terça-feira, 3 de março de 2026

Compreender a si mesmo


Início e fim de tudo. Desvendar. Abrir as portas do mistério que hoje conta pelas narrativas. Encontrar o princípio da lucidez e vivê-lo o mais intensamente. Razão de ser de toda filosofia, toda religião, causa e origem das entrelinhas do Destino, dele, consigo próprio, desde sempre. Antes disso, os longos intervalos da sorte no movimento dos astros.

As civilizações daí buscaram isto, no entanto cercadas dos interesses imediatos. Valores ilusórios das outras interpretações. Ainda que tanto, alimento de quantos. A ânsia de continuar a qualquer custo face a face com as ilusões febris dos apegos, frutos do ego em ação, além desfeitas que sejam tais excursões aos mundos aparentes, certo dia, certa feita, haverá de haver o quanto lá de longe alguns imaginaram.  

Nisso, os motivos sociais dos interesses em jogo. A criação irreverente de posses e ganhos, fome descomunal de largas eras. Existissem, por isso, causas de tocar adiante o que traz até então, de novo redundariam no desfecho só imediato das quantas e tantas vezes.

Bom, diante das circunstâncias dessas quantas histórias, eis que se defrontam as noites dos séculos, das perdidas aventuras pelos corredores do Tempo. Numa continuação de todos, quais entrar no ser de dentro, nas florestas da consciência, tornam-se espécie de intérpretes da jornada humana, um a um. Indagam do silêncio, das visões e aparências, dos sonhos, doutras confissões, num constante aguardar dalgum lugar alguma revelação.

Esses personagens perscrutam em volta as demais criaturas, os objetos, as luzes que cintilam na distância, os credos, as publicações. Em painel descomunal de inúmeras possibilidades, há que voltar ao Eu por demais interior e dialogar com o passado, os aprendizados, as muitas reservas acumuladas no decorrer das lendas de si e dos semelhantes. Fossos de pedras raras, carregam na alma seu objetivo e sentido universal do uma realidade, logo após, definitiva.

(Ilustração: Castelo de Brennand, Recife PE).

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