quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A sobrevivência do Ser

 

Transpostas que foram ideias, palavras e atitudes, dali seguirá incólume o confronto das eras e das ausências. Há que supor existir tudo o mais, no entanto arcabouços monumentais, servidão e êxito. Mesmo assim, seguirão incólumes vidas a dentro, uno, a meio de multidões em desvario. Planos. Metas. Civilização. Ele, padrão universal das vozes, único, sacrossanto de mistérios. Desse império de subjetividade, comanda o quanto haverá desde sempre.

Isso, no reino da subjetividade, tudo pode acontecer a todo instante. Seres dispersos, contudo singulares de si em muitos. Nele, ao sabor das vertentes e dos enigmas, transitam os pensamentos e sentimentos, de uma exclusividade a bem dizer perfeita. Se réstias do passado, porém haustos do que virá logo depois ao sabor da sorte. Tais revestidos de cápsulas intransferíveis, definitivas, percorrem que tal o oceano dos desafios em volta do mistério.

Daí, nesse patamar inalienável deles todos em um só, transitam os demônios e anjos, a vagar altivos. Com eles, terras e céus se perdem de vista. São expressões constantes das horas em suspensão. Quanto padeçam, disso usufruem o campo de ideias e canções, de telas e filmes, jornadas e silêncio. Elaboram a valer as tramas daqui do Chão. Superpõem vanguardas a desaparecidos, criação e dúvidas.

Assim, lá num tempo, vieram as ilustrações das páginas com as quais buscavam dizer aonde imaginam chegar certa feita. Falam dos deuses, das idades, dos sonhos, fusão fundamental em voga nos livros mais antigos. Convergem de sobreviver a duras penas através de objetos e pessoas, espécie do empenho de quanto desejam sustentar das abstrações inevitáveis donde vivem.

Agora, nos olhos acesos de tantos segue o vazio a bordo das suposições, naquilo arrematado das impressões largadas aos sóis. Asseguram com veemência conter no íntimo, pelos meandros de si, a Verdade, retrato fiel dos seus julgamentos e desejos. 

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