sábado, 31 de janeiro de 2026

O princípio dos opostos


Nem de longe haver-se-ia de avistar qual seja um sem o outro, dois complementos inevitáveis, tanto do Mal quanto do Bem, vez trazerem ambos em si a própria sombra. Nesta, a base do quanto existe, porquanto existir a isto significa. Contudo, tais divisores desse duplo conhecer, dois universos, bem ali o Ser persiste. Essa paz que vem de dentro, na linguagem das criaturas, seres outros que buscam definir a compreensão e reconhecer o trilho donde anote viver sem consequências e interpretar essa linguagem. Até nem carecer julgar, demanda o mistério das vidas. A isto, tantas histórias individuais e o transitar do Tempo através das criaturas. Daí vagar entre passado e futuro a braços com o sentido único do quanto perdura, nas eras a fio.

Frutos disso, nascem as interpretações, filosofias, crenças, à cata incessante de respostas ao drama da Criação de que somos parceiros privilegiados do nexo do Absoluto. Perante uma simplicidade universal, veem consciências em movimento na face do Sol. Luzes, atitudes, pensamentos, e instrumentos vorazes das horas, na forma de pessoas e gestos.

Talvez outras versões descrevam o código das muitas existências, porém apenas dentro delas impera esse poder dalgum dia revelar o destino das almas durante os séculos aqui realizadas. Com isto, advêm os quantos significados e denominações, justas falas e nomes que justificam tanta procura, no decorrer dessa epopeia inexplicável a céu aberto e termos próprios do que possam contar.

Conquanto parceiros originais do Cosmos, preenchem crivos imensos de aventuras e transes pelos corredores sem fim, deuses em ação mesmo palco das verdades eternas. Sei que duvidam disso, vez em quando, porém aceitam de bom grado que assim aconteça. Heróis do firmamento, tão-só dispendem o sentido desse furor que lhes domina, e abrem os olhos a quantas providências que imperam no íntimo das certezas em revelação.

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