sábado, 24 de janeiro de 2026

O silêncio das alturas


Até que esforços têm sido feitos. Buscas vorazes de compreensão das sombras ao redor determinam instrumentos de avaliação no poder que impõe valores e vontade, porém restritos ao nível dagora. Quais cativos de tantas jornadas, seguem o trilho da História ao sabor dos ventos em volta. De certeza afeitos a respeitar seus limites e designações, vindos dalgum bastião secreto de tudo, nisto as palavras lhes trazem sempre conceitos novos e engenhos que produzem equipamentos às ânsias de tornar o mundo setor real de transformação. Sob tais condições, há que render homenagem aos esforços humanos durante os acontecimentos, nas longas noites de martírio dessas longas experiências.

Quer-se contar diferente. Trazer outra vez o instinto de perfeição bem característico da raça. Concatenar situações nunca vistas e modificar os destinos que aí estejam. Distantes ficaram a Torre de Babel, o Dilúvio, o Mar Vermelho e as invasões territoriais guardadas nas folhas mais antigas da Civilização. Então, dali passaram a rever os detalhes passíveis de outras interpretações, no entanto ao critério das lendas íntimas das mesmas criaturas. Reunir coerências e segurar o firmamento às ordens desse igual mistério sobranceiro.

Em resposta, agora persistem versões contemporâneas de serem os indivíduos as peças-chave de tais renovações que lhes aguardam logo ali à frente, transcritas derradeiras jornadas pela imensidão sem fim. Sopesar o tanto suficiente de trazer de novo a esperança nos melhores dias. São inúmeras legendas que falam, narram, descrevem, asseguram. Enquanto isto, no ritmo das horas, veem tão só resistências ao furor de um futuro por demais inevitável, de profundas mudanças internas, das próprias expectativas. Mormente quantas interrogações, habitam as consciências largos sinais de realização e doutras alegrias postas em movimento diante do Infinito. Assim, numa espécie de mera recordação, sobrevivem a todo custo sonhos felizes que alimentam os ideais distantes, todavia presentes no silêncio deste Tempo.   

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