Isso logo ali depois do quanto houve de percorrer, dias e dias, através dos rios de tantas histórias lidas, assistidas, vividas, guardadas nos quadrantes da sorte. Eles, os andarilhos do Infinito que estão vagando pelas margens do Tempo, olham em volta e vislumbram todos os animais que lhes acompanham, afeitos ao instinto de ter companhia dalgum jeito. Heróis anônimos da própria interpretação, buscam nos filmes, nas jornadas, multidões, as mesmas luas em que transitaram nos céus da consciência. E nisto pretendem encontrar laços em tudo quanto perdura pelos trastes dessas ficções atuais. Se não encontram de uma vez por todas, seguem a procurar nas encostas dos momentos. Reúnem vastidões, chicoteiam o lombo das alimárias do pensamento e descem feitos astutos buscadores rumo ao eterno, meros transeuntes dos destinos vários.
Lembro de tudo isto agora face ao livre trânsito de deixar o
mistério do passado me invadir, vez em quando, as telas da memória e reviver o
que se foi antigamente. Quais trilhos sem fim de inesperadas lembranças, chegam
aos borbotões cenas inteiras do que ficou lá atrás. Vezes sem conta e revejo
inclusive as emoções daquelas oportunidades, talvez meras vivências só de estar
neste mundo. Entram sem pedir licença. Vão de canto a canto do quadro de mim e
tocam, de novo, aqueles muafos largados há distâncias enormes. Conquanto venham
não sei bem de onde, porém fazem da gente pedaços particulares recompostos de
emoções, impactos, vidas.
A querer disso a liberdade significa, contudo, reestruturam
épocas inteiras, a silenciar tais momentos fortuitos perdidos no passado. As
palavras falam desse poder na medida em que sustentamos do que resta tão só
detalhes essenciais, enigmáticos, talvez. Houvesse, pois, aprendizado,
far-nos-íamos senhores de nossos segmentos, a desfrutar do poder da realidade. Enquanto
que, horas e horas, quase nunca ainda exercitamos essa tal faculdade interna.
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