Assim dentro da vida, tais heróis das próprias aventuras, deslizam feitos segmentos dispares, porém semelhantes em quase tudo, um de cada lado. Vezes astutos, noutras piedosos, pacientes. Pelotões sucessivos de microrganismos desse muito espalhado aos quatro cantos, alimentam as ilusões. Senhores de desejos sórdidos. Múltiplos, a contemplar os sóis, todavia macerados, contundentes, a viajar nas sombras, e persistentes buscadores de vitórias vorazes no tabuleiro dos céus.
Trazidos que tanto a lugares mais próximos do Infinito, eis que descobrem serem o início e o final do quanto existe e haverá sempre ser. Dois esteios do mesmo pavimento. Olhos fixos nos mistérios, porém de portas abertas ao conhecimento da plenitude que ainda ignoram. E nisso tocam em frente o romance das distâncias, autores e protagonistas que tiverem sido. Fieis ao que lhes restam nalgum dia, vasculham as latas de lixo da História e de lá descobrem, certa feita, o princípio original que os trouxe até agora.
Sei que conversam entre eles, sobremodo nas noites mais
escuras. Destrincham farpas sem conta dos laços que imperam querer. Trocam
detalhes das antigas tradições e confundem possibilidades. Esperam, contudo, respostas
aos apelos feitos nas cercanias da Luz. Sustentam, destarte, mil condições de
encontrar essa resposta insistente que já carregam no íntimo de si. Superpõem
verdades sobre verdades, longe, no entanto, de pô-las no colo das presenças.
Sabem, sim, de ouvir dizer dos profetas, que trazem consigo
a resposta do teorema das maravilhas com que possui parentesco inevitável. De
novo prescrutam territórios inteiros de filosofias, estratagemas, crenças, e
aceitam visionários quais fator essencial do que poderá acontecer nalgum dia. Eles,
pois, a existência em forma de negociação à frente do espelho, nexo das probabilidades
desde que admitam o início original dos séculos, dos milênios, nas entranhas da
essência em movimento.
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