segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A que é que se destina II


Por demais, isso tudo pressupõe painel imenso de mil sequências, e longa história invadem o teto do horizonte das existências. Enquanto isto, ardem as chamas das desigualdades, porém sob explicações e retóricas do quanto houvesse de haver agora e sempre. Dúvidas imperam nas imaginações, entretanto. Portas incontáveis a serem abertas nesse mesmo Infinito, e cá se arrastam os tempos na face das tantas pessoas vez qualquer detidas nas histórias que deixam nas farpas de uma estrada a bem dizer impossível de acontecer.

Diante, pois, do quanto existe, eis-nos a contar as estacas intermináveis desse universo pessoal que transporta à real sabedoria, contudo ainda quais enigmáticos seres perante as horas. Ainda assim, consciências em movimento numa superfície de sonhos imprevisíveis.

As próprias palavras vivem disso, da necessidade perene de continuar, dispersas nas almas feitas meros fragmentos de telas sucessivas tangidas pelo Tempo, atitude misteriosa dos entes intangíveis em mundos distantes e próximos, talvez. Daí chegam as quantas lendas, os enredos fortuitos de jornadas imagináveis, alimento dos deuses a circular no firmamento. Fora isso, a que estar aqui, de olhos intensos, a percorrer as eras, dentro e fora de si?!

Insistentes indagações, todavia, desfazem tais dramas e nutrem as companhias, nas praias e flores, no campo e nas cidades, aos milhões de personagens criados na intuição, algo qual destinado a definir, belo dia, métodos e princípios, no seio das sociedades em voga. Lá nas escarpas dos destinos, desfilam esses autores de contrições, astros ligados ao pináculo dos templos e aos sons estridentes das máquinas que criam a todo momento novas aventuras errantes.

Pudessem refazer o percurso largado lá antes nas jornadas, decerto ao nada acenderiam suas velas e clamariam seus cânticos exóticos, trajetos da humana criatura, de aceitar baixar a cabeça e viver de perto o sentido disto, motivo e razão de tudo, enfim.

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