
Falar das tais maquinetas que dominaram o ser humano em dias atuais parece troço fácil, porquanto aonde olhar se ver os dois agarrados em pleno conúbio. Enfeitiçados pelas frestas dos equipamentos, a senhora viaja, a jovem sonha, o senhor negocia, o jovem obtém sucessos noturnos, e as crianças postulam meios ainda melhores de crescer, invés de repetir a perdição dos adultos, face aos engenhos de geração embriagada na luz virtual.
Somos nós os autores e as vítimas dos crimes da humanidade que custam incorporar fórmulas que libertem a dor e produzem os santos do amanhã. De dedos em punho, coçam as telas mágicas dos pequenos computadores, espécie de espelhos em que o futuro reflete a imagem dos aprendizes que ora formos de todos nós seres isolados na mísera invenção.
Embriões e chips dos teclados em fúria, eles cruzarão faroestes e florestas encantadas feitos cavaleiros andantes das artes de sobreviver a dramas que nem sabem ser verdades ou ficções, poemas ou romances, imaginação ou realidade teimosa do resistir. Seguem, no entanto, os traços do sonho entre dormindo e acordados, conduzidos aos porões do mistério pelas mãos invisíveis da solidão onde escolheram criar os heróis anônimos de depois.
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