segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Outros semblantes


Dalgum lugar há de virem frases inteiras a dizer das atividades lá de fora. São entes na justa de viver e depois contar a si mesmos o espetáculo onde habitaram, encenando as peças sucessivas deste chão das almas. Bem assim, tais visões do inesperado a percorrer o mesmo carrossel de tantas histórias, ferrenhos propulsores do Inconsciente face às dúvidas dos outros milhões em queda livre pelo Infinito. Nisso, chegam ao fojo das individualidades, insistem habitar as curvas do firmamento e adormecem logo ali, passados que seja de sustentar o mastro das antigas embarcações rumo dos mistérios.

Cotejam-se demasiados sonhos e terminam exangues nas malhas dessas possibilidades. Conviver consigo próprio perante a sorte dos dias que dissolvem o senso de tais criaturas humanas, nesses instantes, lhes surgem lastros sem final de mil e muitas contrições lá de onde nascem os dias. Farejam quais outros animais, no entanto perplexos de alternativas espraiadas noites adentro, morada dos espíritos.

Ocasiões outras semelhantes trazem de volta aquelas visagens adormecidas no vácuo do esquecimento e transtornam populações inteiras. Qual sentido leva a tanto, o instinto de posse, de poder e fama? Houvesse que suficiência dentro dos vultos e saber-se-ia o nexo arrevesado nesses espelhos jogados ao léu. Porém desconhecem o essencial e ainda porejam dominar as estruturas inúteis de quantos ali estejam, num avanço atroz de muitos perdidos séculos.

Pelas postagens que circulam as redes, raros afetos hão de produzir os desejos que imperam trastes a fio. Olhares de lince feroz prescrutam distâncias inatingíveis nesse mar de interrogações. Com isto, retornam velhas lembranças doutras vezes, doutros delírios. O som de harpas nas alturas parece contar tudo de antes em frases curtas, ferindo de sentimentos corações que tão-só alimentam viver e ser feliz.

Vozes adiante e se escuta, de novo, o enredo de uma sorte em movimento de paz e realização.

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