Qual o que se transporta em fase de experimentação, talvez uma máquina sob teste, seres de que somos feitos, montagem própria de viver e ser criatura hora dessas. Conhecer, antes de tudo a si. Aprimorar. Aprimorar-se. Espécie de modelos às mãos desses que somos, vagar. Vivências. Ausências. Descobertas, a todo tempo. Nisto, as mil tudo, no entanto. Horas em movimento pelas quadras abertas do firmamento. Daí, o que passou permanece conosco tal listras gravadas no lombo da consciência, conquanto lembranças sejam a perder de vista. Longos trechos de obras raras, inacabadas. Saudades profundas até de saudades ainda mais que elas sejam. Aprendizados logo depois esquecidos, e lembrados de esquecidos que haviam sido antes. Pavios de chamas inapagáveis lá de dentro dos hemisférios, que reacendem noites a fio, na medida disso, a trazer emissários que falem, lembrem, reavivem. Rescaldos de transes vindos de fora, nas impressões que significaram outras histórias doutras pessoas. Conquanto solitários, seremos sempre muitos a vagar pelos dramas coletivos nas questões a resolver, pedidos aos deuses, vontade insistente de ver a perfeição de tudo quanto há nalgum momento dalgum romance, dalgum filme, dalguma canção inesquecível. Sombras que vêm e transcrevem o percurso das semelhanças em cada um, textos provisórios da imaginação a ferver nesses universos particulares em movimento na ânsia de narrar pedaços deixados pelos caminhos na forma de larga solidão. Todavia chegam as falas, o trilho dos relacionamentos, pórticos dos termos raros a fervilhar no coro dos contentes, enquanto durarem os esteios desses monumentos ali gravados em sonhos impossíveis. Disto, de seguidas estações, de luas e versos, a multidão arrasta seus desejos provisórios e sobrevive ao furor das vezes quando aqui já esteve. Prudentes senhores das tantas escrituras, alimentam a fome de continuar, ainda que na busca insana de revelar o lado aonde irá permanecer de vez nas abas do Infinito. Eles, frutos da imensidão, palmilham de vozes desconhecidas os caminhos dessa jornada, razão essencial do quanto existe e aos poucos distingue nos demais o senso da compreensão absoluta, a todo instante.
sábado, 29 de novembro de 2025
Seres magnéticos
Qual o que se transporta em fase de experimentação, talvez uma máquina sob teste, seres de que somos feitos, montagem própria de viver e ser criatura hora dessas. Conhecer, antes de tudo a si. Aprimorar. Aprimorar-se. Espécie de modelos às mãos desses que somos, vagar. Vivências. Ausências. Descobertas, a todo tempo. Nisto, as mil tudo, no entanto. Horas em movimento pelas quadras abertas do firmamento. Daí, o que passou permanece conosco tal listras gravadas no lombo da consciência, conquanto lembranças sejam a perder de vista. Longos trechos de obras raras, inacabadas. Saudades profundas até de saudades ainda mais que elas sejam. Aprendizados logo depois esquecidos, e lembrados de esquecidos que haviam sido antes. Pavios de chamas inapagáveis lá de dentro dos hemisférios, que reacendem noites a fio, na medida disso, a trazer emissários que falem, lembrem, reavivem. Rescaldos de transes vindos de fora, nas impressões que significaram outras histórias doutras pessoas. Conquanto solitários, seremos sempre muitos a vagar pelos dramas coletivos nas questões a resolver, pedidos aos deuses, vontade insistente de ver a perfeição de tudo quanto há nalgum momento dalgum romance, dalgum filme, dalguma canção inesquecível. Sombras que vêm e transcrevem o percurso das semelhanças em cada um, textos provisórios da imaginação a ferver nesses universos particulares em movimento na ânsia de narrar pedaços deixados pelos caminhos na forma de larga solidão. Todavia chegam as falas, o trilho dos relacionamentos, pórticos dos termos raros a fervilhar no coro dos contentes, enquanto durarem os esteios desses monumentos ali gravados em sonhos impossíveis. Disto, de seguidas estações, de luas e versos, a multidão arrasta seus desejos provisórios e sobrevive ao furor das vezes quando aqui já esteve. Prudentes senhores das tantas escrituras, alimentam a fome de continuar, ainda que na busca insana de revelar o lado aonde irá permanecer de vez nas abas do Infinito. Eles, frutos da imensidão, palmilham de vozes desconhecidas os caminhos dessa jornada, razão essencial do quanto existe e aos poucos distingue nos demais o senso da compreensão absoluta, a todo instante.
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