quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O senso da procura


Vê-se nos olhos e no desenho das estruturas o mesmo instinto de preservação na espécie desde os primeiros tempos. Nisto, na vontade sempre válida de achar o coração sob as tantas capas do mistério, revoluteam outras possibilidades até o princípio definito do quanto nos trouxe aqui. Esses são os mesmos postulantes das versões anteriores, nesta hora definitiva.

Nem que distantes, haver-se-á de reconhecer, nas encostas do destino, as primeiras vezes de quando quiseram usufruir de lembranças boas e transformar tudo isto nas notícias de salvação que preencham noites e clareiam dias. Sobreviver a si diante da Eternidade; viver tal e qual nas primeiras consciências do princípio, ao fervor de nada e dos sonhos. Sustentar séculos sem fim nas abas dos determinismos. Isso de ofertar, nos altares de sacrifício, a chama de uma nova emoção nascida para sempre, qual seja, desde então fruto de uma só ansiedade, ser feliz.

Perpassam tais alumbramentos conceitos vários, presentes na história dos avatares, das doutrinas e visões de nova humanidade em formação no âmbito das virtudes e ciências, profecias, e transformação do que se seja agora em novos seres afeitos aos páramos do Infinito. Essa busca por demais que invade literaturas, escrituras e papiros, que signifiquem transição a nível de valores quiçá ora esquecidos, largados que foram ao limbo das indefinições de quantos séculos.

Aspectos outros, contudo, pairam no sobrevoo das epopeias espirituais, nos credos, nas litanias, escolhendo horas várias de transitar pelas presenças e mantê-las atuais nos significados e nas dores de hoje.

Mas que sejam, no entanto, herança da própria existência, dada a perfeição do que lhes domina e segue de vez as consequências, razão inevitável dos momentos que inscreveram nas vidas e permanece durante milhões de instituições que agora somem nas entranhas e nos diários.

Nenhum comentário:

Postar um comentário