quarta-feira, 3 de junho de 2026

Sons do coração


Algo assim semelhante a ecos secos vindo lá de longe, das encostas dos destinos. Longos itinerários das distâncias a bem dizer infinitas. Minúsculos passos de aves em movimento nesse véu da imaginação. Foram, nisso, estradas mil, percorridas e preenchidas de histórias as mais acesas ainda agora, no crivo de palavras soltas. Sem serem meros artesões de outras sortes, desde antes fixadas no íntimos quais peças indispensáveis desse carreirão feitos, no início, de madrugadas infindas, ausência contida daquilo. Músicas de gerações sucessivas grudadas nas veias. Luzes. Painéis imensos talvez doutras civilizações. Frutos, pois, disso, das pedras e dos caminhos, seguem todos, olhos fixos através de vontade e leveza. Dispostos ao fervor das tantas luas, vultos incontidos seguem adiante, face a face com o inesperado.

De tudo, os instantes, formas feitas, às vezes, de objetos e sentimentos. Noutras, de lembranças várias trazidas no peito. Destarte, pessoas, calendários, instrumentos musicais. Em todos, o crivo de profundidade em forma de letras, frases, movimento. Devessem conter sempre a força das primeiras aventuras e só então trariam de volta jornadas inteiras. Eles, semelhantes nunca tempo constante, abissal. Olham-se e calam de quanta imaginação a lhes percorrer as entranhas. Vidas e vidas. Suspensos no ar dos mistérios, alimentam de sensações esses ninhos donde nascem os pássaros. Bem adiante, transcritas páginas e páginas das mesmas citações, narrativas inigualáveis de verdades eterna, de um a outro momento descrevem nos céus o traço inesquecível de tudo de bom e voraz.

Regressam, contudo, nas antigas lendas fruto nisto advinda no sono dos justos. Sintomas, raízes inevitáveis de transcendência contida até esses dias, invadem os pensamentos e desvendam segredos a bem dizer definitivos. Que restam dos seres e dos espaços dali estabelecidos, portas imensas de verdades que se sejam, decerto.

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