Aos olhos dos outros em nós nada existe, a não ser o vazio do absoluto. Portões imensos das ausências, bem ali se acham, frente e verso de países até então desconhecidos, dali donde vêm as certezas doutros pareceres, doutras visões, novas estradas. Em si, isto de saber nas folhas do Tempo e nem de longe haver significado a quem quer que fosse, porém. Uns que transcrevem de próprio punho as certezas que os trazem no sentimento, porém envoltas nas luzes de firmamentos só imaginários. Essa distância do Infinito que circula as criaturas as transformando em meras incidências de contos desfeitos e surreais. Nessa significação, os dias passam e com eles as pessoas que aqui estiveram dotadas dos mesmos instrumentos limitados a si somente.
E qual monges nesses invólucros estáticos, postos ao léu das
sortes, vezes sem conta nisto ocorrem, pondo-os ao largo da imensidão e das luzes
da esperança.
Múltiplas legendas de condes e barões, soberanos e nobres,
definição verdadeira daquilo antes posto nos planos definitivos do que ora
existe ser-se-iam apenas tijolos dessas construções enigmáticas, deles as
pessoas que dominam os instantes e depois sucumbem ao vento das manhãs. Figurantes
dos séculos, deslizam pelos desejos em volta e amarguram os sórdidos empenhos
de pronto abandonados. Tantos autores e nenhum personagem. Histórias destarte feitas
de meras visões do impossível.
Descritas, portanto, as crostas dos sonhos, eles elaboram qualquer
noite impávidos artefatos de transformação dos seres e das espécies. Circunstâncias
repetitivas, esses antigos personagens superpõem suas ideias nalgumas situações
dagora, feitas de valores lá antigos. Saber ser que isto, no entanto cercados
de limites que os detém sob o manto da dominação de senhores mais além. Talvez destes
motivos é que venham as novas possibilidades inscritas nos códigos do mistério.
Diante de tais contingências, o mundo persiste continuar nos
seres siderais de hoje nos recantos ignotos, barcos exangues de histórias
nascidas nas fronteiras de quais criaturas a enfrentar o imaginário, fazendo
delas o princípio universal de tudo quanto haverá de ser tempo destes.
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