quarta-feira, 11 de março de 2026

As fronteiras da consciência


Terras sem fim que hoje lhes preenchem os olhos e desfazem lá dentro os pensamentos trazidos das estradas. Longos percursos rumo a si próprios estando bem aqui do lado. Vagas noites de um silêncio abissal. Luzes que às vezes acendem, doutras esquecem a quem iluminar, e, de novo, deixam escurecer a imensidão. Rios de água pura, no entanto submersos, talvez, nas ilusões. Esses protagonistas da sorte, que, extáticos, desde antigamente dividem e percorrem os mesmos lances de escada, ao abandono das lembranças até então guardadas nos sótãos das existências que sumiram.

Isto de ser que tanto e perlustrar tão só as visões do imediato, quais pescadores esquecidos nas praias do Universo onde habitam. E que vivem a se perguntar do destino, das roupas do próximo baile à fantasia, esquisitos autores de cenas jamais imaginadas, enquanto produzem o cenário de doces histórias que narram interminavelmente. Querem do Infinito apenas alguns do papeis improvisados, versões superficiais, daquilo que desejam, conquistaram e nem reconhecem.

Em rápidas pinceladas, seriam peças ainda indecifradas desse mais imenso tabuleiro de glórias fáceis e superficiais dos dias em transe. Contudo por demais indispensáveis, constantes e necessárias. Eles, minúsculos objetos em movimento a céu aberto, no desfilar interminável dos inesgotáveis compêndios. Estejam presentes ou ausentes, haver-se-ão a braços com os enigmas originais que trazem consigo perenemente.

Portadores, pois, das quantas variações dessas linguagens, dalgum lugar que sejam tangerão os barcos do Destino e sobreviverão a todo custo às tempestades imprescindíveis. Este qual par de circunstâncias nada além significa do que a razão primordial de estar aqui e sobreviver aos percalços das densas e maiores determinação. Um episódio individual e soberano mistério das ruínas, dos mitos, das lendas, fixados no quanto de valiosos, e confortam o Tempo, caudal supremo do que sempre existiu pelas quebradas do firmamento. Destarte, abraçam de tudo a inevitabilidade do Ser que os compõe. Acalmam o coração, fixam no íntimo as paisagens em volta e saem às novas e surpreendentes aventuras.

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