sábado, 21 de fevereiro de 2026

Trilhas desde sempre percorridas


Entre letras e números, são eles, os mesmos heróis de antigamente. Dotados das razões, descortinam incontáveis as paisagens, no transcorrer inextinguível. Fragmentos desse tempo, remoem as estruturas, 
 condição no entanto enigmática, perdida pela imensidão das horas. Daí, sede insaciável de mistérios lhes irrompe o fervor das sortes e os compõem nos quadros espalhados nesse chão em movimento.

Conquanto por vezes silenciosos, só recontam, sem fim, o sabor devastador dos firmamentos, resquícios daquilo que antes parecia ter sido. Assim, os verbos tornam-se, destarte, exíguos, na ânsia de continuar. Descrevem a si próprios de mil nuances, nas vezes largadas pelos corredores da História, logo depois feitas de pó, minúsculas partículas de um infinito inesperado que aguarda a cor de quantos estiveram nos sonhos.

Dos roteiros inéditos, das lendas deixadas no eito perene de tudo, sinais de pedra dos que chegaram e, lá um dia, viram pequeninos seres doutras aventuras rumo ao desconhecido. Vez por outra se reencontram no correr das gerações; abraçam ideais inesquecíveis rápido inscritos nas estrelas, singulares certezas guardadas até quando, ninguém ainda sabe, artífices de toda jornada, aves de todos os voos, panoramas incontáveis de seculares criações.

Isso que hoje se pode ser há de haver, nesse correr ilimitado das escolhas e dos amores nascidos do quanto existe. Pendores submissos, contudo, a desejos inefáveis, percorrem inumeráveis as saudades feitas de viagens e lassidão, resquícios dos seres aqui trazidos pelas naus as mais insondáveis. Astutos habitantes, pois, dos lugares mais recônditos da alma, dali espalham suas bênçãos de verdades a céus e sóis. Nisto, pouco a pouco ilustram de falas os objetos e as sequências imponderáveis, retratos perfeitos de visões que ora contêm os segredos no que foram elaborados. Passos silenciosos, e deles constroem as muitas moradas aonde viverão certa feita. 

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