Espalhadas nos vãos dos infinitos, desfazem mil sucessões ao sabor do vento. Sobrepostas nas praias de antes e de depois, preenchem de tons suaves as bordas dos oceanos. Cruzam tudo quanto houvesse de ser na mesmo disposição de pessoas e lugares. Nuvens que passam, no entanto esquecendo de si fragmentos inevitáveis, barras de formas jamais vistas, só agora reconhecida de tantos. Nisto, marcas permanecem deixadas pelas crostas das criaturas, sentimentos inolvidáveis dos sons de trovão lá vagando dentro das almas, primeiros sinais do que virá certa feita e jamais sumirá noutras horas.
Isto que aqui esteja de junto, frações mínimas de saudades
que compõem as canções, os romances, no quadro imensos dos destinos. Daí ninguém
foge de reunir na consciência esses extratos da verdade eterna de que somos
instrumentos e personagens reis de uma definitiva estrutura que formará de vez
a perfeição. Noutras palavras, pequenos gestos do que fomos e seremos pelas
estradas do quanto existi, testemunhos dessas presenças determinantes que
constroem todo o Universo.
Conquanto aparentes visões, na realidade sermos a própria
realidade em movimento pelas superfícies dos penhores trazidos nem, ainda, se
sabe de ondem, nem aonde chegar-se-á certo dia a qualquer momento. Traços,
pois, das existências, se saber partes dos itinerários e das longas aventuras
humanas sobre a Terra. Autores dos sóis e viventes amarfanhados das distâncias.
Super-heróis das antigas. Nas tais versões que sejamos da Natureza, bem
defronte, percorrem versões inteiras das luas de passados sem conta. Servem de
parâmetros ao ordenamento dos nexos do mistério, quais razões sem fim daquilo
em forma do que poderia sumir, mas que isso nunca irá acontecer, face as
doutrinas, tradições, referências trazidas às costas do arcáicos valores que
nos oferecem os meios de tudo, pois.