
Nisto, cabe perguntar onde adquirem tamanha certeza do mistério de Si mesmos, a ponto de tudo abandonar, à busca da Perfeição através, única e somente, por meio da consciência? Vagueiam no rumo certo do Infinito, na opção contrária da verdade conhecida, deixando de fora referências que a tantos significam favas contadas. Porém choram cedo e afundam os olhos na desistência deste lugar de ilusões, entregues na alma da religiosidade. Eles, os ermitões, anacoretas, reclusos, que viajam no universo de dentro, virtuosos rebeldes da matéria perecível.
O que nos causa espécie será esta coragem inexpugnável dos tais argonautas do espírito, a viver da renúncia dos modos físicos e aceitar a paixão do amor pelo eterno. Soldados doutro exército, representam a conclusão de muitas vidas, em gesto de prudência e sabedoria. Anônimos da ausência, somem dos turbilhões sociais e entregam aos ermos afastados o que a tantos seria imprudência, desespero. Modos de alucinados sem causa, testemunham, num gesto extremo, o que só as borboletas, no se imolar aos faróis que iluminam a escuridão. Projetam o ser lá no abismo profundo da luz intensa, e desaparecem no sol da convicção em claridade.
Heróis da solidão sempre existirão. Não tenho medo da solidão. Acho até que às vezes é necessária. Leva-nós a pensar, refletir melhor o que vemos e vivemos é que só em um momento de introspecção podemos ver melhor, com os olhos da alma e do coração.para isto que serve a solidão. É neste campo não existem heróis, em sua essência, existem sofredores.
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