Algo semelhante a destino e liberdade, porquanto ambos se tocam e se diluem no tempo e no espaço. E entre ambos, um ser que atravessa o Infinito na busca do Sol. Em um dos extremos, a imaginação. No outro, a determinação do que haja de ocorrer a qualquer custo. Assim, são as existências. Enquanto isso, na esteira dos dias que descrevem a noite do Tempo, frases inteiras dizem disto, pespontam o que haveria de estar nas consciências. Insistem, descrevem, contêm. Na imensidão desse vazio composto de ilusões, tudo tende a acontecer. Todos protagonistas do que resume o mistério.
Detalhes mínimos detêm a sorte de quantos, ao furor das consequências. Transes diversos preenchem a pauta dessa canção inigualável nos corações. Férteis horizontes formam, nisso, abismos intactos de sonhos e desejos, nuvens dos céus que os encobrem todo momento. A quem dizer tais pensamentos, quiçá verdes ramas doutras cogitações, deslizam aqui por entre os dedos de quais entes imaginários feitos só de aventuras e sofreguidão.
Pouco a pouco, das palavras nascem ideações, depois transpostas, ao correr de dúvidas, em suores e dramas. Ninguém mais que possa ouvir, contudo. No empenho desses acontecimentos, correm as rotinas. Logo em seguida transpostas nas falas, notícias, pelo inesperado de cada instante. Daí, os desmandos impostos às coletividades silentes.
O que antes fora somente vozes perdidas pela solidão afora, dentro em breve vira descaminhos e avisos de novos séculos, ruínas daquilo que foi e súplica de uma coerência até então desconhecida. Retrato fiel das sequidões impostas à multidão, esta, de olhos extáticos, desvenda, quem sabe?, nas crateras de si mesma, o lenitivo desde sempre sonhado. Longos desvios, pois, de vontades outras, agora calculam o que haveria de ter sido, porém impossível de reviver, se não nas horas do que virá adiante.