Misto de ilusões com liberdade, voeja nos céus da
Consciência esse poder maior que tange o mundo, a vontade dos seres. Querer ir
e permanecer. Pensar e imaginar. Nutrir e desaparecer. Todos, sem exceção, que sustentam
em si o Destino no andar das contingências, no lastro das imensidões, um afã
sobremodo constante, porém sustentado pela força invisível de existir. Desde os
menores entes, quer-se acreditar em seguir tal e não qual direção, por mínimos
que sejam. O mesmo que aqui escolher pensamentos e palavras, e trazer o
silêncio horas a fio no pomo da exatidão de um querer sem conta.
Austeros comandantes dessa instrução de viver e fazer
sentido, escorrem nos traços do Infinito aparentemente inúteis atitudes, motivo
de transcrever as histórias vividas e contadas. Espécies de objetos da própria
essência, por vezes padecem doutros sensos e vomitam visões exacerbadas pelos
porões da sorte. Nisso, inscrevem nas entranhas a finalidade do que decerto
gostaria de ver acontecer.
Isto percorre os mistérios das individualidades, que jamais
esquecem o transe de permanecer junto dos outros, no entanto silenciam a luta
íntima de instante a instante. Daí, ninguém saber a contento aquilo guardado nas
razões que lhes transportam ao desconhecido. A bem dizer, um composto do que
pretendem e os desejos escondidos nos escombros do passado, de onde escutam o
trotar das noites e padecem, no decorrer das madrugadas, a saudade e os desejos.
Ao correr de quantas luas, resta patente a indagação de quem
lhes domina, se não a vontade, o instinto de continuar à luz dos firmamentos. Dotados,
pois, da condição inevitável de tocar em frente as dúvidas, só assim constroem seus
monumentos, máquinas e terapias, tudo com a matéria-prima do inesperado que rasgam
os hemisférios no furor de justificar mecanismos deles, nascidos no deserto da
fama.
Além de que, vêm os números e suas narrativas em determinar
o fervor das aventuras aqui largadas nos desfiladeiros do que antes
transcorrera através dos fios da ausência desfeitos na correnteza dos dias que
hão de vir a qualquer momento.
(Ilustração: Centro de Artesanato Mestre Noza, de Juazeiro do Norte CE).
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