quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O domínio da vontade


Misto de ilusões com liberdade, voeja nos céus da Consciência esse poder maior que tange o mundo, a vontade dos seres. Querer ir e permanecer. Pensar e imaginar. Nutrir e desaparecer. Todos, sem exceção, que sustentam em si o Destino no andar das contingências, no lastro das imensidões, um afã sobremodo constante, porém sustentado pela força invisível de existir. Desde os menores entes, quer-se acreditar em seguir tal e não qual direção, por mínimos que sejam. O mesmo que aqui escolher pensamentos e palavras, e trazer o silêncio horas a fio no pomo da exatidão de um querer sem conta.

Austeros comandantes dessa instrução de viver e fazer sentido, escorrem nos traços do Infinito aparentemente inúteis atitudes, motivo de transcrever as histórias vividas e contadas. Espécies de objetos da própria essência, por vezes padecem doutros sensos e vomitam visões exacerbadas pelos porões da sorte. Nisso, inscrevem nas entranhas a finalidade do que decerto gostaria de ver acontecer.

Isto percorre os mistérios das individualidades, que jamais esquecem o transe de permanecer junto dos outros, no entanto silenciam a luta íntima de instante a instante. Daí, ninguém saber a contento aquilo guardado nas razões que lhes transportam ao desconhecido. A bem dizer, um composto do que pretendem e os desejos escondidos nos escombros do passado, de onde escutam o trotar das noites e padecem, no decorrer das madrugadas, a saudade e os desejos.  

Ao correr de quantas luas, resta patente a indagação de quem lhes domina, se não a vontade, o instinto de continuar à luz dos firmamentos. Dotados, pois, da condição inevitável de tocar em frente as dúvidas, só assim constroem seus monumentos, máquinas e terapias, tudo com a matéria-prima do inesperado que rasgam os hemisférios no furor de justificar mecanismos deles, nascidos no deserto da fama.

Além de que, vêm os números e suas narrativas em determinar o fervor das aventuras aqui largadas nos desfiladeiros do que antes transcorrera através dos fios da ausência desfeitos na correnteza dos dias que hão de vir a qualquer momento.

(Ilustração: Centro de Artesanato Mestre Noza, de Juazeiro do Norte CE).

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