
Na verdade, os sintomas correspondem, na banda crítica, ao que se previra nos planos econômicos trabalhados no sentido que realizam. Entretanto aqueles esperados frutos continuam distantes, esperanças dos sonhados melhores dias. E nesses tempos cinzentos o que aparecem são os milhões a reclamar de uma lideranças compatíveis aos anseios de real desenvolvimento.
Eis, por isso, o quadro onde se denota percentuais elevados de pessoas a viver abaixo da linha de pobreza, sem dispor do mínimo em termos de moradia, saúde, educação, segurança, profissionalização, dignidade. A própria sociedade precisa rever os métodos de ação, buscar coragem moral e vontade política que desmanchem os equívocos do passado e do presente, na escolha de novos dias, o que também passa pela união das classes através da consciência de que todos somos irmãos vivendo na mesma casa.
Abalados, desapareceram muitos daqueles impérios; mas persistem os princípios universais ainda não concretizados na prática. Guardemos no íntimo a resposta às dores sociais, no senso do viver justo, na busca da mentalidade honesta.
Crescemos em número; agora cresçamos em qualidade, perfeição que passa longe do simplório conforto material das posses, da influência e do prestígio; do poder das armas, das conquistas coloniais menores. Justiça social, eis o outro nome da propalada Solidariedade.
(Foto: Jackson Bola Bantim).
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