domingo, 4 de maio de 2014

Extrema inabilidade

De parar e olhar em volta, neste mundo, um quadro mostra identidade reveladora, a imensa maioria dos terráqueos que demonstra profunda falta de habilidade no trato com as coisas da natureza. 

Fôssemos analisar os detalhes do progresso, existem áreas da atividade humana que atingiram raias de perfeição. Como exemplo, as tecnologias da medicina moderna e dos meios de comunicação, além de outras faixas da ciência, aplicadas ao voo e à captação de sinais atmosféricos.


No entanto, quanto à utilização harmoniosa dos recursos naturais, o trato com as matérias primas e os convívios das raças, estes itens demonstram amadorismo pecaminoso, a ponto de se imaginar riscos enormes de desorganização do sistema global. Os passos da história oferecem escuridões inaceitáveis, quais a Idade Média, as Grandes Guerras, a Guerra Fria e, agora, o esgotamento dos combustíveis fósseis e poluição desenfreada das águas e da atmosfera.

Houvessem que passar por testes de sobrevivência, dos seres humanos sobrariam poucos. Destruidor voraz das florestas nativas, os chamados macacos inteligentes vestem suas túnicas de imaturidade qual quem derriba árvores seculares para comer uma safra só. Para enriquecer e usufruir as tocas douradas dos continentes ricos, verdadeiros museus da inutilidade, as raças ricas puseram povos inteiros na linha de tiro, sacrificando multidões e gerações aos caprichos de sua ganância. Resultado desse egoísmo de grupo é a casa inteira do planeta Terra ameaçada de sumir com todos nós debaixo, vítimas de uns poucos e débeis líderes, que pensam em si, herdeiros da imbecilidade que fragiliza a existência dos outros e de todos, na comunidade humana deste chão.

Dessas aulas de inabilidade no trato com as coisas naturais uma conclusão nítida permanece grudada no céu-da-boca do ar, em letras garrafais: os técnicos da racionalidade ficaram longe de resolver os problemas entregues em suas mãos de ilusão. Crianças da improbidade, levam consigo o barco aos rochedos da amargura. Usam interesses próprios nos orçamentos públicos e gastam pensando sempre em manter os destinos, sem indicar soluções da crise instalada no poder.

Deste modo, autocrítica que rasga os olhos de quem quiser ver, vive-se hoje fase histórica das mais melancólicas de que se têm notícias. E, o que de causar espanto, num período fruto dos milênios de aprimoramento e experiências acumuladas no zelo da cultura e da civilização. Todo o cabedal reunido vira equívoco, e sucessos deram nisso, de reconhecer que andamos no sentido contrário da realidade real.

Porém nada diz que se desista, esperança pródiga dos dias melhores, vez que existência justa implica em persistir rumo à convivência dos seres, unidos que somos uns aos outros, na sábia Criação. 

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