Qual quem chega aos lugares até então desconhecidos, figuras percorrem o limbo das memórias a preenchê-las de ondas sucessivas numa superfície em movimento. Toca os segredos ali escondidos desde sempre. Insiste rever o que nunca antes avistara. Superpõe imagens trazidas consigo, e agora refeitas de palavras. Isso tal os que contemplam fielmente o lastro dos infinitos, suste na própria consciência transes inteiros do que vira ao léu das aventuras, músicas integradas aos castelos da imaginação que o sustêm. Retalhos de tempo. Luzes a sumir no mais íntimo do Ser. Sombras persistentes daquilo que ora lhe pertence, conquanto frutos maduros do passado inevitável. Num vasto horizonte, distingue com facilidade o quanto viveu, e nisto sobrevive indefinidamente.
Entre os vastos continentes, mostra a si mesmo aqueles fragmentos
deixados pelas encostas do quanto traz na alma, sabores por vezes ignorados. Sabe,
sim, de ficar no meio dos dois territórios. Padece face a tanto. Amargura dores
lá tão antigas. Todavia reconhece haver sido e depois desfeito nas agruras
seculares. Naqueles instantes ainda hoje restritos a valores da matéria bruta restou,
pois, o penhor da realidade que transporta vidas a fio. Fugir, no entanto a nenhum
lugar.
Nas frestas dessa floresta individual, dali avista tudo enquanto,
espalhado nos dias que se foram. Espécie de longo itinerário da experiencia
tardia, nesses céus desaparecidos, outrossim resiste nas folhas das lembranças,
trata de interpretar aonde seguir. Pelos sonhos, capta visões definitivas
doutras histórias. Aguarda, alimenta, convive. A duras penas, olha lá dentro esse
abismo e tenta separar o joio do trigo, na medida que escuta as películas que
regressam de longe, nítidos sinais dos comportamentos que agora reclamam espaço
no presente.
Do lado de fora, que só existe na ilusão, percebe
possibilidades sem igual de transcender, construir, continuar. Numa clara
nitidez de nem contar das virtudes que houvesse, equilibra nos ombros as farpas
de novos destinos. Bem isto, personagem insólito em mundos siderais...
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