; doutras, meros joguetes dos destinos. Contudo, grãos de certezas a lhes percorrer aos mistérios, senhores que seja, apenas, de pequenos sinais do que há de vir logo depois das curvas dessa longa estrada. Padecem, por isso, das indagações que ora trazem, munidos que foram de inteligência e matriz de uma nova consciência. Sempre, no entanto, valorosos autores dessa transformação em andamento.

Tem sido tal e qual durante as infinitas qualidades que cercam o movimento dos astros. Personagens exemplares de suas aventuras siderais, avaliam pouco a pouco o que transportam na essência e chegam perto de aceitar o inevitável a pretexto de iniciativas pessoas. As paisagens que traduzem do que vivem indicam a vastidão do sentido das instruções recebidas nesse langor das existências, pois. Raízes de contrições inumeráveis, fitam os céus a nutrir de sobrevivência o trilho da razão absoluta. E se sabem parceiros de todos, misto de esperanças e alegria superior, fruto das luzes que iluminam o Eterno.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Espiral dos acontecimentos


Quer-se demasiado que haja um hiato aberto naquilo que pensam as criaturas. Demonstram certas vezes, através dos instintos, reconhecer aonde seguem, no entanto restritas só às frias determinações do quanto existe em volta. Com isto, no tanger das carruagens, horas sem conta preenchem vagamente o poder da intuição. Assim, numa fresta que se abre no seio do imprevisto, demasiados seres mergulham pelas crostas de si e desfazem a cada tempo partículas mínimas daquilo antes visto, deixadas ao relento das lembranças. Face ao tal, vez por outra alguns chegam a observar distâncias considerações entre a imaginação e a realidade, isso constante dos sonhos de noites seguidas. E refazem desejos, planos, expectativas, estirão inominável de atenções escondidas sob as luzes do mesmo segmento ali escondido nas asas da imprevisão.

Enquanto isto, o furor das histórias jamais interrompe e conta detalhes até do que nunca antes, senhores doutros mundos. Admitem esses limites, porém recolhidos na pequenez do pensamento, espaço estreito do Tempo naquelas iguais criaturas. Veem-se, contudo, nem sempre assustado, conquanto persistem a perder de vista. Assistem todas as temporadas e, ainda que tal, olhos fixos numa válvula íntima que chamam esperanças. Distinguem infinitas eras nessa memória a lhes transportar diante do Eterno.

Querem conter o poder das vastidões no mesmo invólucro de outras aventuras, seus heróis, suas criações; e nisto sobrevoam os firmamentos pelos dourados amores de antigamente. Eles, silenciosos, ofegantes, inscrevem no próprio ser roteiros imensos do futuro, tocados pelos fulgores de milhões de sóis que os percorrem de fora a dentro, e subsistem nas palavras, nos gestos vagos e nas caligrafias. Sabem o suficiente de serem qual isso, outrossim alimentados de pendores, de quereres. Ao notarem sendo observados, largam de lado o esquema previsto e resolvem compreender lá certa feita o sentido das existências como um todo.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Deuses de metal


Tempos esses de ser assim, coberto de asfalto e vagando solto ao léu da sorte, entre carcaças e sonhos. Eles, os parceiros do impossível, transidos pelas frestas do pouco que resta de tanta busca. O solo, as pedras, fragmentos de consciências espalhados no horizonte, ao sabor do vento. Surpresas em formato de embalagens coloridas, perfumes exóticos de amores inexistentes. No entanto, em ser que tal consiste nisso de mostrar alternativas ao Tempo e mergulhar nas águas do anonimato. Abrir espaço a meio do calor das tardes, enquanto milhões circulam em torno dos totens deixados ali pelo fragor dos momentos inesperados.

Nisto, o passado alimenta em si o deslumbramento das vezes sem conta percorridas nos corredores daquilo de antes, riscos postos no próprio a ser no sentido de sustentar o prisma dos destinos. Conquanto por demais signifiquem existências, reveem no mais íntimo das heranças antepostas no mesmo deserto dali afora, minúsculos disfarces das propostas lá dos inícios. Estampas claras daquilo que se foi, agora guardadas no senso de tudo, através das testemunhas só agora conscientes do sempre representaram nessa busca de conhecimento.

Os frutos são esses que aí estão superpostos aos ombros de um aparente mistério, dias ensolarados, traços de inscrições gravadas no crivo da procura, sobem e descem o declive dos céus e seguram nas mãos segmentos inteiros de toda a Verdade, pois.

No quanto de langor do instinto dos tais seres, Ao perpassar, por isso, as barreiras dos quais desígnios, contemplam a sequência das horas no calor das dúvidas e oferecem de si a essência de tudo, sacudida no solo das memórias esquecidas. Sabem, sim, do real valor de existir, todavia restritos de corpo e alma ao furor das condições que lhes trouxeram, cientes da certeza dos tempos novos que hão de vier a todo instante.

(Ilustração: Metrópolis, de Fritz Lang).

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Abismo do Infinito


Lá dentro das existências, em meio a um aparente caos de ausências, seres percorrem as entranhas de si próprios na procura dos detalhes daquilo desde antes esquecido no desvão do tempo em volta. Pequeninos seres. Silenciosos se olham e olham as encostas desse universo, talvez cientes do quanto ali espera de verdades deixadas à algum interno de sonhos. Sabem dos segredos, os analisa desde quando, nem disto lembram mais. No entanto adotam postura de sercientes durante todo o roteiro que houve de percorrer, cercados que foram daquelas visões do Paraíso. Veem de consigo a possibilidade imaginária de habitarem o mesmo corpo, isto passadas que foram tantas gerações. Sustentam, nisso, a certeza de estar onde assim vejam em volta, dotados de iguais percepções uns dos outros.

Vagueiam desde sempre nalgumas daquelas imensidões desvendadas no âmago e nem que tal padecem de saudades e distâncias. Só mínimos contatos fazem que sintam o poder onde imperam, construção transcendente do mistério. Olhos postos, pois, nalgum objeto, nalgum movimento, acrescentam às recordações vislumbrem transportados sabidas heranças que as alimentam a todo custo. Nisto, seres, visões, presenças, o abismo, as cores, formas mil, transes, músicas inesquecíveis, filmes vivos na alma, senhores absolutos do que possam ser, creem vivamente na sorte do inesperado, vez haver plantado sementes cálidas de amor através de quantos turnos.

Qual painel de muitos sóis acumulados no íntimo, percorrem no vento a certeza da existência, aqueles minúsculos seres espalhados num abismo valioso. Ao longe, no acumulado das distâncias sem limite, apenas sinais enigmáticos do que lhes trouxe até então, espécie de componentes necessário do que virá face aos dias, sem dúvida. Sustentam, pois, as razões de todas as notícias boas logo adiante que chegará nas malhas do futuro. Uma missão inevitável que está a caminho com pouco.

domingo, 10 de maio de 2026

A que existir


Os tempos, vastidões continentais, momentos que ocorrem sem parar, enquanto aqui, seres e objetos. Em tudo o silêncio debaixo das luas. Horas a fio circulando pelas paragens imensas, lugares e distâncias, numa suavidade a toda prova. Assim a verdade impera. Mistérios inigualáveis preenchem a realidade, numa aparência tão só de surpresas e sonho. Enquanto isto, esse movimento de causar espécie, ditas histórias, civilizações inteiras a transportar pelos o turno constante dessa aparente contradição de sentido. E esses tais seres, circunspectos, às vezes imprudentes, inesperados, habitantes da dúvida e senhor da esperança.

Nisto, o toque das noites cheias de visões, de aventuras pela estrada desses depois que nunca deixam de ser. Um furor de respostas, porém pouco ou nada lidas, contudo. Comboios inteiros de individualidades silentes destarte inscrevem nas circunstâncias tudo aquilo transportado no lombo das criaturas. São intermináveis os rastros postos na poeira desses caminhos disformes. Trânsito sem par, acontecimentos fortuitos, certezas eternas, fervilhar de compreensões e pessoas num único penhor de respostas e perguntas jamais esquecidas.

Meras palavras, talvez, todavia vivos agentes do Sol a conversar consigo e com as outras estrelas nesse panteão de quantas variáveis à mercê das mesmas criaturas que fazem e respondem em consequência. Uma vastidão sem fim, pois. Olhos fixos nas profundezas deste mar de luzes, aquilo conduzem o barco da realização, autores que o somos do que houve e haverá sempre. Instrumentos da Eternidade às nossas mãos, realizamos o sentido pleno desde longe a seguir conosco sem final.

Outras respostas decerto veem a todo passo, ao sabor do relevo e das cores, nessas condições das oportunidades, habitantes do Infinito e testemunha valiosa da Criação. Eles, nós, um só Ser, razão das existências e do Tempo. Palavras que tais inundam de coerência o vale de consciências e da Paz que buscamos a cada dia.

O que quer que seja


A mesma ânsia de continuar ali persiste no coração das criaturas humanas. Com isto, as produções imensas espalhadas pela face disso tudo que está onde esteja. Portentosos resultados, quem sabe?, porém. Folhas soltas nesse quarteirão inigualável dos místicos, das culturas, estruturas, temas vagos que circulam os céus, dentro e fora dos que vivem aqui em volta dos sóis.

Bem isto, nessa vontade insistente de observar e repetir quiçá velhas contradições esquecidas nos balcões da Eternidade. Muitas falas, discursos aparentemente simples, no entanto dotados de limitações, o que nem de longe admitem os autores, os arquivos, as crostas superpostas nas tantas civilizações. Entre esses fragmentos, personagens insólitos, belas aventuras, criações inolvidáveis, blocos inteiros de genialidade frutos de um Cosmos de profundidade até então inatingível, olhos das cores e das formas. Quer-se, nisto, conhecer, no entanto. Sabem-se seres definitivos em busca do Sol. Preenchem de verdade o quanto aqui vieram e sonham, e viajam, sorriem, revelam, impondo traços de sabedoria em páginas surreais.

Assim, as visões acontecem, marcas perfeitas do que tivesse de ser, linhos doces de praias inesquecíveis, amigos verdadeiros, amores, lembranças integradas a entes essenciais nisso em forma de realização.

E tais marcas significam, pois, o sentido do quanto existe, oferecendo uma calma aos protagonistas de todas histórias. Vez por outro, novas esperanças, curas, felicidade em forma de canções, quadros, livros, rio constante das alegrias e surpresas boas que a vida reserva em caráter constante, serviente.

Manhãs intactas de realidade plena a envolver noites escuras, nesse carinho que a Natureza oferece, abrem as possibilidades daquilo de há infinitos aguardado nos sentimentos humanos, nítidos sinais das luzes de clarear os caminhos do que haverá de acontecer na medida das sortes felizes. Os circuitos persistirão, pois, ao sabor dos pensamentos. Restam, por isso, poderes e atitudes face a face consigo próprio, motivo e causa das existências...