quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Bem doutras dimensões


Enquanto que os pensamentos conduzem, os sentimentos assistem a esse andar de acontecimentos qual quem resume a razão de existir. Nisto, viaja o Tempo por dentro, a transcrever o crivo dos destinos. Mares imensos desses entes assim estabelecem na memória estradas sem fim de transformar histórias em definições, na essência de tudo para sempre.

Tais artífices daquilo em que consolidam presenças em monumentos, daí denominam de civilizações. No entanto quem as fazem são seres individuais, a sumir inevitavelmente nalgum universo dos quantos persistem pela Eternidade. Isso pode, também, se encontrar nos sonhos. Resquícios vindos desses recantos da Natureza, já trazem consigo histórias intermináveis, sinais gravados de pensamentos e sentimentos que ora vagam ao léu da sorte. Foram muitas dessas interrogações que preencheram o espaço das lembranças e jamais os deixarão do teto de continuar.  

Nisto, indícios constantes de outras dimensões andam soltos no vão dos indivíduos, a conduzi-los ao modo das existências e dos lugares daqui do Chão. São tantas as sentenças, os pressentimentos, intuições doutras eventualidades, a encher de formas e cores quantos objetos sujeitos a encontrar qualquer vez. Em razão disto, os roteiros, as visões, os valores, caravanas inteiras de forasteiros a desembarcar, de uma hora a outra, nas consciências dos que aqui estejam.

Daí, gestas, narrativas incontáveis, cavernas misteriosas, sons adversos, inesperados, rastros informes desses todos que passaram nesse meio tempo, astutos autores das quantas histórias. Revivem, sustentam, anunciam, contatos por vezes indecifráveis de notícias inesperadas. Isto leva a imaginar, nalguma noite, as origens só agora trazidas de volta ao pomo da consciência. Quereres, ritmos, previsões, numa sequência exclusiva de traduções pessoais, no jeito próprio dos que viveram aqueles momentos e os esqueceram de volta.

Espécies de presenças até então desconhecidas nas mesmas pessoais, todavia sem nenhuma alternativa a não sustentar o feixe das compreensões e aceitar de bom grado o que lhes vem pelas vagas do silêncio.

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