Enquanto que os pensamentos conduzem, os sentimentos assistem a esse andar de acontecimentos qual quem resume a razão de existir. Nisto, viaja o Tempo por dentro, a transcrever o crivo dos destinos. Mares imensos desses entes assim estabelecem na memória estradas sem fim de transformar histórias em definições, na essência de tudo para sempre.
Tais artífices daquilo em que consolidam presenças em
monumentos, daí denominam de civilizações. No entanto quem as fazem são seres
individuais, a sumir inevitavelmente nalgum universo dos quantos persistem pela
Eternidade. Isso pode, também, se encontrar nos sonhos. Resquícios vindos
desses recantos da Natureza, já trazem consigo histórias intermináveis, sinais gravados
de pensamentos e sentimentos que ora vagam ao léu da sorte. Foram muitas dessas
interrogações que preencheram o espaço das lembranças e jamais os deixarão do
teto de continuar.
Nisto, indícios constantes de outras dimensões andam soltos
no vão dos indivíduos, a conduzi-los ao modo das existências e dos lugares
daqui do Chão. São tantas as sentenças, os pressentimentos, intuições doutras
eventualidades, a encher de formas e cores quantos objetos sujeitos a encontrar
qualquer vez. Em razão disto, os roteiros, as visões, os valores, caravanas
inteiras de forasteiros a desembarcar, de uma hora a outra, nas consciências
dos que aqui estejam.
Daí, gestas, narrativas incontáveis, cavernas misteriosas, sons
adversos, inesperados, rastros informes desses todos que passaram nesse meio
tempo, astutos autores das quantas histórias. Revivem, sustentam, anunciam,
contatos por vezes indecifráveis de notícias inesperadas. Isto leva a imaginar,
nalguma noite, as origens só agora trazidas de volta ao pomo da consciência.
Quereres, ritmos, previsões, numa sequência exclusiva de traduções pessoais, no
jeito próprio dos que viveram aqueles momentos e os esqueceram de volta.
Espécies de presenças até então desconhecidas nas mesmas
pessoais, todavia sem nenhuma alternativa a não sustentar o feixe das
compreensões e aceitar de bom grado o que lhes vem pelas vagas do silêncio.