domingo, 31 de maio de 2026

Tudo em ti


Desde o movimento dos astros na forma do Tempo até o mudar das cores no fervor das manhãs. Transcorrem infinitos no decorrer das pessoas, durante o qual ali permanecem reunidas histórias jamais contadas, no entanto vividas no auge das intensidades. Surpresas aos carrilhões, verdades inevitáveis de viver, insistências de outros, bem de junto. Quantas palavras a descrever, contar, narrar epopeias, e o Sol no alto a testemunhar tudo. Vertentes de um absoluto estonteante, minúsculos seres preenchem de consciência as tantas versões das quantas individualidades. Vozes assim distantes encobrem o silêncio das madrugadas, dotando-as de imagens inesquecíveis aquilo de poder estar aqui, substituir o silêncio da alma de ruídos remotos, tais trens em movimento no correr de cada biografia.

Logo adiante, os pássaros no nascer do dia. Caprichos das muitas façanhas desses acontecimentos antes feitos de pura solidão, agora contém paragens iluminadas, imensidões inatingíveis e meros figurantes das horas que sumiram, pois. Mais houvesse de ser, monumentos supremos enchem de paz os corações. Pela vontade das falas escutadas nas noites, um a um regressam ao império lá de dentro, numa faina constante dos viventes humanos. Nalgumas chances, repassam de pronto o que trazem consigo, desejo imenso de continuar. Retratos ovalados de espetáculos inolvidáveis, disto se ler o todo através de seus habitantes.

Conquanto deixemos de traçar o prisma das alturas, cá nos subsolos de quantos persiste o senso do eterno, toques mágicos das cenas vividas, realimentas de sonhos e criação. Instante tal ora significa, porém, o enigma das existências em crescimento. Saber de ouvir as falas dos séculos e poder aceitar de bom grado o princípio de todas razões, do instinto dos desejos, das cores da persistência. Credos mil, eis o segmento de todos os passos e pessoas, lugares, infinitos. Olhares atônitos falam disso aos mesmos seres por meio dos próprios sentimentos.

sábado, 30 de maio de 2026

A noite e a imaginação


Nesses momentos quando a escuridão toma de conta do mundo em volta, dali nascem as histórias, os sonhos, viagens siderais nunca vistas, pedaços de compreensão em movimento. Quais que na busca de iluminar a consciência lá dentro dos corredores, vêm vagões imensos de acontecidos, sinais precisos das presenças de junto permanecem. Tocam de perto nas lembranças. Revivem aventuras desfeitas nas cinzas do passado, trâmites de verdades eternas tocam o sentimento e trazem de volta resquícios jamais desaparecidos, a permanecer guardados nas tantas camadas do Inconsciente.

Dali nascem os argumentos de livros e filmes, reunidos pelas malhas do pensamento, resquícios distantes, talvez, daquilo inextinguível dos instantes de sermos. Seleção rigorosas disso, das flores mais distintas e perfumadas de canções, companhias, saudades, tocam nos ramos das tantas árvores da floresta de criaturas distintas, vontade poderosa dos céus pelas visões.

No correr dos séculos, quantas chances de se reencontrar e traz ao presente os sucessos de antigamente. Tratos valiosos. Personagens. Roteiros fabulosos. Civilizações quiçá desaparecidas, então isto donde observar o Universo. Distintos autores colhem desse mesmo cosmos as inscrições das quantas verdades. Aonde olhar, minúsculas frações das existências retornam a preencher as extensões das criaturas e as fazem transitar nesse mar de todas luzes a meio das sombras de noites infindas.

Gradações irreparáveis nisto sustentam as emoções das muitas horas ali sobrevivendo no meio das ondas, vozes afeitas ao inesquecível e senhores das compreensões. Painel multicolorido assim reacendem vezes mil o império de nossas próprias vivências, agora unidas a um único ser que o somos passo a passo, sempre. Albergues das infinitas legendas nesse conteúdo domina a sanha do Tempo e trazem de tudo ao continente dos destinos. Já quietos em si, certezas plenas das buscas de centenas de noites, perpassam significados e deles recolhem o melhor, esteios das habitações dos seres.

(Ilustração: Pieter Brueguel, o Velho).

Objetos de poder


Instintos transformados em formas de dominação, mecanismos de controle do comportamento social, cara lavada dos tempos atuais. Aonde ir, ali permanecer, numa espécie de fome dos brejos que loteia horizontes inteiros, dentro e fora do conhecimento. Nisto, formas de atender desejos, impulsos de revelar aspectos ainda mantidos sob o silêncio das almas.

No entanto que assim não seja sempre, pois. Vez haver meios, raízes em formação, à raça urge desenvolver outras ciências quais signifiquem desvendar as razões de andar aqui. Superpor normas de puro animalismo através dos mesmos órgãos de sentido e pensamento que faça presença em práticas conscientes. Daí os limites arcaicos viram processo contínuo doutras alternativas.

Panoramas quase gravados lá dentro do inesquecível, lembro dalgum filme a trazer seres montados a pensar que depois se afeiçoam tanto aos humanos a ponto de adquirir, quiçá, algo assemelhado a sentimentos. Isso ocasiona causa de dor que os faz amargurar diante de separações inevitáveis. Noutra imagem de ficção, das vezes quando civilizações inteiras houveram de mudar de território e padecem das ausências, das distâncias, do passado deixado.

Ser-se-ia, a bem dizer, ficção noutra ficção. De sair de um planeta a outro, e deixar ao longe tudo aquilo que antes fora, criação fantasiosa da própria função do Tempo pelas dobras dos firmamentos. Aqueles tais valores aonde foram que agora somem tais nunca houvessem sido. Isso ao sabor dos ventos da sorte, velocidade dos acontecimentos, tradições, urgências. Conquanto o querer dos humanos, transes seguem acontecendo, força viva doutro querer, imposição de novos senhores, novos métodos.

Perante o furor das palavras e seus significados, nascem as proposições, as ideias, atitudes líquidas do deslizar das existências aos olhos de tantos de nós, quereres distribuídos em forma de técnicas, submetidos aos caprichos do Destino. Talvez qual a tanto, essa intenção de guardar no coração a vontade de ser perene, inesquecível, sobrevivente das histórias vividas, sonhadas, acesas nalgum lugar desse universo.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Confins do Unverso


Olhares em volta e o Tempo, mares abertos do que a verdade seja existir. Um panteão de sensações espalhado pelo vento das horas, a perlustrar anos a fio nesse quadrilátero dos céus, no aguardo de algo que virá certa feita, de onde ou quando. Tais paisagens vistas de dentro, eis o resumo dos infinitos aqui guardados no íntimo de tantos. Isso que querer saber, porém circunscrito a determinações outras vindas numa graduação estonteante de luzes, sombras, cores, formas, a circular em torno do mesmo sentido único e indivisível. Pequeninos vislumbres em movimento na superfície das existências, talvez em fuga, talvez à busca de objetivos desde sempre antepostos aos destinos.

Langores, litanias, pedidos vagos de ciência; enxames continuados de seres ao sabor dos firmamentos em constante transformação.

Assim, qual o quê, os caminhos se clareiam diante do inesperado. Largas possibilidades face a tanto, espaço transcendental dos pensamentos, nessa busca de trilênios, sopesam valores maiores, portais abertos do desconhecido às nossas mãos. Jamais houvesse quer intocável. Vastidões poderosos no âmbito das criaturas agora permitem rever a imaginação e sustentar em definitivo a verdade dos dias que corriam ao nosso lado. Eram tais sombras de nós próprios. Detalhes indefinidos, beleza sem par nos momentos da história individual depois transpostos no coração em provas incontestes de um Criador absoluto a gerir sua criação.

Apenas isto, detalhes de um grande todo aceito de bom grado na medida do crescimento pessoal, ao largo das consciências. Isto falavam as artes, retratos dessa grandeza propiciatória que já habitam o senso da Razão. Contudo houve de ser destarte, passos cadenciados do princípio universal que poreja os vivos na Era Cósmica na que falavam os místicos nos finais do século anterior. Ao ritmo dessas palavras que falam em si ao seu querer, toquemos adiante o perfil dos acontecimentos.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Esse ser que o somos


Aqui nalgum lugar, cercado de silêncio... Através das tantas dimensões, essa necessidade perene de continuar. Vagas lembranças das horas boas, luta incessante de persistir enquanto seres, nuvens a encobrir o céu da consciência. Nisto, as marcas deixadas pelas vidas de interpretar, porém só parcialmente, o transe de haver já presenciado tantas vezes as tantas interrogações acumuladas no íntimo. Seres, afinal. No espaço das vivências, os demais e suas histórias ali depositadas, carentes, vezes sórdidas.

Quais dotados de filamentos que os ligam o Infinito, transitam sintomas e métodos no meio de si, constantes buscadores de desejos e visões, astutos, no entanto cientes dos próprios limites. Espécie de alienígenas do Universo, contemplam a vastidão numa vontade inevitável de querer sustentar-se nas faces dos destinos em volta. Parceiros, pois desta solidão contagiante, apenas reveem apontamentos daquilo esquecido nas viagens mais distantes, na mesma sanha de lá certo momento desvendar as linhas do Cosmos.

Nesse meio tempo, lhes alimentam igual fome de permanecer, contudo cientes de nem outra chance haverá de inexistir. Minúsculos exemplares do que restou de tudo nas encostas da alma, fixam os corredores da grande mansão e, vez em quando, some nas suas dependências, regressando logo em seguida noutras histórias daqui mesmo. Destarte, silenciosos, procuram a luz a qualquer dia.

Noutras chances, dividem objetos abandonados descobertos de antigas civilizações. Partilham conhecimentos técnicos a suprir urgências dos instantes, por isso algo cresce de dentro deles em forma de oportunidade, aprimoramento, a ponto de haverem aceito viver em grupos, ora cidades, tribos; viajam nas profundidas do firmamento à cata de novas estrelas. Nem de longe que o fosse, sabem aonde chegar quando isto acontecer. Querem paz, virtudes mil, amabilidades... Isto trazido desde sempre, voz que há de preencher de novas luzes este clarão visto nos céus.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

E se tudo ficou lá atrás?


Há momento assim, vistos em filmes, lidos em livros, ouvido nas canções. Trâmite avassalador das distâncias, cores novas hão de surgir a todo instante de saudade, nos contos leves dos autores surreais. Narrativas por demais daquilo antes perdido pelas folhas do Tempo. Enquanto que longas filas se formavam ao relento de noites sucessivas, logo depois nasceram as lembranças boas, os credos e as luas envoltas de lindas cores. Buscar que seja no imo do coração. Outra vez aceitar os véus desse mistério, na certeza do Sol.

Ali ouvíamos leves sussurros de silêncio através do vento, a rever suavemente o quanto deixamos, cientes, pois, de encontrar em seguida antigos heróis, conquistar a paz e conhecer sempre verdades inegáveis. Aonde foram todos que nos esqueceram aqui?! Qual das estrelas hoje lhes servem de lenitivo, criaturas ensimesmadas e livres? Estantes cheias de preciosidades, revistas do século XX, jornais amarelecidos e botons doutros valores, nas asas da esperança. Na verdade, quase isto de não querer sumir através dos fossos e dos destinos. Olhares vagos em maio às luzes da madrugada. Debates, interrogações, fotografias, persistências, viagens a longas distâncias, signos dos que ficaram e imagens vagas daquilo largados no bolso das aventuras.

Gerações inteiras acantonadas nesse painel dos corações, gravados firmemente nas horas e dos dias. Os trajes, os haveres, relíquias postas na parede entre os santos da devoção. Conquanto patrimônio inarredável, circulam pelos túneis de quantas vidas vividas em todas e numa única, talvez. Um relicário de recordações imorredouras que hoje falam conosco nas dobras dos blusões já desbotados. Nisto, poder absoluto de persistir ilimitadamente nos sonhos, nas frestas da presença dagora e livres pelos penhores do ora somos. Contidos nesse universo entranhado no peito, os que aqui estiveram permanecem de raízes do indefinido, porém coberto das glórias da perene felicidade individual.

Pelas eternidades a fio


Num transe a bem dizer único e inevitável de ser assim, perduram os seres e objetos, a circular em volta e imperceptivelmente, pela crosta suave do que haveria de ser. Quer-se criar versões, estabelecer diálogos, a punção de consciência distantes. Olhares em volta a considerar o trilho das alturas e viver. Tomar a pulso crer na própria gana, sustentar o nível das percepções, e contornar o impossível, afã alimentado de pensamentos e palavras, seguidos de perto pelas lembranças e sentimentos. Bem isto de ser assim. Tamborilar destreza nunca notada. Vislumbrar o espetáculo das essências, e sobreviver a qualquer custo.

Quanta virtude, pois, rever as mudanças que ocorrem ao furor das consequências, e manter o estado da presença diante desse tudo arrebatador, consistente. Nisto, as culturas, civilizações esplendorosas ali submersas pelas areias do Tempo, justo motivo de continuar nessa viagem enigmática. Perdurar. Fazer-se fruto das existências, raciocinar, interpretar, criar, construir. Normas soberanas de liberdade relativa são mantidas ao custo de sentir e avistar dos novos momentos que virão. Espécie de prazer inarredável, tal tocar o barco das horas neste mar das quantas virtudes, habitar a vida antes de tudo.

O fascínio sorrateiramente preenche de verdades os horizontes. Traz nas entranhas clarezas arrebatadoras, belezas infindas, contrições jamais imaginadas. A desvendar quais mistérios, enquanto isto essa caravana imensa de tantos e quantos senhores dos pagos lá escondidos pelas conotações da História, guardam no íntimo pessoas e lugares. As estradas carregam, enfim, nas margens tudo desde o princípio, elas e as almas em movimento. Transbordam, a inundar de frestas luminosas os mesmos mares da continuação absoluta.

Das profundezas desse abismo vêm ecos por demais, marcas fixadas naquelas hastes da matéria-prima do que existirá sempre, logo em seguida transcritas nas luas hão de vir, que lhes puseram de retalhos foscos na finalidades dos sonhos.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Imagens do Inconsciente


Nessa missão estonteante de revelar a si o caminho, criaturas habitam o pórtico do invisível enquanto apenas observam de longe as primeiras jogadas. Isto o itinerário das existências a par da compreensão de todos. Busca de luzes, desejos de revelação e uma fome religiosa de notar o mínimo que seja de verdades, amor e paz no coração. Dali, o ritmo frenético dos dias. Quais que protagonistas de peças jamais vistas, distinguem monumentos nas praias, inscrições pelas encostas de montanhas distantes, dunas faiscantes dalgum deserto a lhes percorrer entranhas e sentimentos. A vontade bem que admite, lá um tempo, dar de cara consigo e reviver tudo aquilo espalhado nas lembranças. Eles, minúsculos habitantes desses reinados santos, perscrutam qual tal jamais os mesmos mistérios trazidos do Infinito.

Em considerar, portanto, a trilha deixada pelos ancestrais, decidiram construir sonhos sucessivos nas cidades e vilas, agora cruzadas pelos mais diversos transeuntes. Admitem, contudo, viver o senso eterno de visões avistadas de antes e reúnem, passo a passo, os traços de roteiro encantado. Juntam milhões de falas numa só, sabem, de tanto avistar, que persiste no alto o poder de tantas realizações até aqui palmilhadas a ferro e fogo. E no silêncio do íntimo transmitem, um a um, o conceito da felicidade. Lastro monumental de verdades e imaginação, superpõem legendas inigualáveis a todo instante.

Perante os demais seres também inesperados, transitam vidas e vidas nessa reunião de belas histórias incrustradas nos céus. Formam filas enormes dos viandantes ora cientes desta procura, isto feitos de fé, amáveis criaturas criadas na renovação e nos becos. Trabalham de sol a sol nas visões do encantamento que os compõe. Certa feita, todavia, portas se abrirão e verão chegar quem quantas horas conteve nesses delírios de felicidade em forma de lindas cores, tradições, sobrevivência crucial daquilo de que foram elaborados pelo Destino.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O preço de ser livre


A fé é a mais elevada paixão de todos os homens.
Kierkegaard

Todo esse tempo e que passou hoje se resume imaginar que nunca houve, talvez as vivências contidas em si. E nisto, chegar até então, olhos postos em lugar algum. Uma gama a bem dizer quase infinita de histórias que nos atravessaram ao momento em que preenchiam o sol da consciência e nestante pulsa tanto só ao sabor de haver sido, contudo noutros universos também abstratos. Ali, porém, vivem pessoas nas lembranças fortes das emoções, dos sentimentos encantados em lugares inarredáveis, porquanto saguem junto ao que ora somos. Valores dessas épocas de outros sonhos, estruturas em movimento no mesmo lastro de agora. Há qual o que naquilo eco solto de inexistência, pedaços de um todo indivisível, estranhos abismos cá dentro da alma, a contar das suas angústias, seus temores, numa intensidade jamais consideradas ao instante do que aconteciam. Longas essas tais vastidões descritas em iguais roteiros naqueles filmes a percorrer entranhas do desconhecido transportado anos a fio. Transes, shows, diálogos persistentes ao silêncio das antigas recordações assim habitam ricamente os pensamentos acesos de verdades eterna, onde estivemos, nas dobras do Tempo por demais enigmático, fortuito, amoroso, de persistentes madrugadas, fiapos do que se seja neste para sempre.

Consistentes criaturas vagam destarte pelos rincões das permanências e observam cautelosas essa correnteza de mil cenas a lhes envolver os sentimentos. Trazem na essência o motivo de estar aqui, de reconhecer pouco a pouco as realidades que os compõem. Talvez até possam traduzir em novos sonhos aqueles antes escondidos que persistam continuar um dia qualquer. Nesse traço de eternidades que se move e nos move resta, quiçá, mínima a distância do panteão dos deuses, donde vieram e carecem regressar de quando em vez, aventureiros do destino e das luas, escrituras abertas ao querer mais absoluto existindo na alma da gente.  

Viagem ao centro de si


A mais que se buscasse, desde longe, o seguimento indicaria tão só o senso da procura, porquanto restava um tanto a cada criatura de afirmar a sua real compreensão nessa jornada ainda sem final visível. Que há o que encontrar, isso ninguém, a qualquer tempo, questiona, diante de tamanha exatidão no tudo em voga. Daí, vieram as religiões antigas, tradições, filosofias, psicologias, ficções, num afã do imaginário jamais desconsiderado. No entanto, eis-nos aqui, face a face com o Destino, dunas imensas de indagações pela frente a perquirir melhores deslumbramentos, sequer adotando qual um comportamento definitivo. Em contrapartida, os resultados vêm à tona pelas versões pessoais e de grupos, espécie de fanatismo impetuoso a preencher o vazio dos corações, marcas trazidas de outras civilizações arrevesadas, de traços esquizoides e sarcásticos. Desse panorama, até agora um mundo impera pelos patamares dos milênios.

Nisso, bem que a cultura humana persistirá e algo vem à tona gradualmente, isto é, a busca da própria consciência de todo indivíduo, numa resposta consistente do quanto já aqui acontece nas artes, realizações justas; no aprimoramento das instituições sob os novos valores aos poucos revelados. Vê-se com relativa transparência a necessidade inadiável de rever alternativas praticadas e repensar o crivo das aventuras tingidas de verdade, porém deixando margem apenas relativas de possíveis meios de uma resposta pertinente.

Neste ponto a perspectiva correspondente ao grau da perfeição que impera no âmbito do Universo. Substância que corresponda ao sentido de respostas aprimoradas, no mínimo próximas daquilo onde ora significa a Criação. Escolas afirma com veemência tais virtudes infinitas, pensamentos e palavras coerentes ao que desde sempre trouxeram as esperanças nos dias benfazejos. Nestante, ao quadro das horas e dos seres, pela natureza que os alimenta, abrem de par em par as portas da certeza de que tempos outros veem-se no íntimo das criaturas de si conscientes.


 [PS1]

domingo, 24 de maio de 2026

Sons da imaginação


Num mergulhar sem limite, precipícios adentro, a meio de rascunhos esquecidos e lembranças guardadas, renascem as vivências mais antigas. As vezes quando ali viajava-se pelos estrados de passadas estruturas, a encontrar novamente épocas inteiras, desde a infância, adolescência, até épocas recentes. Mundos espaços de dentro das criaturas. De tudo um pouco. Das situações por vezes agradáveis, felizes, preenchidas dos variados aspectos dos que aqui existem.

E nisso de reconsiderar o quanto houve certa feita eis o resumo das vidas. Distintos aspectos daquilo que antes foi, o que nem sempre as palavras obtêm êxito em considerar. Mas que insistem permanecer nas golas das roupas, nas barras das calças, no frio das noites enluaradas, mitos de heróis que viverem insistentemente no céu de tempos outros e habitam lá dentro feitos seus reais proprietários. Circunstâncias. Transes inesperados. Ruas solitárias. Céus cobertos de estrelas. Vozes, as vozes de outros momentos que ainda permanecem nas músicas, nas fotografias, nos livros; personagens originários de instantes doloridos de saudade, ausências, um diapasão poderoso a dizer do que jamais irá sumir. Espécie de fagulhas inapagáveis, fazem das pessoas mares de um movimento constante, quais pulsação do Infinito através do coração. Histórias sempre vivas, alimentam as almas de sonhos, vontades outras superpostas nos mesmos grilhões de antigamente. Nisto, os lugares têm poder absoluto sobre as tais recordações. Os lugares e os dias. As noites. Viagens. Falas. Paisagens intactas daquelas vezes do que houve de ser.

Haverá, não resta dúvida, o senso do inevitável a percorrer as entranhas dos acontecimentos inapagáveis. Suportam sede, fome, distâncias, longe, outrossim, das alternativas do desaparecimento. Vêm e vão, sucessivamente, porquanto aos ombros dos amigos, das horas e dos rios de aventuras. Raios de sol desse caudal que compõe as existências, formam ao léu o querer da perfeição de se ser instrumento de lembrar e sonhos reconstituídos na sequência natural de existir, então.

sábado, 23 de maio de 2026

As sombras da consciência

 

Algo assim que só o decorrer das idades há de reverter, desvendar as razões e permitir o encontro de verdades até então guardadas nos armários do Infinito. Esses tais significados perduram aos moldes de tantas aventuras humanas, e daí o correr dos séculos através dos habitantes do Cosmos. De certeza, serão eles os autores do que virá no intervalo de compreender. Tantos aos moldes de tudo. Nem de longe haverá de sumir, porquanto habitam a perfeição original, motivo justo de pisar e correr ao sabor de muitas histórias largadas aos céus. Sob esse teto, horas a fio desvendam de cada ser o princípio, causa primeira de todas as motivações.

Nesse desvendar eterno, a claridade chega brusca ou suave ao espetáculo do Chão. Transita pelos corredores das existências no ritmo das disposições pessoais. Levemente tocam o favo da visão, depois da audiência, e sucessivas outras situações, desde longe a cumprir o devir dos milênios. Instantes existem quando imaginar o fervor dos indivíduos, depois das coletividades e, por fim, do renascimento e dos sonhos.

De quando em vez tal acontece, de notar os padrões desse espaço fruto da essência. Qual lona imensa do circo do Universo, ali debaixo convivem eles consigo próprio, minúsculos portais do definitivo. Vale de profundida sem limite, circulam em volta carroções de prazeres, desejos avantajados e ânsias irreverentes. Transcritas, contudo, as periferias daquele arco incalculável de épocas, menos esperar, no entanto, advém ente doutras virtudes. Impessoais figurações de trajes surreais, dotadas de práticas acima da imaginação, lotam o pátio de toda expectativa benfazeja. Livres, almas abertas ao Paraíso, agora sorriam emoções inigualáveis. Fôssemos, todavia, distinguir da realidade a ficção, paisagens de beleza rara inundariam o sentido da inteligência. Hoje e sempre, uma única e crucial justificativa nos traz ao viver, pois.

O eterno presente à luz do inevitável


O mar das circunstâncias que a tudo envolve. Poder infinito das horas em movimento e num único lugar ao que seja o permanecer dos acontecimentos vidas e vidas sem conta. Conquanto aqui, isto será sempre. Por demais cientes do quanto exista, seguem as caravanas no deserto das próprias condições. Bem isto, o retrato de uma realidade apenas daqui e em queda livre ao abismo da inexistência. Senhores, portanto, de dúvidas e percalços, sempiternas ciências no ato das ações sem final, ser-se-á prenúncio de tantas cores, novos sabores, sons inolvidáveis, ao furor do Tempo.

Ao celebrar, pois, gesto único do quanto existir, há nisto viagem ao centro de si mesmo, enquanto caem as folhas das árvores e elas se refazem no íntimo dos céus. Estabelecido face a face diante do mistério, caudal imenso de verdades e justiça circunscreve o gesto da permanência. Bem sob o critério do firmamento, são perenes os blocos de pedras transpostos através de todo momento. Pausa inexiste. Silêncio. Roteiro nunca imaginado. Palavras acesas no mar das consciências, e os penhascos do Sol lá dentro da sorte de todos.

Então, ver-se nítida a força de uma determinação jamais identificada, que, porém, transmite essa chama de persistir e lançar novas oportunidades adiante. De onde impera, contudo, a condição de tanta soberania? Indagação por demais, trazida aos ombros do interminável, que aqui, outrossim, perfaz a lâmina do Poder. Turbilhões sucessivos de indagações. Sinais nos dias repetem o itinerário das certezas e alimentam quantas infinitudes. E saber que nada deixa de ser e virá nas asas dos pássaros, nas ondas dos oceanos, lufadas de vento, tons avermelhados no poente. Qual o quê, sob o teto da Eternidade tocam em frente os carrilhões da perene intenção ainda em fase de deslumbramento.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Formações da Natureza

 

Aparentemente mundos a parte. Setores os mais diversos e um tudo acontecendo sem parar. Largos panoramas em sequências por vezes inesperadas, no entanto. E se saber que logo ali haverá longos repasses e novas conjecturas. Enquanto isto, nós e o Tempo a contemplar espetáculo inevitável do quanto existe, numa cena ininterrupta dos céus em movimento. Luzes, cores, formas, vidas, criaturas quiçá pensantes, em elaboração no rastro disso tudo.

Quais uns a observar os demais, no afã de lá um dia interpretar o seja necessário, viajam no mistério esses seres, submersos em sombras imensas pelos pares e existências. Indagações desde sempre determinadas, subscrevem das lembranças o que quer que seja, à luz de cada compreensão. Disso, o desenrolar das conquistas humanas em formas de paradigmas talvez acessíveis às outras gerações.

Nisto, imaginar o infinito de tantos detalhes à procura da sorte. Cientes, quem sabe?, do quanto restará pela frente, auxiliam nos afazeres dos momentos e dalgum modo crescem à luz do um Ser criador. Nessa busca incessante de conhecer e conhecer-se, fazem da História o perfil do Chão onde vivem, imperam. De seres, chegar-se-ão às interpretações do que sejam. Abertos ao que há de vir, preenchem o esteio dos dias por meio de pensamentos, sentimentos, atitudes, imprevisões.

Rápida descrição das estruturas assim denota convergir às máximas deles mesmos criadas e trazidas ao léu, a meio dos tantos fenômenos em volta. Do gosto de contar, procurar, querer desenvolver, possibilitam transcursos enormes de lugares lá dentro da consciência, pouco a pouco, descobertos pelos seus intérpretes, numa velocidade de causar espanto, a ponto de jamais imaginarem o que virá no clarão dos novos dias. Durante essa jornada, despontam vagões inteiros de certezas guardadas debaixo dos escombros das aventuras, agente efetivos de igual natureza viva ao seu lado.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Quando há festa no Paraíso


Mediante tudo de bom quanto aconteça, lá, então, advêm os novos dias sempre aguardados com tanta intensidade. São fatores diversos que assim compõem o quadro pleno da totalidade e dos seres. Às vezes, feito de detalhes inesperados; doutras, circunstancial, envolvido nos símbolos que ali estão, espalhados pelas paredes, vitrais e antares. Um sem limite de possibilidades compõe, portando, a escrita desses universos. Lugares feitos da imensidão nas criaturas. Pomos alimentado desde quando, através de uma disposição de produzir o tanto de imaginação trazidos desde sempre no portão das criações.

Disto, pelas fretas das menores chances, circulam personagens misteriosos de filmes e sons de canções inesquecíveis lançadas ao vento. Enquanto a vastidão dos desertos de existir, dotadas agora de novas luzes e melhores conclusões. Dali, através do furor e das determinações originais, laços eternos sem fundo em volta das criaturas refeitas de lembranças, soma algébrica dos lances mais distantes, guardados na sorte grande dos amores. Sopesar o tanto do que ora seja, algo de certeza compõe o painel das verdades eternas. Por isso, e quantas haja, o firmamento se alegrar o vigor da sequência natural das consciências.

A isto aqui eis a real finalidade dos sonhos. Minúsculas partículas de um tempo místico justificam a razão do quanto existe. O que, inclusive, já vem contado nas explicações de quem antes estive deixando nos livros, nas palavras soltas, o prisma que lhes revelava o suficiente de alimentar o momento atual, desde longe, conhecido. Tais sintomas principiam os traços definitivos, as alvoradas, cunhos plenos de novas perspectivas a uma humanidade em crescimento. Ultrapassar, pois, os dramas, limites, inesperados, de agora, enquanto o vetor definitivo percorrerá o itinerário das muitas lendas, prenúncios variados em outras civilizações. Cientes de tradições irreversíveis, eis o sentido universal da realidade.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Sabor das tradições


Em tudo que é canto, dali heranças ilimitadas largadas pelo chão. Junto delas, as criaturas que as sustentam no decorrer do quanto buscaram compreender o Infinito. Marcas fixadas no transcorrer das estações. Seres mil e seus poderes ainda limitados, no entanto. Queres desfeitos em minúsculos sentimentos, cores e formas, perto das mesmas alimárias que os conduziram até aqui. Portas distantes do foram, contam desse quanto salpicado de estrelas ao furor dos vendavais. Os frutos são isso que circulam o Tempo e indaga do que possa vir a todo momento, de novo desfeito em novas partículas do mistério.

Nisto, em cada criatura o desejo de eternidade sem conta, sombras de si em forma de produções constantes, largos monumentos, ruas, parques, jardins, multidões em silêncio ou à espera de algo além das margens do grande rio da História. Viessem desde longe no mesmo diapasão, decerto apenas repetiriam cenas semelhantes ao léu dos tempos. Aonde ir, portanto, lá imperam as tradições dignas de ser trazidas outras tantas vezes aos braços dos destinos. Quais paisagens em profusão, os universos se veem preenchidos a cada hora pelos alvores de quantas verdades, experiências, de pronto esquecidas ou transformadas em sonhos.

Numa verdade inigualável, eis o retrato fiel das existências espalhadas nos desvãos dos firmamentos, pequeninas partículas, pois, da condição humana transformada em criações. Ao consignar esse instinto soberano das individualidades comuns e constantes, a cultura dos tempos ora mantém acesa a soberania da sorte e formam as construções de tanta beleza aos olhos dos que vierem na sequência do ilimitado. Caudal de histórias quase sempre transcendentes, no íntimo sentem os séculos as emoções de prosseguir. Nessa permuta de beleza sobrevivem todos aos planos doutra margem, lá de onde nasceram e chegaram aqui. Pergaminhos do ilimitado, oferecem das consciências o fervor dos sonhos possíveis.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Instantes e pensamentos

 

Essa vontade de que são feitas as ideias em transformar sons em nuances, sementes em florestas, bem caracteriza o instinto das noites de habitar o colo das distâncias. Pergaminhos que signifiquem de descrever a imensidão dos valores por meio de acordes e melodias, sinos na escuridão, sacodem pelos astros a força viva do sonho. Alimentam de cores o final dos dias. Trazem subscritas das lembranças os melhores momentos, as tranças da felicidade e dolentes enlevos do quanto significa conhecer. Trouxessem respostas definitivas, dali nasceriam verdades na brisa, no canto dos pássaros e o claro intenso do luar. Quantos rios de certezas correm soltos ao sabor do vento. Horas vivas no lastro do Tempo e nisso regressam tantos amores, amizades sem conta, madrugadas e palavras cadentes do coração das criaturas.

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A gente é a matéria-prima de nós mesmos. Rastros de intuições, sinais de toda Eternidade. Sob o prisma desse tudo que ora somos germinam as infinitudes, os segredos presentes nas histórias trazidas ao lombo dos séculos, das antiguidades afeitas de filosofia e furor. As buscas incessantes dos quantos aqui estejam durante o que seja resistir às amarras e ao inesperado. Também assim cada fração deste todo que circunscreve matéria e espírito. O susto das incoerências, portanto, virá de encontro a seus autores. Nem de longe, contudo, cruzarão o rio da realidade antes do advento das próprias atitudes. Isso desde sempre tranquiliza o ritmo da Criação, valores por demais o poder dos sóis.

Passadas que se foram quantas epopeias, agora o alvorecer determina o presente e ilumina as possibilidades, enfim. Dos inícios, percepções inigualáveis regressam a revelar o princípio e fazem das existências o crivo dos dias melhores de que tanto esperavam, pois. Dentre, portanto, as cercas do absurdo, a harmonia infindável das espécies em uma só caligrafia.

domingo, 17 de maio de 2026

Noutras histórias


Pagos imensos desse infinito que ora somos, dali percorrem as montanhas multidões silenciosas à procura da sorte. Veem de certeza tradições sem conta. Observam devagar as possíveis portas daquilo logo em frente. Cercam de indagações o parâmetro das horas. Superpõem segredos trazidos lá de longe, no farnel das tantas vezes vividas através de mil histórias. Sabem, decerto, o que lhes aguarda num tempo inesperado, no entanto cientes da transcendência, dos novos mundos, novas consciências acesas nas fogueiras dos destinos. Eles, os mitos de si próprios. Almas abertas. Todas preenchidas de serões, lavouras, firmamentos, lembranças, céus sem fim. Sei que há padecimentos. Desconfortos das situações atravessadas. Porém palavras revivem, somam, alimentam essa voracidade em forma de grãos de sonhos, viagens interplanetárias, ficções. Suaves seres, esses tais daí persistem no sentido da verdade, rumo à essência já contida desde suas origens.

Conquanto presentes em forma de heróis do anonimato das criaturas humanas, são figurantes ao sol dos mistérios e aqui refazem o trilho da realidade, construtores do quanto existirá sempre. Autores, leitores, personagens inesquecíveis das lendas, escrevem no instante voraz a contrição dos séculos. Traçam perfis dos mais diversos papeis, todavia astutos buscadores doutros rincões distantes e próximos. Isto significa nada menos do que a pura realidade em forma de frações de passados inexistentes e futuros em aberto, nos quais dignificam a condição do quanto se foram.

Numa rápida descrição, compõem o quadro da tão esperada condição aonde chegarem, portanto. Amores em movimento no trançar das virtudes e dos desejos.

Assim, durante fases jamais idênticas, esses arvores impõem ordem na forma de presenças, sinais inequívocos de uma inteligência inolvidável, razão de estarem aqui. Perfeição. Alento. Esperança. Justiça. Paz. Motivos. Transitam, por isso, entre as farpas e os alvores, cientes em forma de destino aos braços dos momentos e da perenidade maior.

sábado, 16 de maio de 2026

A liberdade e os sonhos


As memórias são quem melhor fala a propósito disso, dessa intuição natural de encontrar os limites da espiritualidade naquilo donde se vem. Esteios imenso de um mundo novo que nasce de dentro das mesmas criaturas que já vivem neles, nos sonhos. Daí a constante necessidade do reencontro dos princípios originais, das histórias desenvolvidas nos acontecimentos de passados os mais distantes, e de tudo quanto houve até aqui. Quais determinados a serem felizes, transcorrem as bordas do Tempo numa procura sem igual da outra margem vista lá longe entre as florestas e os sonhos. Indícios, pois, de verdades poderosas que em tudo predominam, refazem nos sonhos as arcaicas possibilidades do Ser, isto nas dobras de todos.

Espécie de susto consigo próprio, um a um tão só observa a circulação dos acontecidos em volta, por vezes resistentes aos princípios da autoderminação; doutras, meros joguetes dos destinos. Contudo, grãos de certezas a lhes percorrer aos mistérios, senhores que seja, apenas, de pequenos sinais do que há de vir logo depois das curvas dessa longa estrada. Padecem, por isso, das indagações que ora trazem, munidos que foram de inteligência e matriz de uma nova consciência. Sempre, no entanto, valorosos autores dessa transformação em andamento.

Tem sido tal e qual durante as infinitas qualidades que cercam o movimento dos astros. Personagens exemplares de suas aventuras siderais, avaliam pouco a pouco o que transportam na essência e chegam perto de aceitar o inevitável a pretexto de iniciativas pessoas. As paisagens que traduzem do que vivem indicam a vastidão do sentido das instruções recebidas nesse langor das existências, pois. Raízes de contrições inumeráveis, fitam os céus a nutrir de sobrevivência o trilho da razão absoluta. E se sabem parceiros de todos, misto de esperanças e alegria superior, fruto das luzes que iluminam o Eterno.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Espiral dos acontecimentos


Quer-se demasiado que haja um hiato aberto naquilo que pensam as criaturas. Demonstram certas vezes, através dos instintos, reconhecer aonde seguem, no entanto restritas só às frias determinações do quanto existe em volta. Com isto, no tanger das carruagens, horas sem conta preenchem vagamente o poder da intuição. Assim, numa fresta que se abre no seio do imprevisto, demasiados seres mergulham pelas crostas de si e desfazem a cada tempo partículas mínimas daquilo antes visto, deixadas ao relento das lembranças. Face ao tal, vez por outra alguns chegam a observar distâncias considerações entre a imaginação e a realidade, isso constante dos sonhos de noites seguidas. E refazem desejos, planos, expectativas, estirão inominável de atenções escondidas sob as luzes do mesmo segmento ali escondido nas asas da imprevisão.

Enquanto isto, o furor das histórias jamais interrompe e conta detalhes até do que nunca antes, senhores doutros mundos. Admitem esses limites, porém recolhidos na pequenez do pensamento, espaço estreito do Tempo naquelas iguais criaturas. Veem-se, contudo, nem sempre assustado, conquanto persistem a perder de vista. Assistem todas as temporadas e, ainda que tal, olhos fixos numa válvula íntima que chamam esperanças. Distinguem infinitas eras nessa memória a lhes transportar diante do Eterno.

Querem conter o poder das vastidões no mesmo invólucro de outras aventuras, seus heróis, suas criações; e nisto sobrevoam os firmamentos pelos dourados amores de antigamente. Eles, silenciosos, ofegantes, inscrevem no próprio ser roteiros imensos do futuro, tocados pelos fulgores de milhões de sóis que os percorrem de fora a dentro, e subsistem nas palavras, nos gestos vagos e nas caligrafias. Sabem o suficiente de serem qual isso, outrossim alimentados de pendores, de quereres. Ao notarem sendo observados, largam de lado o esquema previsto e resolvem compreender lá certa feita o sentido das existências como um todo.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Deuses de metal


Tempos esses de ser assim, coberto de asfalto e vagando solto ao léu da sorte, entre carcaças e sonhos. Eles, os parceiros do impossível, transidos pelas frestas do pouco que resta de tanta busca. O solo, as pedras, fragmentos de consciências espalhados no horizonte, ao sabor do vento. Surpresas em formato de embalagens coloridas, perfumes exóticos de amores inexistentes. No entanto, em ser que tal consiste nisso de mostrar alternativas ao Tempo e mergulhar nas águas do anonimato. Abrir espaço a meio do calor das tardes, enquanto milhões circulam em torno dos totens deixados ali pelo fragor dos momentos inesperados.

Nisto, o passado alimenta em si o deslumbramento das vezes sem conta percorridas nos corredores daquilo de antes, riscos postos no próprio a ser no sentido de sustentar o prisma dos destinos. Conquanto por demais signifiquem existências, reveem no mais íntimo das heranças antepostas no mesmo deserto dali afora, minúsculos disfarces das propostas lá dos inícios. Estampas claras daquilo que se foi, agora guardadas no senso de tudo, através das testemunhas só agora conscientes do sempre representaram nessa busca de conhecimento.

Os frutos são esses que aí estão superpostos aos ombros de um aparente mistério, dias ensolarados, traços de inscrições gravadas no crivo da procura, sobem e descem o declive dos céus e seguram nas mãos segmentos inteiros de toda a Verdade, pois.

No quanto de langor do instinto dos tais seres, Ao perpassar, por isso, as barreiras dos quais desígnios, contemplam a sequência das horas no calor das dúvidas e oferecem de si a essência de tudo, sacudida no solo das memórias esquecidas. Sabem, sim, do real valor de existir, todavia restritos de corpo e alma ao furor das condições que lhes trouxeram, cientes da certeza dos tempos novos que hão de vier a todo instante.

(Ilustração: Metrópolis, de Fritz Lang).

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Abismo do Infinito


Lá dentro das existências, em meio a um aparente caos de ausências, seres percorrem as entranhas de si próprios na procura dos detalhes daquilo desde antes esquecido no desvão do tempo em volta. Pequeninos seres. Silenciosos se olham e olham as encostas desse universo, talvez cientes do quanto ali espera de verdades deixadas à algum interno de sonhos. Sabem dos segredos, os analisa desde quando, nem disto lembram mais. No entanto adotam postura de sercientes durante todo o roteiro que houve de percorrer, cercados que foram daquelas visões do Paraíso. Veem de consigo a possibilidade imaginária de habitarem o mesmo corpo, isto passadas que foram tantas gerações. Sustentam, nisso, a certeza de estar onde assim vejam em volta, dotados de iguais percepções uns dos outros.

Vagueiam desde sempre nalgumas daquelas imensidões desvendadas no âmago e nem que tal padecem de saudades e distâncias. Só mínimos contatos fazem que sintam o poder onde imperam, construção transcendente do mistério. Olhos postos, pois, nalgum objeto, nalgum movimento, acrescentam às recordações vislumbrem transportados sabidas heranças que as alimentam a todo custo. Nisto, seres, visões, presenças, o abismo, as cores, formas mil, transes, músicas inesquecíveis, filmes vivos na alma, senhores absolutos do que possam ser, creem vivamente na sorte do inesperado, vez haver plantado sementes cálidas de amor através de quantos turnos.

Qual painel de muitos sóis acumulados no íntimo, percorrem no vento a certeza da existência, aqueles minúsculos seres espalhados num abismo valioso. Ao longe, no acumulado das distâncias sem limite, apenas sinais enigmáticos do que lhes trouxe até então, espécie de componentes necessário do que virá face aos dias, sem dúvida. Sustentam, pois, as razões de todas as notícias boas logo adiante que chegará nas malhas do futuro. Uma missão inevitável que está a caminho com pouco.

domingo, 10 de maio de 2026

A que existir


Os tempos, vastidões continentais, momentos que ocorrem sem parar, enquanto aqui, seres e objetos. Em tudo o silêncio debaixo das luas. Horas a fio circulando pelas paragens imensas, lugares e distâncias, numa suavidade a toda prova. Assim a verdade impera. Mistérios inigualáveis preenchem a realidade, numa aparência tão só de surpresas e sonho. Enquanto isto, esse movimento de causar espécie, ditas histórias, civilizações inteiras a transportar pelos o turno constante dessa aparente contradição de sentido. E esses tais seres, circunspectos, às vezes imprudentes, inesperados, habitantes da dúvida e senhor da esperança.

Nisto, o toque das noites cheias de visões, de aventuras pela estrada desses depois que nunca deixam de ser. Um furor de respostas, porém pouco ou nada lidas, contudo. Comboios inteiros de individualidades silentes destarte inscrevem nas circunstâncias tudo aquilo transportado no lombo das criaturas. São intermináveis os rastros postos na poeira desses caminhos disformes. Trânsito sem par, acontecimentos fortuitos, certezas eternas, fervilhar de compreensões e pessoas num único penhor de respostas e perguntas jamais esquecidas.

Meras palavras, talvez, todavia vivos agentes do Sol a conversar consigo e com as outras estrelas nesse panteão de quantas variáveis à mercê das mesmas criaturas que fazem e respondem em consequência. Uma vastidão sem fim, pois. Olhos fixos nas profundezas deste mar de luzes, aquilo conduzem o barco da realização, autores que o somos do que houve e haverá sempre. Instrumentos da Eternidade às nossas mãos, realizamos o sentido pleno desde longe a seguir conosco sem final.

Outras respostas decerto veem a todo passo, ao sabor do relevo e das cores, nessas condições das oportunidades, habitantes do Infinito e testemunha valiosa da Criação. Eles, nós, um só Ser, razão das existências e do Tempo. Palavras que tais inundam de coerência o vale de consciências e da Paz que buscamos a cada dia.

O que quer que seja


A mesma ânsia de continuar ali persiste no coração das criaturas humanas. Com isto, as produções imensas espalhadas pela face disso tudo que está onde esteja. Portentosos resultados, quem sabe?, porém. Folhas soltas nesse quarteirão inigualável dos místicos, das culturas, estruturas, temas vagos que circulam os céus, dentro e fora dos que vivem aqui em volta dos sóis.

Bem isto, nessa vontade insistente de observar e repetir quiçá velhas contradições esquecidas nos balcões da Eternidade. Muitas falas, discursos aparentemente simples, no entanto dotados de limitações, o que nem de longe admitem os autores, os arquivos, as crostas superpostas nas tantas civilizações. Entre esses fragmentos, personagens insólitos, belas aventuras, criações inolvidáveis, blocos inteiros de genialidade frutos de um Cosmos de profundidade até então inatingível, olhos das cores e das formas. Quer-se, nisto, conhecer, no entanto. Sabem-se seres definitivos em busca do Sol. Preenchem de verdade o quanto aqui vieram e sonham, e viajam, sorriem, revelam, impondo traços de sabedoria em páginas surreais.

Assim, as visões acontecem, marcas perfeitas do que tivesse de ser, linhos doces de praias inesquecíveis, amigos verdadeiros, amores, lembranças integradas a entes essenciais nisso em forma de realização.

E tais marcas significam, pois, o sentido do quanto existe, oferecendo uma calma aos protagonistas de todas histórias. Vez por outro, novas esperanças, curas, felicidade em forma de canções, quadros, livros, rio constante das alegrias e surpresas boas que a vida reserva em caráter constante, serviente.

Manhãs intactas de realidade plena a envolver noites escuras, nesse carinho que a Natureza oferece, abrem as possibilidades daquilo de há infinitos aguardado nos sentimentos humanos, nítidos sinais das luzes de clarear os caminhos do que haverá de acontecer na medida das sortes felizes. Os circuitos persistirão, pois, ao sabor dos pensamentos. Restam, por isso, poderes e atitudes face a face consigo próprio, motivo e causa das existências...

sexta-feira, 8 de maio de 2026

O lado de lá do firmamento


Vez em quando me pego a olhar a profundidade dos céus. Nesses finais de tarde, quiçá um azul sem nuvens, daí merlhar a imaginação. Longe, muito longe, retalhos de sonhos, memórias vagas, viajam soltos pelas cores da imensidão. De tudo lá esteja. Talvez sombras do que foram antes. Resquícios de lembranças agora feitos fiapos de sóis e significados. Estradas molhadas, poeira, bichos de várzeas, objetos inexistentes e símbolos do imaginário. Ali pelas encostas dos poentes as cores doutras visões desde sempre desfeitas em letras e palavras, relíquias e sons abafados nas impressões deixadas pelo Tempo. Vontades assim de querer narrar o passado, no entanto meros significados de sentimentos somados ao léu.

Lembro aos poucos a busca das existências desde então reunidas pelas mãos calejadas de formas e abstratos trazidos no vento daquelas ocasiões, ditos da verdade em volta dos seres. Nadas, poréns, substantivos concretos, haustos de alguém a respirar aqui dentro, nas margens de um silêncio a bem dizer absoluto, no entanto por demais, surpresa das vezes quando isto percorria as distâncias lá adiante, por certo circunstâncias livres só depois reveladas. Sabores inigualáveis dos instantes, vejo com clareza o infinito das ausências, mesmo que tal pedaços de mim próprio.

Sobre essa superfície amorfa de rápidos traços dalgum artista perfeito, ali me detenho diante disso e pego a orar pela paz das criaturas, pelos tempos novos que vêm suavemente na noite dali a pouco. Trago de volta trechos percorridos na infância e os observo cobertos de infinitos falado comigo lá no íntimo das vastidões mantidas a ferro e fogo nas malhas do desejo de harmonia, e acalmo pensamentos e indagações. Esqueço dalgum modo o ruído insistente da atualidade. Transito, suavemente, pelas palavras já destarte pequeninos seres quais partículas de um todo em movimento.

Palavras soltas


Painéis abertos ao longe numa vontade incontida de interpretar os mundos em volta. Ali perpassam histórias mil e pessoas sem conta. Todos no mesmo mergulho das cores e formas, movimento incessante de tempos e valores. Nisto, películas antigas, lembranças vagas espalhadas pelo chão, florestas e sonhos. Uma circunstância de verdades eternas invade o desejo das vezes anteriores de conhecer cada vez pouco mais daquilo antes visto sem a resposta suficiente. Anda-se pelos rincões de quantas viagens ao íntimo, restos deixados às portas do Infinito. E os personagens sobrevivem a tudo, portanto, sempre contidos em si e senhores doutras eternidades.

Corredores de individualidade assim preenchem das existências sua figuração e apenas divisam pequeninos indícios do que buscam, porém. Universos contidos. Guardados sob as sete capas do Destino. Grutas de sobrevivência destarte conduzem a História seja lá onde for. As estações que se superpõem acontecem na mesmo velocidade do quanto até então, e compõem o quadro efetivo das certezas trazidas no peito. Respostas vagas, pois, daquilo buscado nas entranhas do mistério só desse jeito define de tudo o penhor das gerações. Aos milhares, milhões, infinitos seres atravessam esse deserto das horas e fixam os olhos no espelho de uma aparente realidade.

Quais meros protagonistas da fama de estar aqui, pisam dalgum modo o sequenciar das estruturas e aceitam de bom grado que seja tal e qual. Sei que sorriem, nalgum momento. Recordam velhos ideais. Alimentam de visões as nuvens lá distantes, na virtude dos místicos, mágicos e autores, voragem jamais vista do Sol das criaturas. Constroem nesse nada em ação os motivos de continuar vidas a fio, cruzar as pontes das vastidões e adormecer ao sabor de suportar e ser feliz. Face a tanto, descem e sobem as veias da solidão e trazem consigo o véu da Verdade de que sejam artesões.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Luzes na imensidão


Vontade voraz de conhecer chega a tanto. Aparentemente imaginar resultaria nisso, numa superfície plana por demais e diferente de tudo quanto existe. São essas as primeiras impressões ali deixadas pelos seres que circulam o Universo à busca de conhecer a si próprios. Mergulham no senso das oportunidades e abrem as vistas aos sóis. Desfazem e refazem tantas os farnéis da consciência que, talvez, se parecem mais com meros aventureiros dos destinos sempre desconhecidos. Ainda que tanto, cobertos que foram de andrajos dos passados, transportam lá dentro da memória todo o sonho do mundo.

Esses tais persistam, no entanto. Constituem o de que pouco conhecemos daqueles primeiros habitantes das colônias espalhadas pelo espaço dali de fora. Que existe, nem de longe há que duvidar. Fagulhas das histórias siderais, vêm e vão ao sabor das circunstâncias em volta. Perlustram, reconstituem planos, imaginam viver outras luas, noutras pequenas cidades do interior onde habitam o silêncio e as melodias. Depois, bem depois, lembram de haverem constituído família e regressam afeitos aos amores definitivos. Por vezes, silenciosos, calmos, cautelosos; doutras, criaturas exóticas, dadas a lutas, agressões, pecados. Ainda assim, herdeiros universais da Criação.

De um a outro, uma gama infinita de longas jornadas vindas nem se sabe de onde, a chegar sem saber aonde. Poder-se-ia compreender com facilidade serem parcelas de mar imenso em que circulam tangidos pelo vento da sorte. Porém sempre será de pouca monta interpretar soberanas verdades, conquanto só aos poucos as portas do mistério ali desvendam o coração do quanto houve e haverá. Daí as artes daquilo jamais visto, todavia sonhado quando em vez. Nisso, surgem do inesperado as fórmulas, os reinos monumentais e as tradições, logo adiante desmanchados em mitos e lendas, em torno das fogueiras acesas do Destino. Cientes, presentes no íntimo do Ser, partilham entre eles as surpresas de continuar e obter o visto de plena transformação.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O preço da existência

 


A liberdade do Ser lá um tempo carece disto, transformação. Após milênios das reencarnações, certa feita certo dia haverá de desvendar esse enigma (Decifra-me ou te devoro!) da lenda do Egito. Nisso, de olhos bem abertos, ponteia crescer noutra direção que não só aquele de existir e repetir a dose, até mergulhar no oceano do Destino, e distinguir dentro de si a consciência desde sempre aguardada diante da Eternidade. Qual quem notou apenas sombras nas paredes da Caverna (Platão), decidi reverter o quadro das horas e considerar que, não mais de sombras, ilusões e vaidades, persistirá no Tempo. Um achado sem conta, razão de tudo aqui, providencia o exercício da real liberdade e desfaz aquilo de antes, apenas de imagens fugidia. Transcorreram, conquanto eras sem fim da individualidade pelos pagos do mistério.

Sai dali na feliz satisfação de haver, finalmente, interpretar o código do que existe perante todas as razões de possuir o senso e transformar a paisagem de quantas vidas, ele, um a um, se superpõe à rotina. Transitará de todo o patamar das histórias individuais e coletivas, dotado de outros instrumentos de percepção, ao tempo do sentimento da excelência, do Amor, na simplicidade do gesto mais simples e verdadeiro.

Tal que eis o resumo a gama aparentemente ocasional dos sóis e das luas vividos ao sabor das contingências fortuitas. Face a tanto, afeito neste encargo do novo consistir, terá, no entanto, de custear o preço da tão sonhada vitória aos infinitos da alma e admitir, todavia, o valor de qual conquista. Resultantes, a solidão pessoal, o confronto daqueles outros que, até então, nem de longe supunha ser possível essa revelação transcendente, causa primeira e única justificativa das incontáveis vidas em transformação. Já agora, vivente de indizível imortalidade, enfim o fator primordial das ponderações universais deste Chão far-se-á, justa interpretação e exercício da Verdade absoluta.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Entrremeios


Dalgum momento nasce isto, de rever os sonhos e esquecê-los aos primeiros pensamentos. Quiséssemos, mesmo assim aconteceria – porquanto o lastro dos destinos determina, e só. Resultado, a sequência de tudo quanto existe face ao definitivo. Porções as mais variadas ali preenchem o prato das alturas e derivam a seu modo o andar das pequenas ocorrências, sintomas de existir do tanto em volta. Creio que se perlustra encontra novos instrumentos os quais pudessem desfazer as histórias. Porém, qual que seja, essa fluência do Cosmos preenche de verdades amplas o crivo das certezas.

Vezes sem conta, ver-se-á face a face consigo próprio a indagar virtudes, essências, definições, logo constante do catálogo do Tempo. Trabalha-se o instinto, superpõe criatura outras, satisfaz os desejos, outrossim aos olhos de busca incessante através do que passou e jamais regressa. Nisto, o barco da úsolidão perante as vagas do inexiste que bem ali repetirá a perder de vista. A meio tempo de tais superfícies, transitam, pois, esses pequeninos seres, fragmentos vorazes do mistério. Talvez, muitas horas, encapuzados sob a escuridão, tendem a regressar e trazer de junto aquelas nuances guardadas no âmbito da procura, numa lição permanente de sentido ainda não gravada na consciência.

E, pouco a pouco, letras e palavras desvendam as camadas internas dos sentimentos e iluminam o painel de frases venturosas, ricas de qualidades até então desconhecidas. Vórtices dessa intuição dão notícias do que virá. Eles, os vultos da imensidade, sobrevivem a qualquer aventura de pensamentos ou tradições. Oferecem o suficiente a contornar esse impulso de desaparecimento de entes e objetos, e redesenham a condição humana em moldes jamais vistos, fazendo disto o motivo das existências durante o que houve lá antes e haverá lá na distância mais íntima. Aos primeiros raios de sol de cada manhã, despontam para sempre o princípio da eterna felicidade..

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Mundo das palavras


Há disso um poder soberano de preencher as visões e adormecer sobre os arredores das quantas experiências. Os humanos, mais que outros seres, conhecem disso, dessas possibilidades indizíveis de anotar no Tempo o fluir das gerações. Vive-se qual o que isto, pequeninos gestos de sons trazidos cá fora e depois refeitos doutras imagens, ilustração constante dos gestos e das histórias. Dúzias imensas de tais possibilidades inscrevem nos céus das consciências quais valores, refeitos das participações pessoais, das lembranças e de outros motivos trazidos cá fora, distantes só adiante daqueles que os deixam às portas doutras compreensões.

São elas, palavras sem conta, fatores multiformes do quanto existe desde sempre nos braços da História. Imagens excepcionais daqueles viventes que aqui transitaram. Caravanas incontáveis de peregrinos das estrelas, passam, observam até não poder e somem nas curvas de estrada infinita, impondo as condições de haver estado e ponderado o que viveram no crivo das palavras, talvez as mesmas, nunca, porém, iguais, porquanto trazem dois lados e pedem determinação de quem as usar. Nem de longe, por certo, haverá de tudo significação absoluta desses acontecimentos gravado na crosta desses enigmas.

Dado isto, inúmeros calendários vagam nesse vazio a sumir de vista, contudo cientes das certezas que guardam consigo no íntimo coração. Em razão, logo adiante vêm seus protagonistas, espécie de causa primeira dos universos em torno. Um a um, criaturas individuais, intangíveis, misteriosas e superpostas nas dobras do Infinito. Em vista do inesperado de ocorrências, a cada momento novas contrições, oportunidades e determinações de onde, aonde, quiçá, vales de sombras, réstias de luzes numa civilização ainda incógnita de si. Prudentes, vezes outras, uns buscam desvendar esse vão das sortes e construir mundos suficientes à Paz, nítido retrato dos dias agora espalhados aos ventos da Esperança.

domingo, 3 de maio de 2026

As ruas da Eternidade


Tais e tão semelhantes às daqui, no entanto com mais árvores e flores, pássaros e borboletas, num afã de causar espécie. Sobem e descem multidão de seres os mais semelhantes ao que significar viver para sempre diante do Infinito. Pequenos instrumentos musicais ali deixados pelos cantos, ao sabor de todo momento, identificam o quanto ao sabor da inspiração o mundo em volta vive coberto de imagens e cores diversas.

Nisto, algo insiste narrar os momentos em forma de fixação definitiva na alma dos quantos perduram aos olhos das luzes que acedem nos primeiros raios dos sonhos. Uma paz circula nos olhos daqueles mesmo autores de si próprios, trazidos de tudo quanto é canto, no sentido de somar o tanto que há de bom em todas as horas e calendários. Vez em quando se superpõem aos riscos do horizonte e trazem de volta sentimentos guardados de lembranças boas que jamais irão sumir.  O Noutras palavras, o coro do contentes num domínio absoluto da Perfeição.

As pessoas observam aos poucos o espaço donde, desde antes, haviam imaginado continuar pelos infinitos a fora. Traços, por isso, doutras vezes o vazio das mentes permite que sonhemos ao sol das consciências e ofereçamos espaço por demais suficiente nascido no poder da imaginação. Quais que sejam projeções da certeza plena do quanto existe, assim as paisagens, os habitantes desses lugares. Trazidos das nuvens do ouvi dizer, sustentam o barco da presença e oferecem os meios de impressões constantes.

Suaves sentimentos destarte desvendam a calma dessas tardes mornas, enquanto nisso as imagens das gentes revivem essas pequenas vilas dos interiores, aonde o mistério fez morada numa forma inigualável, iluminando de verdades o coração da gente.