O espírito da busca é o que nos liberta. Kabir
Até chegar aqui milênios escoaram pelos céus. De tudo quanto possível fosse, viagem sem conta desfizeram expectativas. A mais que pudessem, resultou nisso com que se deparam. Castelos de reino encantados, vales profundos de sombra, esperas feitas de mergulhos por vezes insanos. Bem isto, lembrança e relembranças. Espécie de sina dadivosa, Códigos nasceram e permanecem ocultos das grandes multidões. Há, qual o quê, longas noites de mistério a cercar vivências, estas formadoras doutras histórias. Cadentes setores da consciência coletiva nisto permanecem tal e qual nas origens de quando, na distância dos infinitos.
Nesse percorrer através dos silêncios vêm os nomes. Logo
adiante, resquícios daquilo que se foi atônito de inesperados. Bem ali o Tempo
e sua cadência. Na sequência, chegam as músicas, detalhes de tantos o sabor dos
sentimentos. Transes a fio enquanto isto. São seres os que descrevem os
argumentos, transitam nos córregos da inexistência e aceitam de bom grado que
assim seja. Aos olhos disso, as folhas, as flores, o vento; surpresas ocasionam
esse lenitivo das verdades e preenchem o solo dos dias.
Dalguns detalhes, chegam as narrativas. As recordações de
quantas cenas revistas, desmanchadas em sinais gráficos, sonos, virtuais. E
nisto o conhecimento. Horas aquelas deixaram, pois, aspectos de outras épocas a
que o espírito ascendeu e só então presencia o valor do que existe pelos rincões
e movimentos. Trazer em si aquelas relíquias retidas no âmago a querer falar a
todo custo. Destarte pedem palavras e silêncios, adiante também inscritos na distância.
Perante a estrada dos firmamentos, estirão de todas as
verdades e suor de intensas jornadas rios a fora. Saber deste tudo e permanecer
fiel ao fluir das chamas. Ao que consta, sustentar perene o sol das criaturas.