segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Fronteiras do inexplicável


A harmonia, eis o crivo perfeito da Natureza... Desde os inícios tem sido assim; quer-se encontrar provas da existência de um Ser Superior que esteja no além, entretanto defrontam o inextinguível nas raízes abstratas donde isso possa ter vindo certa feita. Exatidão suprema, luz a mais intensa, os olhos brilhantes do firmamento, o silêncio vago das noites, manuscritos sucessivos que, logo ali, sobrevoam de volta o senso das alturas e trazem consigo as mesmas indagações. São tratados incontáveis, crenças, condições... De tão evidentes, nem se mostram só pela mera força do querer, dos caprichos, da sorte. As religiões anímicas detêm diversas as formas dessa fonte inesgotável nos seus tantos deuses espalhados nas muitas engrenagens que movimentam o Universo inteiro. Orixás das várias nuances percorrem os ritos mágicos, a demonstrar contexturas transcendentais naquilo que buscam demonstrar nos rituais soturnos. Energia. Energias. Fontes vivas do quanto existe entre os céus e a Terra. Enquanto que, junto de nós, a valer definições profundas, imperam fenômenos inigualáveis de poder ao fragor dos que veem pela imaginação a olhos vistos. Dar-se conta dos seres que movem o mundo em fagulhas próprias, das maiores às diminutas, ciência universal que preenche conceitos e dogmas de um a um, nas doutrinas, nos parlamentos, motivo suficiente de sustentar as bordas nas existências ocasionais, durante o quanto sejam pertinentes. Nisso, contudo, entremeiam de claridade as limitações humanas, seus afazeres e códigos, ao sabor das individualidades. Nem por isso, face a tanto, estagnam as longas histórias. Palavras falam disso. Dos acordes de tardes siderais. No sorriso das crianças. Na simplicidade das coisas simples. Transes e lembranças infindáveis ser-se-iam marcas indeléveis nas cores, nos astros, nos sonhos. Disto, despertam os sentimentos que alimentavam as horas dos segredos guardados. Vozes sussurradas apenas segredam aos corações aquilo que sempre aguardaram silenciosas as certezas da Perfeição.

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