E se amas a vida não temerás o futuro, pois a vida é o próprio mistério. Khalil Gibran
Nos entremeios da dúvida, eis onde percorrem, visões sucessivas, as constantes caravanas em um mar de perdidas ilusões. No entanto, face aos limites dos sentimentos, daí perpetuam querer, lá num dia, revelar a si o quanto de segredos habitam este Universo. Perguntar, mirar na profundeza das dores seus aspectos definitivos de orientação. Despertar, portanto, do marasmo das repetições e encontrar a raiz de tudo, enfim. Na calma, na paciência, leveza sem par aos olhos da imensidão,
Desde sempre, indagar dos anseios inevitáveis, e presenciar na consciência esse mistério do Tempo a distinguir da Paz sua essência. Nisto, as religiões, filosofias, discernimentos guardados pelas profundezas dos astros. Clarear o coração e sustentar, no trilho da compreensão, o reconhecimento de estar aqui, a que se veio. Um e todos, insistentes anseios de transitar a meio do quanto existe, e tocar as bordas de certezas e soluções. Ver além da visão.
Nas horas mórbidas, quando defrontar o teto das confissões, dali surgem as normas do inesperado, misto de padecimentos e ausências. Entretanto, no correr das histórias, advém o arrependimento de antigas práticas, carcomidos prazeres, desvarios... Tais instantes cobram valores e fragilidades. Preço incontável doutras aventuras vem à tona, sem mostrar os corredores de fuga, conquanto daqui de dentro há que permanecer as criaturas, então.
As palavras contam essa vastidão de existências impávidas, afoitas perante o Infinito, mergulhadas que foram numa aparência de liberdade. Neste andar das circunstâncias, é-se um só a convergir ao eterno das eras sem fim. Com isto, as interrogações frontais da gente consigo próprio. Rio imenso a ser transposto, tais visões abstratas, preenchem o vale das sombras e aguarda, lá adiante, que seja o significado, a salvação.
Num transe de respostas inigualáveis, a que veio, pois, de persistir nas lendas vivas senão transitar à busca da realização do Ser que o somos?!
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