Tempos de tudo dão conta de haver sido, eles mesmos, os autores, desde os dramas originais. Depois, fustigaram suposições, crenças, filosofias; e, então, vêm as respostas suficientes de encontrar pelos caminhos a luz que tanto imaginaram. Isto entre meandros de cores e formas, a preencher suas entranhas da alma.
Quer-se crer, desvendar segredos inatingíveis. Avançar pelas
alamedas inevitáveis e desenvolver máquinas talvez enigmáticas. Somente agora,
ao viajar na própria intimidade, reconhecem o quanto dali sempre alimentaram o
sonho da perfeição. Haver-se-ia, no entanto, de mover as teclas da imensidade
de qualquer maneira. Em si, o crivo das transformações era o que alimentava o
quanto existe de procurar no escuro. Criador e criação. Prudentes quais foram, fustigaram
o Infinito de dentro da humana ciência e aqui estamos.
Busca por demais, chegaria o tempo onde todo o Universo se
resumiria nessa disposição individual. Percorrer infinitos, a bem dizer fustigar
momentos outros de sistemas por demais sofisticados. Montar estações orbitais.
Submergir nos códigos secretos. Cantar as melodias cósmicas inesquecíveis. Eis
quando, diante do eterno, faceiam o mistério e nele fazem mudanças radicais. Cartas
embaralhadas. Palpites. Desejos. Ilusões. Espasmos de reconhecimento. Tudo que significara
rascunhos vinha a seguir.
Hoje, o texto fala independente. Contém as inscrições
deixadas nos primórdios. Revertem o itinerário da dúvida e vislumbram estrelas
jamais vistas. Traços assim de conceitos remotos são trazidos ao lombo de
camelos, no deserto dessa vastidão que tocam os sentimentos. Nisto, o eco das
ausências decifra profecias e gestos até tocar as redes cerebrais.
Só resta, destarte, a criatura e o poder naquele território
imenso da intuição onde restaram lembranças vagas, relíquias esquecidas nos transes,
várzeas e séculos. Um a um, portanto, sujeitos se desprendem dos sóis e elaboram
seu destino, a isto que vieram.
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