quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Visões do Infinito


Desde sempre aceitar os destinos. Viver qual seja mero instinto de sobreviver. Indagações hão de se acumular no horizonte. Nisto, a percepção do quanto existe no auge das dúvidas. Quantas afirmações sucedem diante das portas do Paraíso. Às vezes sonhos; doutras pura imaginação. Porém força descomunal que arrasta os momentos pelos corredores do Tempo. Sem outra alternativa, se não ouvir o silêncio e sustentar o barco do mistério às próprias mãos. Olhar dentro de si e conhecer paredes incontáveis do labirinto da presença. Histórias de tantos filmes, enredo de quantos romances, trilho suave dos acontecimentos à cata do real motivo da compreensão. Crer puro e simples das religiões. Os códigos secretos das guerras. Lendas indomáveis das tribos. Blocos inatingíveis de longas noites ao furor dessas hipóteses que andam soltas no ar. Mínimos conceitos de toda filosofia, enquanto perpassam dimensões imaginárias. Lustres de cômodos antigos nas residências mal-assombradas. Ruas, becos, pousos fictícios de seres apáticos. Luas. Céus abertos. Cores doutros espaços perdidos nas horas. Daí, as lembranças insistentes dos dramas de consciência a invadir o prisma das razões. Esse universo de dentro das criaturas na forma de hipóteses apenas descritas, depois desfeitas. O desejo insano de compreender, pois, as lições incompreensíveis. Vastidão arrevesada no teor das existências. As músicas, falas de tenores invisíveis pela crosta dos acontecimentos. Páginas escondidas no âmbito dessas suposições, no entanto cercadas tão só de véus e nuvens. Talvez cheguem até as distâncias impossíveis, mesmo assim construídas entre as ruínas dos séculos vindouros. Normas, criaturas e definições face a face com o inevitável. Artefatos doutros materiais que não humanos. Marcas deixados nos leitos abandonados, quiçá feitos de sobras largadas ao vento. Nisso, este sacrossanto fervor das derradeiras lembranças trazidas lá do Paraíso. Ser a considerar protagonista de mitos desfeitos em monumentos, destarte encontra na essência o fruto das sementes que lhes trouxeram neste lugar.

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