Isto um passar cadenciado, séculos sem fim diante das longas estradas cobertas de palavras e tradições. Nisto, as pessoas, esteiras imensas de transformações em andamento, diante do vazio ora em movimento. Abertos os olhos, fitam essas paisagens de silêncio e multidões que trazem consigo. Superpõem a si mesmos qualquer possibilidade do que virá logo em seguida. Esses, as testemunhas incontáveis de circunstâncias do que significam. Sei que existem suposições, falas continuadas de histórias inigualáveis; dúvidas feitas de riscos na face do Tempo. No entanto, meras buscas do quanto percorrer na face dos destinos. Personagens individuais, criaturas nascidas de dentro das consciências e expectativas febris do que haveriam de ser horas dessas.
Razão disso, narrativas constantes do mistério que lhes
compõe sustentam o drama de aqui viver, entretanto. São distintas as vertentes
que as descrevem. Acalmam os pensamentos, transpiram motivos que devoram o Infinito
num abrir e fechar de intervalos. Há de conhecer as consequências, todavia
cobertos dos entulhos das idades e das flores. Rios, mares, regiões ilimitadas
ali através das escrituras que transportam sem cessar. Fossem rever o passado,
habitariam esquecimentos sem conta.
Bem depois, pelos rastros informes largados nos rochedos das
eras, dormem contritos pelas crostas de tudo aquilo desde antes acondicionado
na alma de cada dessas pessoas. Porém apuram de si mínimos detalhes feitos
farpas deixadas ao relento. Conquanto reúnam, pois, milhões de estrelas na fresta
de um desaparecimento imediato, mesmo assim reconhecem que traduzem do inesperado
a certeza de novos séculos. Nisso, arrebanham os momentos eternos em pequenos
artesanatos de couro e madeira, distribuídos pelo correr dos sóis. Seguram as
rédeas dos animais e os tangem devagar no fluir das gerações.
Impávidos, segredam entre eles todos os códigos
conquistados, resquícios de vivências até então enigmáticas. Veem, sonham,
definem, enquanto só presenciam tantos, quais outros que fossem. E em blocos
coesos, arquitetam o futuro nas folhas secas da floresta onde habitam.
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