terça-feira, 19 de maio de 2026

Sabor das tradições


Em tudo que é canto, dali heranças ilimitadas largadas pelo chão. Junto delas, as criaturas que as sustentam no decorrer do quanto buscaram compreender o Infinito. Marcas fixadas no transcorrer das estações. Seres mil e seus poderes ainda limitados, no entanto. Queres desfeitos em minúsculos sentimentos, cores e formas, perto das mesmas alimárias que os conduziram até aqui. Portas distantes do foram, contam desse quanto salpicado de estrelas ao furor dos vendavais. Os frutos são isso que circulam o Tempo e indaga do que possa vir a todo momento, de novo desfeito em novas partículas do mistério.

Nisto, em cada criatura o desejo de eternidade sem conta, sombras de si em forma de produções constantes, largos monumentos, ruas, parques, jardins, multidões em silêncio ou à espera de algo além das margens do grande rio da História. Viessem desde longe no mesmo diapasão, decerto apenas repetiriam cenas semelhantes ao léu dos tempos. Aonde ir, portanto, lá imperam as tradições dignas de ser trazidas outras tantas vezes aos braços dos destinos. Quais paisagens em profusão, os universos se veem preenchidos a cada hora pelos alvores de quantas verdades, experiências, de pronto esquecidas ou transformadas em sonhos.

Numa verdade inigualável, eis o retrato fiel das existências espalhadas nos desvãos dos firmamentos, pequeninas partículas, pois, da condição humana transformada em criações. Ao consignar esse instinto soberano das individualidades comuns e constantes, a cultura dos tempos ora mantém acesa a soberania da sorte e formam as construções de tanta beleza aos olhos dos que vierem na sequência do ilimitado. Caudal de histórias quase sempre transcendentes, no íntimo sentem os séculos as emoções de prosseguir. Nessa permuta de beleza sobrevivem todos aos planos doutra margem, lá de onde nasceram e chegaram aqui. Pergaminhos do ilimitado, oferecem das consciências o fervor dos sonhos possíveis.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Instantes e pensamentos

 

Essa vontade de que são feitas as ideias em transformar sons em nuances, sementes em florestas, bem caracteriza o instinto das noites de habitar o colo das distâncias. Pergaminhos que signifiquem de descrever a imensidão dos valores por meio de acordes e melodias, sinos na escuridão, sacodem pelos astros a força viva do sonho. Alimentam de cores o final dos dias. Trazem subscritas das lembranças os melhores momentos, as tranças da felicidade e dolentes enlevos do quanto significa conhecer. Trouxessem respostas definitivas, dali nasceriam verdades na brisa, no canto dos pássaros e o claro intenso do luar. Quantos rios de certezas correm soltos ao sabor do vento. Horas vivas no lastro do Tempo e nisso regressam tantos amores, amizades sem conta, madrugadas e palavras cadentes do coração das criaturas.

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A gente é a matéria-prima de nós mesmos. Rastros de intuições, sinais de toda Eternidade. Sob o prisma desse tudo que ora somos germinam as infinitudes, os segredos presentes nas histórias trazidas ao lombo dos séculos, das antiguidades afeitas de filosofia e furor. As buscas incessantes dos quantos aqui estejam durante o que seja resistir às amarras e ao inesperado. Também assim cada fração deste todo que circunscreve matéria e espírito. O susto das incoerências, portanto, virá de encontro a seus autores. Nem de longe, contudo, cruzarão o rio da realidade antes do advento das próprias atitudes. Isso desde sempre tranquiliza o ritmo da Criação, valores por demais o poder dos sóis.

Passadas que se foram quantas epopeias, agora o alvorecer determina o presente e ilumina as possibilidades, enfim. Dos inícios, percepções inigualáveis regressam a revelar o princípio e fazem das existências o crivo dos dias melhores de que tanto esperavam, pois. Dentre, portanto, as cercas do absurdo, a harmonia infindável das espécies em uma só caligrafia.

domingo, 17 de maio de 2026

Noutras histórias


Pagos imensos desse infinito que ora somos, dali percorrem as montanhas multidões silenciosas à procura da sorte. Veem de certeza tradições sem conta. Observam devagar as possíveis portas daquilo logo em frente. Cercam de indagações o parâmetro das horas. Superpõem segredos trazidos lá de longe, no farnel das tantas vezes vividas através de mil histórias. Sabem, decerto, o que lhes aguarda num tempo inesperado, no entanto cientes da transcendência, dos novos mundos, novas consciências acesas nas fogueiras dos destinos. Eles, os mitos de si próprios. Almas abertas. Todas preenchidas de serões, lavouras, firmamentos, lembranças, céus sem fim. Sei que há padecimentos. Desconfortos das situações atravessadas. Porém palavras revivem, somam, alimentam essa voracidade em forma de grãos de sonhos, viagens interplanetárias, ficções. Suaves seres, esses tais daí persistem no sentido da verdade, rumo à essência já contida desde suas origens.

Conquanto presentes em forma de heróis do anonimato das criaturas humanas, são figurantes ao sol dos mistérios e aqui refazem o trilho da realidade, construtores do quanto existirá sempre. Autores, leitores, personagens inesquecíveis das lendas, escrevem no instante voraz a contrição dos séculos. Traçam perfis dos mais diversos papeis, todavia astutos buscadores doutros rincões distantes e próximos. Isto significa nada menos do que a pura realidade em forma de frações de passados inexistentes e futuros em aberto, nos quais dignificam a condição do quanto se foram.

Numa rápida descrição, compõem o quadro da tão esperada condição aonde chegarem, portanto. Amores em movimento no trançar das virtudes e dos desejos.

Assim, durante fases jamais idênticas, esses arvores impõem ordem na forma de presenças, sinais inequívocos de uma inteligência inolvidável, razão de estarem aqui. Perfeição. Alento. Esperança. Justiça. Paz. Motivos. Transitam, por isso, entre as farpas e os alvores, cientes em forma de destino aos braços dos momentos e da perenidade maior.

sábado, 16 de maio de 2026

A liberdade e os sonhos


As memórias são quem melhor fala a propósito disso, dessa intuição natural de encontrar os limites da espiritualidade naquilo donde se vem. Esteios imenso de um mundo novo que nasce de dentro das mesmas criaturas que já vivem neles, nos sonhos. Daí a constante necessidade do reencontro dos princípios originais, das histórias desenvolvidas nos acontecimentos de passados os mais distantes, e de tudo quanto houve até aqui. Quais determinados a serem felizes, transcorrem as bordas do Tempo numa procura sem igual da outra margem vista lá longe entre as florestas e os sonhos. Indícios, pois, de verdades poderosas que em tudo predominam, refazem nos sonhos as arcaicas possibilidades do Ser, isto nas dobras de todos.

Espécie de susto consigo próprio, um a um tão só observa a circulação dos acontecidos em volta, por vezes resistentes aos princípios da autoderminação; doutras, meros joguetes dos destinos. Contudo, grãos de certezas a lhes percorrer aos mistérios, senhores que seja, apenas, de pequenos sinais do que há de vir logo depois das curvas dessa longa estrada. Padecem, por isso, das indagações que ora trazem, munidos que foram de inteligência e matriz de uma nova consciência. Sempre, no entanto, valorosos autores dessa transformação em andamento.

Tem sido tal e qual durante as infinitas qualidades que cercam o movimento dos astros. Personagens exemplares de suas aventuras siderais, avaliam pouco a pouco o que transportam na essência e chegam perto de aceitar o inevitável a pretexto de iniciativas pessoas. As paisagens que traduzem do que vivem indicam a vastidão do sentido das instruções recebidas nesse langor das existências, pois. Raízes de contrições inumeráveis, fitam os céus a nutrir de sobrevivência o trilho da razão absoluta. E se sabem parceiros de todos, misto de esperanças e alegria superior, fruto das luzes que iluminam o Eterno.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Espiral dos acontecimentos


Quer-se demasiado que haja um hiato aberto naquilo que pensam as criaturas. Demonstram certas vezes, através dos instintos, reconhecer aonde seguem, no entanto restritas só às frias determinações do quanto existe em volta. Com isto, no tanger das carruagens, horas sem conta preenchem vagamente o poder da intuição. Assim, numa fresta que se abre no seio do imprevisto, demasiados seres mergulham pelas crostas de si e desfazem a cada tempo partículas mínimas daquilo antes visto, deixadas ao relento das lembranças. Face ao tal, vez por outra alguns chegam a observar distâncias considerações entre a imaginação e a realidade, isso constante dos sonhos de noites seguidas. E refazem desejos, planos, expectativas, estirão inominável de atenções escondidas sob as luzes do mesmo segmento ali escondido nas asas da imprevisão.

Enquanto isto, o furor das histórias jamais interrompe e conta detalhes até do que nunca antes, senhores doutros mundos. Admitem esses limites, porém recolhidos na pequenez do pensamento, espaço estreito do Tempo naquelas iguais criaturas. Veem-se, contudo, nem sempre assustado, conquanto persistem a perder de vista. Assistem todas as temporadas e, ainda que tal, olhos fixos numa válvula íntima que chamam esperanças. Distinguem infinitas eras nessa memória a lhes transportar diante do Eterno.

Querem conter o poder das vastidões no mesmo invólucro de outras aventuras, seus heróis, suas criações; e nisto sobrevoam os firmamentos pelos dourados amores de antigamente. Eles, silenciosos, ofegantes, inscrevem no próprio ser roteiros imensos do futuro, tocados pelos fulgores de milhões de sóis que os percorrem de fora a dentro, e subsistem nas palavras, nos gestos vagos e nas caligrafias. Sabem o suficiente de serem qual isso, outrossim alimentados de pendores, de quereres. Ao notarem sendo observados, largam de lado o esquema previsto e resolvem compreender lá certa feita o sentido das existências como um todo.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Deuses de metal


Tempos esses de ser assim, coberto de asfalto e vagando solto ao léu da sorte, entre carcaças e sonhos. Eles, os parceiros do impossível, transidos pelas frestas do pouco que resta de tanta busca. O solo, as pedras, fragmentos de consciências espalhados no horizonte, ao sabor do vento. Surpresas em formato de embalagens coloridas, perfumes exóticos de amores inexistentes. No entanto, em ser que tal consiste nisso de mostrar alternativas ao Tempo e mergulhar nas águas do anonimato. Abrir espaço a meio do calor das tardes, enquanto milhões circulam em torno dos totens deixados ali pelo fragor dos momentos inesperados.

Nisto, o passado alimenta em si o deslumbramento das vezes sem conta percorridas nos corredores daquilo de antes, riscos postos no próprio a ser no sentido de sustentar o prisma dos destinos. Conquanto por demais signifiquem existências, reveem no mais íntimo das heranças antepostas no mesmo deserto dali afora, minúsculos disfarces das propostas lá dos inícios. Estampas claras daquilo que se foi, agora guardadas no senso de tudo, através das testemunhas só agora conscientes do sempre representaram nessa busca de conhecimento.

Os frutos são esses que aí estão superpostos aos ombros de um aparente mistério, dias ensolarados, traços de inscrições gravadas no crivo da procura, sobem e descem o declive dos céus e seguram nas mãos segmentos inteiros de toda a Verdade, pois.

No quanto de langor do instinto dos tais seres, Ao perpassar, por isso, as barreiras dos quais desígnios, contemplam a sequência das horas no calor das dúvidas e oferecem de si a essência de tudo, sacudida no solo das memórias esquecidas. Sabem, sim, do real valor de existir, todavia restritos de corpo e alma ao furor das condições que lhes trouxeram, cientes da certeza dos tempos novos que hão de vier a todo instante.

(Ilustração: Metrópolis, de Fritz Lang).

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Abismo do Infinito


Lá dentro das existências, em meio a um aparente caos de ausências, seres percorrem as entranhas de si próprios na procura dos detalhes daquilo desde antes esquecido no desvão do tempo em volta. Pequeninos seres. Silenciosos se olham e olham as encostas desse universo, talvez cientes do quanto ali espera de verdades deixadas à algum interno de sonhos. Sabem dos segredos, os analisa desde quando, nem disto lembram mais. No entanto adotam postura de sercientes durante todo o roteiro que houve de percorrer, cercados que foram daquelas visões do Paraíso. Veem de consigo a possibilidade imaginária de habitarem o mesmo corpo, isto passadas que foram tantas gerações. Sustentam, nisso, a certeza de estar onde assim vejam em volta, dotados de iguais percepções uns dos outros.

Vagueiam desde sempre nalgumas daquelas imensidões desvendadas no âmago e nem que tal padecem de saudades e distâncias. Só mínimos contatos fazem que sintam o poder onde imperam, construção transcendente do mistério. Olhos postos, pois, nalgum objeto, nalgum movimento, acrescentam às recordações vislumbrem transportados sabidas heranças que as alimentam a todo custo. Nisto, seres, visões, presenças, o abismo, as cores, formas mil, transes, músicas inesquecíveis, filmes vivos na alma, senhores absolutos do que possam ser, creem vivamente na sorte do inesperado, vez haver plantado sementes cálidas de amor através de quantos turnos.

Qual painel de muitos sóis acumulados no íntimo, percorrem no vento a certeza da existência, aqueles minúsculos seres espalhados num abismo valioso. Ao longe, no acumulado das distâncias sem limite, apenas sinais enigmáticos do que lhes trouxe até então, espécie de componentes necessário do que virá face aos dias, sem dúvida. Sustentam, pois, as razões de todas as notícias boas logo adiante que chegará nas malhas do futuro. Uma missão inevitável que está a caminho com pouco.