segunda-feira, 1 de junho de 2026

A ficção científica


Isto ali pelos idos das décadas de 70/80 do século passado. Percorriam os cinemas filmes quais 2001, uma odisseia no espaço, Larja mecânica, 1984, Contatos imediatos do terceiro grau, Brazil, o filme, etc. Enquanto na literatura, os contos de Ray Bradbury dominavam as cenas. Dentre eles, o de maior sucesso seria As crônicas marcianas, secundado por valiosos outros autores. No mundo, ainda a Guerra do Vietnã, as primeiras movimentações libertárias na Europa Oriental e a Primavera de Paris, ao tempo dos festivais de rock, dos hippies e do surgimento de novos estilos musicais que arrebatavam com intensidade, sobretudo no Ocidente. Com aquilo tudo, houve sensação de transformações intensas no seio da Humanidade.

Depois, então, que é hoje, os tempos seguem soltos. Histórias mil sendo contadas a qualquer custo. As contradições, os lances de mercado, as hordas bárbaras em andamento. Aqueles primeiros sinais doutras transformações continuam. Algo assim de se chegar a época de vislumbres a outro nível, outro senso.

Dali vieram as evoluções da ciência e seus novos instrumentos de comunicação, de pesquisa. Aquelas principais cogitações daquelas películas, daqueles livros, delas restam, talvez, possíveis acertos, tanto do ponto de vista filosófico quanto psicológico. Espécies de profecias em reavaliação, permanece um meio termo lá entre pessimismos e otimismos. Algo, no entanto, quer-se admitir, nada está como antes foi. Uma superpopulação circunda o globo, as movimentações econômicas multiplicaram seus meios de ganhos, as cidades nem de longe parecem com as décadas mais recentes.

As lições significam resultados intermediários de atraso e progresso, inclusive quanto à diplomacia, ao trato dos seres humanos; as discriminações, a violência se acentuaram a níveis extremos. Tais resultados desde nunca parecem trazem de volta patamares de expectativas extremas de toda e qualquer ficção. Porquanto caminhos inarredáveis do que devesse ter ocorrido, há uma dominação jamais imaginada dos países, diante de povos inteiros à margem das reais oportunidades. Persiste ouvidos acesos ao que de melhor possam trazer os dias perante a importância de plenas realizações, já agora face à importância sem igual de existir à luz de uma nova consciência.

(Ilustração: Contatos imediatos do terceiro grau, de Steven Spielberg).

Nenhum comentário:

Postar um comentário