Bem assim de tudo que se conta ouvem sons enigmáticos dos quanto existem em torno de pessoas e lugares. Ainda que tanto, pensamentos e palavras conspiram nisso, à cata de responder dalgum jeito o espectro imenso ali diante das horas, tempos a fio. Conhecem da distância entre saber e compreender, vadiam na sombra dos astros e depois adormecem nos braços das ausências do quanto perpassam seus gestos e expectativas, no entanto. Eles, restos do que virá certa feita, somem no abismo do Infinito quais meros acordos de silêncio e dúvidas firmados eternidades incontáveis.
Há, no entanto, territórios inteiros dessa fronteira do
conhecido e do inconsciente nas criaturas humanas. Sobejas vezes vão de encontro
às lendas, na formação dos mitos que a isto determinam versões temporárias
espalhadas ao sabor das histórias pessoais. Conquanto parceiros do que perdura
na face de uma aparente realidade, só destarte ponderam desenvolver nítidas
interpretações; daí o caudal sem fim das filosofias e dos grupos. Que transcrevam
mistérios sem conta, porém dotados unicamente das avaliações parciais de
mentalidades e tradições.
De olhos abertos, pois, multidões inteiras vagaram no correr
do Tempo e nem sempre trazem de si uma real certeza desse itinerário já
definido entre viver a permanecer, no decorrer das gerações. Sei que carregam
consigo aquilo do que avistam lá a qualquer tempo, outrossim assustados do
poder apenas imaginário de desvendar segredos e destinos. Perseguem os sóis da
mais intensa luz, de consciências acesas aos gestos da verdade absoluta. São
diversos aqueles sonhos do quanto esquecidos nas vitórias e domínios. Um a um,
todos emitem relatórios talvez sinceros, todavia condicionados a ansiedades em
voga no jogo dos poderes, nas fases que viveram.
Deixemos, entretanto, definido a contento esse instinto original
de sobreviver, na sequência dos acontecimentos inevitáveis. Saber dos segredos
deste Universo de que somos peças e alimentamos de esperança, toda vez que
conosco de novo aqui nos reveremos.
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