terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Um sexto sentido


Isso que hoje acontece, de tempos outros quais sempre sejam os tempos. Mas de inteira transformação face ao que ficara lá atrás. Diante das máquinas aprimoradas pela inteligência, agora existe qual domínio das mentalidades coletivas, e pessoas aceitam, indiferentes, ser rendidas a outras caricaturas, dos filmes de ficção, das histórias imaginativas e surreais. Quase não pretendessem nem revelar a si próprios, os tais seres pensantes abrem mão continuada de tocar o barco dos sentidos e deixam destinos inteiros entregues às ordens de absolutos enigmáticos.

Há um desfile continuado dessas criaturas, montadas em equipamentos ilustrados, fantasmagóricos, brilhosos, espalhados pelas ruas das cidades, no movimento constante das ações mecânicas. Enquanto isso, sorrateiramente, vagam soltas nos ares de sons esquisitos e tufões alucinados, deixando margem suficiente a pensar naquelas ficções de eras seguintes, quando atravessar-se-ia largos desafios desde sempre avisados nas escrituras e nos sonhos.

Mesmo assim, conquanto aves quiçá já dominadas em gaiolas, porém dotadas de nexos ainda desconhecidos, a serem revelados no transcorrer das gerações porvindouras. Hordas de místicos percorreram livros demasiados, nisto viam a busca de transcorrer essas travessias insólitas por dentro da consciência e descobrir dali meios de responder aos ditames de tempos quais estes. São exercício sem conta, práticas por vezes insensatas, contudo perspicazes, de aprimorar o mistério e tocar as bordas de outra margem.

Por centro que virão novos dias, lei inevitável das circunstâncias. Aos mínimos detalhes, permitiram chegar até então e perfazer das lendas suas possibilidades reais. Isto numa era definidora de princípios e consequências ao dispor das criaturas atuais. Sustentar o trilho das visões e fazer do imaginário o tanto de percepção por demais consequente, essencial que seja. Um vigor sem par domina, pois, o senso dagora dessas esperanças, a demonstrar dos estudos e pesquisas, o ímpeto da sobrevivência da espécie, no sentido de nova revelação; dalgum lugar virá, quem sabe?!, tal seja visão recente de perenidade além dessa rotina voraz que parecia devorar tudo, de determinações a perenizar o aparecimento em novas formações.

(Ilustração: Centro de Artesanato Mestre Noza, Juazeiro do Norte CE).


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