Início e fim de tudo. Desvendar. Abrir as portas do mistério que hoje conta pelas narrativas. Encontrar o princípio da lucidez e vivê-lo o mais intensamente. Razão de ser de toda filosofia, toda religião, causa e origem das entrelinhas do Destino, dele, consigo próprio, desde sempre. Antes disso, os longos intervalos da sorte no movimento dos astros.
As civilizações daí buscaram isto, no entanto cercadas dos
interesses imediatos. Valores ilusórios das outras interpretações. Ainda que
tanto, alimento de quantos. A ânsia de continuar a qualquer custo face a face
com as ilusões febris dos apegos, frutos do ego em ação, além desfeitas que
sejam tais excursões aos mundos aparentes, certo dia, certa feita, haverá de
haver o quanto lá de longe alguns imaginaram.
Nisso, os motivos sociais
dos interesses em jogo. A criação irreverente de posses e ganhos, fome
descomunal de largas eras. Existissem, por isso, causas de tocar adiante o que
traz até então, de novo redundariam no desfecho só imediato das quantas e
tantas vezes.
Bom, diante das circunstâncias dessas quantas histórias, eis
que se defrontam as noites dos séculos, das perdidas aventuras pelos corredores
do Tempo. Numa continuação de todos, quais entrar no ser de dentro, nas
florestas da consciência, tornam-se espécie de intérpretes da jornada humana,
um a um. Indagam do silêncio, das visões e aparências, dos sonhos, doutras confissões,
num constante aguardar dalgum lugar alguma revelação.
Esses personagens perscrutam em volta as demais criaturas,
os objetos, as luzes que cintilam na distância, os credos, as publicações. Em
painel descomunal de inúmeras possibilidades, há que voltar ao Eu por demais
interior e dialogar com o passado, os aprendizados, as muitas reservas
acumuladas no decorrer das lendas de si e dos semelhantes. Fossos de pedras
raras, carregam na alma seu objetivo e sentido universal do uma realidade, logo
após, definitiva.
(Ilustração: Castelo de Brennand, Recife PE).
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