, para desespero dos que a ocupavam.
Mobilização geral na tripulação, por si só conformada, nessas horas difíceis. Os passageiros, todavia, entraram em pânico e desalento, tumultuando de incomum agitação os céus tranquilos das Minas Gerais.

Esse instante de gravidade fê-lo lembrar do seu guia espiritual, Emmanuel. Naquilo tudo, recolheu-se aos mais íntimos pensamentos e ainda conseguiu estabelecer contato e emitir pedido de urgência ao bom espírito, dada a situação vexatória por demais aonde padecia.
Naquele meio tempo, o comandante estabelecera providências e buscava aeroporto próximo, a fim de realizar o pouso forçado, quando Chico avistou, deslocando-se pelo intervalo das poltronas do avião, chegando na sua direção, a figura benfazeja de Emmanuel, motivo inigualável da mais pura felicidade do médium.
- Sim, Chico, me chamou? – indagou a princípio.
- Chamei, chamei – respondeu ofegante o sensitivo mineiro.
- Pois diga de lá o que com isso pretendeu.
- Ora, Emmanuel, não vê o que se passa comigo, no meio desse sufoco? Os acontecimentos a seguir como vão, e morreremos todos, sem qualquer apelo.
O espírito olhou em volta, prudente, reconhecendo a agitação que contagiava os ocupantes do vôo tumultuado. Outra vez fitou Cândido Xavier e disse:
- Sei, Chico, que ocorre tudo isso. Vejo o medo que invade os corações do grupo de que fazes parte, nesta hora – seguiu dizendo: - Contudo trate de adquirir a calma; se comporte à altura; controle seus nervos; dê exemplo de quem sabe das coisas do outro lado da vida.
- Mas, Emmanuel, o que espera para nos auxiliar a todos? Não observa que posso a qualquer momento desencarnar com a queda do aparelho? – e, quase a chorar, acrescentou: - Vou morrer sem ver os amigos, parentes...
- O que é que tem demais, Chico? Por isso mesmo, então, domine o desespero e morra com educação. Ao menos isso, morra com educação.
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