sábado, 3 de janeiro de 2026

Sem título


Tempos de tudo dão conta de haver sido, eles mesmos, os autores, desde os dramas originais. Depois, fustigaram suposições, crenças, filosofias; e, então, vêm as respostas suficientes de encontrar pelos caminhos a luz que tanto imaginaram. Isto entre meandros de cores e formas, a preencher suas entranhas da alma.

Quer-se crer, desvendar segredos inatingíveis. Avançar pelas alamedas inevitáveis e desenvolver máquinas talvez enigmáticas. Somente agora, ao viajar na própria intimidade, reconhecem o quanto dali sempre alimentaram o sonho da perfeição. Haver-se-ia, no entanto, de mover as teclas da imensidade de qualquer maneira. Em si, o crivo das transformações era o que alimentava o quanto existe de procurar no escuro. Criador e criação. Prudentes quais foram, fustigaram o Infinito de dentro da humana ciência e aqui estamos.

Busca por demais, chegaria o tempo onde todo o Universo se resumiria nessa disposição individual. Percorrer infinitos, a bem dizer fustigar momentos outros de sistemas por demais sofisticados. Montar estações orbitais. Submergir nos códigos secretos. Cantar as melodias cósmicas inesquecíveis. Eis quando, diante do eterno, faceiam o mistério e nele fazem mudanças radicais. Cartas embaralhadas. Palpites. Desejos. Ilusões. Espasmos de reconhecimento. Tudo que significara rascunhos vinha a seguir.  

Hoje, o texto fala independente. Contém as inscrições deixadas nos primórdios. Revertem o itinerário da dúvida e vislumbram estrelas jamais vistas. Traços assim de conceitos remotos são trazidos ao lombo de camelos, no deserto dessa vastidão que tocam os sentimentos. Nisto, o eco das ausências decifra profecias e gestos até tocar as redes cerebrais.

Só resta, destarte, a criatura e o poder naquele território imenso da intuição onde restaram lembranças vagas, relíquias esquecidas nos transes, várzeas e séculos. Um a um, portanto, sujeitos se desprendem dos sóis e elaboram seu destino, a isto que vieram.

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