domingo, 8 de fevereiro de 2026

Viver agora


Lá adiante, montanhas acima, escarpadas. Antes, só vivências inevitáveis do que houvesse de ter sido. Nisto, o longo trilho rumo de si próprio. Paisagem por algum momento contrafeitas aos seus olhos, no entanto de uma certeza tão absoluta que estremece as bases insólitas da consciência, na procura sem fim de um nexo qualquer que lhe suporte o senso.

Lugares por demais esquisitos formam, pois, novas montanhas e desfazem outras histórias, esquecidas ou recentes, de um passado sem mais formas. Tais quais ossos desmanchados pelas agruras doutras pessoas, entes assim repetitivos, insistentes de querer predominar a custo no meio de tantos objetos aos poucos largados pelas estradas. Razão disso, a mesma lição de lembrar apenas o presente e vivê-lo do modo intenso das verdades eternas em volta. Transes suspensos nas velhas compreensões das músicas suaves do vento, ali por perto alimentam o gosto de existir. Pequenos resultados daquilo que fora neste sempre aos pés do Infinito. Conter o instinto e saber-se inevitável face aos mundos imaginários. Sujeitos e verbos dos solos dessas melodias daqui do que deveras escreveram os sobreviventes das guerras, alienados pelas dores deixadas ao léu da sorte às primeiras luzes doutras manhãs já agora feitas de restos e larvas. Espécie de humanidade que viaja no Tempo à busca de novos sonhos, logo ali os transforma em meras ilusões.

Nesse arcabouço, são inúmeras aventuras perenes das horas em ação. Quantos e tantos, heróis de antigamente impregnados de lendas e mistério, a ferir o lastro do silêncio. Houvesse, no entanto, algo demasiadamente definitivo até então, outras vazes preencheriam o vazio no qual se acham e desvendariam milhões sem conta desse contexto que lhes domina os sentimentos. Bem defronte, as nuvens de chuva sobre as encostas da serra. Doutro lado, extensas paragens de monumentos e letras, emparedados de encontro ao furor das circunstâncias determinadas dalgum universo. Essas imagens perfazem, destarte, singulares verdades fincadas no chão das escrituras, numa indagação de profunda intensidade, laços imprevisíveis do que pudesse vir de um a outro dos instantes em movimento pelos céus inigualáveis. 

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