As notícias que leio conheço, já sabia antes mesmo de ler.
Torquato Neto

Lá adiante novas preocupações entre os meios e que se configurariam no atual surgimento avassalador da mídia internética, somada à tevê de assinatura. Outra avalanche cresceu, envolvendo inclusive a mídia impressa de jornais, revistas e livros, estes vista a concorrência do livro digital. Nesse bojo também fora envolvido o computador pessoal, cooptado nos notebooks e tablets,
Agora, explode numa aceleração incontida os computadores de bolso, os tais celulares da geração do momento, que açambarcam teatro, televisão, jornais, livros, revistas, o escambau, até os velhos computadores de mesa, numa revirada geral de assustar e criar notícias além dos velhos acontecimentos diários, feitos meros factoides, ou fenômenos de guetos, os quais ocorrem fora da mídia oficial, a manipular a consciência capenga das massas ignaras. Essa mídia inesperada, que perde altura e passa a ser financiada pelos orçamentos públicos e empresariais vinculados aos serviços de estado.
Ninguém mais sabe direito aonde conduzir apreensões, a quem dirigir as buscas de reivindicações, se é que de interesse público. O mercado escapa entre os dedos da realidade virtual. Vertigens tomam conta do pensamento acadêmico empalidecido na acomodação das vaidades. O que antes era só ficção e laboratório da imaginação, no instante de hoje impõe leis inesperadas e efêmeras. A notícia, que significava a divulgação dos eventos de interesse público através dos meios de comunicação, estes uma concessão do Estado, vem sendo elaborada nos propósitos de minorias de poder encoberta na complexidade dos tempos. A política virou assunto de polícia. E a justiça dos homens, objeto de preocupação e expectativa, numa crise sem precedentes de valores qual jamais considerada pelas mentes galopantes dos visionários e profetas.
(Ilustração: Torre de Babel, de Pieter Brueguel o Velho).
É meu amigo, o tempo passa, as coisas mudas, a técnica avaliação avança, mas graças a Deus não nos tirou o prazer do livro de papel, aquele cheirinho de livro novo, virar a página com a mão. Diferente do computador que não nos prende com o nosso livro tradicional.
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