Lado a lado consigo próprio, duas as vertentes de um mesmo universo em tudo percorrem o espaço entre memórias e o Tempo, no furor do movimento. São incontáveis todos eles, os indivíduos na face dos instantes que existem à luz dos sóis. E totalizam no pensamento as circunstâncias deixadas pelo caminho. Seres ainda que desconhecidos de si, preenchem painéis imensos de histórias onde revertem seus sonhos. Nessa dita presença até então ignorada em termos definitivos de compreensão, viajam vidas e vidas.
Tais visagens palmilhando as aparências de certezas, superpõem de falas, gestos e interrogações o segmento das horas, feitas criaturas ausentes de onde vêm, criadas por quem. Autores constantes de planos e realizações, porém destituídas desta visão consistente das suas origens e desde quando.
Há que se indagar, ao sabor dos sentimentos, a diferença disto e da presença de um nada absoluto que, no entanto, lhes acompanha passos adiante, nessas estradas da sorte. Bem que impere nítido o desejo da consciência, porém aos pedaços de respostas ora em andamento. Fazem assim, aceitam os créditos do quanto trouxeram e oferecem nos mercados e feiras os frutos e os empreendimentos que produzem.
A meio de tantas gerações, leituras vagas, contudo, descrevem o que haveria de ser das notas fenomenais. Refazem percursos sucessivos de civilizações conhecidas ou desaparecidas. Estabelecem bases científicas de sobejas proporções espalhadas nos séculos que se vão. Outrossim, submersos ao êxito pessoal, vezes sem conta repetem aos milhões lá de longe, o cabal desses resultados inconclusos, logo ali reavaliados, todavia.
De que deixam claro pelas muitas interpretações e profecias, dá de aceitar o senso de origem extraordinária e plena, e passo a passo insistem no sonho de conhecer, além, a Criação e vislumbrar o seu Autor. Nisto perdura o andar de tudo em volta, senhores que sejam de imaginações inigualáveis. Outrossim, sobrevivem, nas duras penas, aos trechos imediatos nessas condições só parciais.
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