Aceitar, pois, as contingências e tocar adiante, eis em que se resume o quanto existe. Por demais que seja assim, no entanto persistirão as expectativas de respostas talvez consentâneas aos valores originais, até então desconhecidos. Por demais...
Sabe-se, no entanto, da ânsia
que insiste dizer, no uso de palavras e conceitos. Desde antes que insistem de
conhecer o desconhecido. Até quando nos habitará essa vontade estrutural de
responder ao silêncio, quem sabe? Nuances sem falta consistem nisso, de contar
de onde e aonde foram, mesmo face ao inevitável em andamento. E nisto habita a
presença dos seres que aqui pensam, juntam interpretações quiçá sistemáticas e
dizem daquilo em que desejam explicar os nuances da sorte.
Isso, contudo, fronteiras
desse anonimato, bem caracteriza os humanos desde longe. Mesmo porque as
palavras pedem o façamos, pois. Daí mil interpretações jogadas ao vento. Lá nos
patamares da servidão, porquanto uma vontade prevalece, às malhas do mais
profundo silêncio. Rastros de passadas distantes do que seja contar daqui
marcam profundamente os universos em volta. São multidões do que disseram,
então, trazidas aos vagões de uma atualidade informe, só parcial. Os que desejariam
deter dos princípios ali estão assustados consigo próprios, pequeninos
instrumentos do maior desejo, qual seja dalguém, dalgum ente a lhes observar os
caminhos e sustentar outros aspectos em voga que não apenas esses.
Bem isto resume o trâmite dos
pensamentos, as buscas incessantes, forças a se dizer imaginárias dos valores
daqui do Chão. Horas a fio suportam essa definição dos raciocínios e lhes anotam
a realidade definitiva. Senhores de si, que o fossem, aceitam de bom grado o
espaço entre agora e sempre quais meros senhores doutras vagas, doutros
penhores, e dormem contentes sobre o crivo do inesperado.
Vemos, que tanto, sonhos
serem trazidos de longe e inundarem as luas de todos feitos pequeninos entes a
isso finalizar.